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BRASIL, Centro-Oeste, BRASILIA, Homem, de 46 a 55 anos, Portuguese, French
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Olha só

                Ministro Levy diz que desoneração da folha de pagamento foi “brincadeira cara”...

                Então, o que acontece? Aumenta a tributação das empresas. Quer dizer que desonerou nada, deu com uma mão e tirou com duas.

                Mudaram as regras do seguro desemprego. Das pensões também. Daqui a pouco será a aposentadoria? Já nem me lembro do que mais havia no pacote de “contenção“ de gastos (com dinheiro alheio, claro). Mas do pacotão de aumentos lembro bem: gasolina, água, luz e tudo o que vem a reboque disso... Não preciso nem lembrar, basta ir ao supermercado.

                Tudo bem... Reduz gastos, aumenta impostos, corta benefícios sociais (não é isso mesmo, afinal?), mas onde estão os investimentos para o país retomar o crescimento? Gerar emprego e renda, como gostam de dizer os “gurus” econômicos?

                Só sei que todos os indicadores econômicos estão caindo (em desgraça). Agora o mês de fevereiro aparece como o pior desempenho da balança comercial dos últimos (muitos) anos. Houve déficit... A última previsão do “mercado” é que nosso crescimento em 2015 será negativo, perto de 0,5%.

***

                Aqui um deputado distrital, perguntado sobre o rombo deixado pelo ex-governador do DF, disse que é normal governos anteriores deixarem “restos a pagar”.

                Se os aproximadamente R$ 3 bilhões de rombo são restos a pagar para esse senhor, o que seria para ele o “inteiro a pagar”?

***

                Também por aqui, professores em greve continuaram em greve mesmo após a justiça determinar o retorno ao trabalho. E ainda estavam em reunião com o governo para negociar. Péraí: desobedecer ordem judicial e ainda negociar? Tem nada errado, não?

***

                Na Irlanda, imagens gravadas por uma câmera de segurança mostraram um cara jogando uma pedra no vidro de uma Mercedes. O “tijolo” ricocheteou, acertou a cara do sujeito e o levou a nocaute. O dono do carro ainda achou que o homem tinha sido atropelado, chamou a polícia, mas descobriram pelas imagens que o cara era bandido. Os policiais o prenderam na hora. Se fosse aqui, será que a Mercedes teria sido acusada de agressão contra um pobre transeunte indefeso e/ou o juiz do caso a teria levado para casa para cuidar dela? Bem, numa democracia de primeiro mundo não tem negociação, basta cumprir a lei e só.

                Sem mais para o momento...

                Abraços!

 

                Sergio Schenkel



Escrito por Sérgio Schenkel às 18h33
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2015

                Escrevi essa crônica no comecinho do ano. Esqueci de publicar (?!). Acho que ainda está valendo, então vamos lá...

                Começou faz poucos dias.

                Os últimos anos passaram rápido, como se a velocidade crescesse proporcionalmente ao aumento de nossa idade. Sensação estranha, essa.

                Muito antes do ano 2000, minha geração acreditava que a vida a partir dali seria como no desenho futurista (dos anos 60) Os Jetsons. As casas seriam redomas de vidro sobre um pivô (talvez de concreto?) e as pessoas andariam em carros voadores. Um(a) robô cuidaria dos afazeres domésticos.

                Nas refeições comeríamos pílulas dos astronautas, idéia que nos foi vendida após o homem ter chegado à lua. Até hoje não consegui entender qual o resultado prático da viajem, para nós seres humanos comuns. As tais pílulas nunca foram servidas em almoços ou jantares...

                Parece que de lá para cá foi tudo tão rápido que não deu tempo dessas coisas acontecerem.

                Melhor assim: continuamos comendo arroz, feijão e bife; andando de carro sobre quatro rodas em estradas e ruas esburacadas. E nossas casas continuam pregadas no chão.

                Depois que passamos “dos trinta”, os anos voam, os “se” aumentam exponencialmente. Mas não gosto dessa idéia dos “se”; cheira a arrependimento... Do que fez ou do que não fez. Não vejo as coisas assim.

                Vocês podem estar achando (sem gerundismos) estranha toda essa “filosofia”. Ou seria embromação?

                É que eu estava a fim de escrever alguma coisa, mas o dia-a-dia da mídia só traz desgraceira. Não combina com início de ano onde todos esperam coisas boas. Fiquei sem matéria-prima por me recusar a falar disso neste momento. Deixa prá um pouquinho depois, né?

                Mesmo porque falar de reprimenda em ministro que disse o que não devia (?) no primeiro dia de trabalho; que o novo governo do DF recebeu do governador anterior um rombo financeiro astronômico (será ele responsabilizado algum dia?); que os professores daqui “não gostaram” porque o novo governador colocou os coordenadores pedagógicos de volta às salas de aula até regularizar as coisas (e falam em greve); que os funcionários do DETRAN também falam em greve caso o novo diretor do órgão não seja funcionário de carreira... Tudo isso num país democrático(?). SERIA um tremendo baixo astral para uma primeira crônica do ano.

                Mas esse é nosso mundo...

                As notícias ruins se espalham numa velocidade supersônica, superluz ou “nanointernética”, como se nada de bom acontecesse para merecer destaque da mídia.

                E eu continuo aqui, sem querer falar de nada ruim, órfão de assuntos legais para comentar.

                Então acho melhor ficar calado.

Abraços!

 

Sergio Schenkel 



Escrito por Sérgio Schenkel às 17h13
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SEM NOÇÃO (ou muita cara de pau)

                - Matéria publicada no globo.com de 19/01/2015, que aborda investigação sobre suposto caso de assédio moral e sexual ocorrido no Planetário de Brasília: “Ela disse que muitos sofrem com desvio de função e que condições precárias são impostas aos trabalhadores. ´Somos obrigados a ficar em pé, no calor, com terno. Além das pressões psicológicas que sofremos todos os dias´, afirmou”. Puxa vida! Trabalhei de terno e gravata por mais de 25 anos, no frio e no calor, em pé ou sentado e nunca achei que isso fosse condição precária. Seria isso degradante ou deveria ter recebido adicional de insalubridade?! Talvez alguma indenização?!

            - Mesmo site de notícias: “ladrão-sincero justifica roubo de ar-condicionados: calor é grande”. Esse além de tudo é piadista. Rouba e sacaneia (mais ainda) os outros. Deviam prendê-lo e depois sacaneá-lo também... Numa cela no calorzinho do verão tropical com 25 presos dentro de um cubículo de 15m² sem ar-condicionado ou ventilador. 

            - Recentemente alguns veículos de um ex-milionário (será mesmo ex?) foram apreendidos por conta de dívidas. Entre eles um Porshe e um Lamborghini. Todos carros “baratinhos”, né? Agora vejam só: um juiz da           Terceira Vara Criminal do RJ levou o Porshe para sua residência num condomínio da Barra da Tijuca. Foi e voltou dirigindo. Segundo esse Senhor, o carro foi levado pois não havia vaga no depósito da justiça e ele assim o fez para não deixar o carro no sol e na chuva... Ah! E jura ele que o carro ficou na garagem enquanto permaneceu sob seus “cuidados”... Se fosse algo como um Fiat 147 ano 1977 ele faria o mesmo? 

            - Melhor ainda é que esse mesmo senhor assinou um ofício (urgentíssimo e sigiloso) endereçado ao DETRAN-RJ solicitando a “transferência temporária” do Porshe e de outro veículo apreendido para a Justiça Federal, que assim poderia utilizá-los enquanto não ocorresse o trânsito em julgado da ação. Como “transitar em julgado” no Brasil não é nada rápido, A Terceira Vara Criminal Federal do RJ ficaria “transitando” de Porshe por tempo indeterminado.

Tudo isso está em matéria do jornal Extra, inclusive cópia do ofício. Legal, né? Continuo perguntando se fosse um Fiat 147... 

            Pequenos retratos do povo que nos tornamos. 

            Vergonha alheia... 

            Abraços! 

 

            Sergio Schenkel



Escrito por Sérgio Schenkel às 16h48
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DETOX

                O que é isso?

                Seria aquele negócio que as mulheres injetam no rosto (e deve doer) para ficar com cara de Coringa, um dos arquirrivais do Batman?

                Ou seria um inseticida em spray?

                Que tal uma arma de Matrix?

                Não. Nada disso.

                O primeiro é o Botox. O segundo talvez seja o Rodox, um inseticida das antigas, daqueles que matam moscas, mosquitos, baratas e pernilongos. E tudo o mais que tiver pela frente... Deve ter sido retirado do mercado.

                A arma do matrix eu sei lá...

                Agora, o tal detox... Não é que deram esse nome para um suco “desintoxicante”, próprio para “limpar o organismo” principalmente após as ressacas de carnaval?

                Antigamente conhecido como suco verde, agora essa coisa serve para tudo. Esqueçam suas antigas e infalíveis receitas para ressaca da boa: água tônica, gelo picado, coca-cola, Epatovis B-12, Epocler, cerveja gelada, café e outras mais.

                Só o que resolve é o tal suco DETOX!

                Mas qual sua receita? Ahhhh... De acordo com o que vi num programa de televisão, vai um bocado de coisas. Mas se você não tiver nada disso disponível (?!), serve o que aparecer pela frente.

                É mais ou menos assim: a receita básica tem couve, água de coco (não confundam porque agora a língua portuguesa não tem mais assento para nada, só no vaso sanitário), abacaxi, maçã, gengibre e outras coisas. Se nada disso estiver “à mão”, vai suco de laranja mesmo, pera, maçã, pepino (ôps!), banana (ôps!) e sei-lá-mais-o-quê. Tudo batido no liquidificador.

                Parece que o conteúdo não importa muito, só tem que ser detox! Serve para (quase) tudo.

                Quase? É... Ouvi dizer que para quem tem altas taxas de ferritina não pode.

                Sei lá...

                De uma coisa tenho certeza: quem gostar e souber aproveitar bem uma bebidinha, é só continuar “enfiando o pé na jaca” e curtindo sua ressaquinha do jeito que der, com aquele gosto de corrimão velho ou cabo de guarda-chuva na boca, não se esquecendo de botar o pé no chão quando estiver deitado na cama para o mundo não rodar. Sem isso o estrago pode ser grande.

                O resto é o resto... Mesmo porque ninguém vai fazer exame de ferritina antes de beber e nem o detox vai curar sua ressaca!

                E, agora que o carnaval acabou, talvez o país comece a andar... Mas calma: só até a semana santa!

                Abraços!

                Sergio Schenkel

 

 



Escrito por Sérgio Schenkel às 14h34
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FALÊNCIA MÚLTIPLA

                O Estado Brasil e o corpo humano.

                Cabeça, tronco e membros. Executivo, legislativo e judiciário, nada exatamente nessa ordem. Ou desordem.

                O organismo e seus vários órgãos. Começo da complicação: aparece um apêndice aqui, outro ali. Pode ser um terceiro setor ou um quarto poder... Quem sabe um sexto sentido?

                Nosso coração, a economia, está combalido. Alguns infartos durante os últimos anos fizeram com que ganhasse “stents”, pontes e viadutos... Mas não recebeu um tratamento amplo, daqueles que vão nas causas, não se preocupou com o regime, as atividades físicas. Continuou com a vida desregrada, como se tivesse recursos infindáveis para queimar... Carrega sequelas de vários anos anteriores, embora mais recentemente os sintomas apareçam com força.

                Os rins, aqueles que filtram as substâncias nocivas, estão na hemodiálise. Não conseguem mais separar o bem do mal. O xixi sai escuro, próprio das infecções que atacam todo o organismo, até mesmo aquelas celulazinhas trabalhadoras que circulam diariamente pelas vias esburacadas levando e trazendo alimento para outras celulazinhas que ainda não trabalham.

                O estômago, que prepara tudo para que o organismo se alimente e funcione, passa por repetidos problemas. Não está bem, criou tantas condições para a absorção das coisas que inchou. Todos os órgãos então passaram a achar que o direito a tudo era só seu. Aumenta a confusão. Parece necessitar de uma cirurgia daquelas de redução, colocando as coisas novamente no devido lugar, para que cada celulazinha entenda o que pode e deve e o que não pode e não deve fazer. Coisas conceituais...

                Fígado. Dizem que esse órgão se regenera quando extirpada uma pequena parte. No Organismo Brasil ainda não se tem certeza disso, pois as partes estragadas parece cresceram de novo, mas vem de má qualidade. Excreta substâncias que contaminam e corroem todo o sistema. Está superlotado e não tem mais lugar para tanta coisa ruim que é mandada para lá.

                O pâncreas. Esse tá preguiçoso. Prá que ficar trabalhando se é melhor “tirar uma casquinha” de outros órgãos ou até de recursos externos? Pega a insulina e injeta! O problema é que nem sempre há disponibilidade; o sistema como um todo está falido e sem condições de fornecer o necessário ao atendimento das necessidades.

                Cérebro, aquele que deveria ensinar o que fazer e como fazer, não consegue mais cumprir sua função. Seus neurônios se encontram em total desordem, com vários grupos tentando sobressair para empurrar às celulazinhas seus modelos de ensino. Eletroencefalogramas já identificaram o problema, que parece sem solução.

                Dizem que próteses não são adequadas para resolver tudo isso. Nem mesmo transplantes; não dá para fazer com tantos órgãos ao mesmo tempo. Tratamento com drogas? Só se for para “viajar” e não ver a real.

                UTI, respiração por aparelhos. Falência (quase) total. Ainda resta um tubinho ligado a alguma coisa.

                Preocupante mesmo é a hipótese de o @Ú resolver entrar em greve por melhores condições de trabalho... Afinal, ele sempre trabalhou na m&#d@, mas pode agora achar que tem o direito de sair dela...

                Aí, sim, não terá mais jeito!

                Abraços!

                Sergio Schenkel

 

 



Escrito por Sérgio Schenkel às 18h42
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A seguir, transcrevo na íntegra os comentários enviados pelo meu amigo Mauro Vaz acerca da crônica TAMUFU.

Aproveitem o sarcasmo e o senso de humor refinados...

Abraços!

Sergio Schenkel 

 

Caro Sérgio, Boa noite! Mas p'ra que exagerar? Não se trata de apagar a luz e ir dormir, mas sim não acendê-la e usar a luz do celular. E também, p'ra que tomar banho amanhã cedo, uma quinta-feira, se para sábado só faltam mais dois dias? Finalmente, não seja tão exagerado no tempo sob o chuveiro, pois um minuto é mais do que suficiente, além da opção de se aproveitar o momento chuvoso de Brasília, e poupar o sacrificado minuto único sob o chuveiro. Tente, pela manhã, achar motivos suficientes para emocioná-lo e induzi-lo ao choro, e então lavar o rosto com as lágrimas.

Um grande e saudoso abraço deste Superintendente da CAESB e membro do Conselho de Vigilância Permanente da CEB, Mauro Vaz
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Meu querido Schenkel, bom dia!!
Claro que concordo com a reprodução no "Quero Falar", pois não só serei premiado com a honra de hospedar-me nesse seu já famoso "diário", mas também pelo fato de poder contribuir (kkkk....) com essas duas situações que tanto afligem a nós brasileiros no presente momento de escassez de água e de "luz", esta última, aliás, faltando plena e constantemente na cabeça de nossos administradores.
Renovado abraço, extensivo à família,

Mauro Vaz (aguardando ansiosamente o sábado para um banhozinho bem rapidinho).


Escrito por Sérgio Schenkel às 12h12
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TAMUFU

                Sem água. Descobrimos até que existe um tal volume morto para nos dar sobrevida(?!).

                Sem energia. Será que existiria também algum volume morto para ressuscitar?

               Gasolina aumenta. Argumento usado recentemente (equiparar o preço no Brasil ao mercado internacional) agora não serve para abaixar, embora o valor do barril de petróleo tenha caído por volta de 60%.

O Brasil investe na exportação de commodities para depois importar produtos finais, quando o que dá lucro é exportar industrializados.

                O minha casa deixou de ser minha vida, com o aumento dos juros e a falta de investimentos. O déficit habitacional voltou a crescer em 2014.

                A mobilidade urbana ficou imóvel. O legado da copa virou mico.

                A transposição do São Francisco parou. Por falta d´água no rio e pelo abandono das obras.

                Em alguns estados do nordeste criaram parques eólicos de grande capacidade geradora de energia. Só não tem linhas de transmissão.

                Ambientalistas e afins são contra barragens para gerar energia. Mas não dizem qual a solução.

                Não temos trens decentes nem para cargas. Faltam ônibus nas cidades. Metrô? Navegação fluvial, lacustre e de cabotagem inexistem.

                O país deve o que não tem para pagar. Nem tão cedo. E a dívida só aumenta. Nossa bolsa cai, vazia. O real valor do nosso real também afunda. Nosso bolso fura.

                Cada dia que passa são encontradas mais balas perdidas. Mais bandidos (nas cadeias ou fora delas). Mais escolas que nada ensinam. Mais hospitais que atendem menos.

                Devo ter esquecido muitas coisas. Acabei de lembrar que os juros do cheque especial chegam a 200% ao ano. Novidade? Por acaso diferem muito dos juros do cartão de crédito? Pura agiotagem institucionalizada...

                Como se não bastassem essas e outras, num estado da região norte, a Defensoria Pública (órgão que em tese defende o cumprimento das leis) prestou uma homenagem a um ex-governador. Só que o condecorado é condenado pela justiça federal a mais de 60 anos de prisão. Não foi ainda recolhido “aos costumes” porque as decisões não transitaram em julgado(?!).

Sabem como é no Brasil, né?

                Alguém se habilita a investir em alguma atividade produtiva num cenário desses (sem contar a burocracia, a carga tributária, o custo social e trabalhista, além de outras coisinhas mais)?

                Abraços!

                Sergio Schenkel

 

 

P.S.: a Grécia acaba de comemorar sua saída do buraco econômico/financeiro (e bem fundo) após cinco anos de humilhação, nas palavras de seu dirigente... Parte teria sido legado olímpico?



Escrito por Sérgio Schenkel às 21h12
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FEMININAS E MASCULINAS

                Não me crucifiquem; são apenas constatações.

                Mulher quando sofre agressão vai para a Delegacia da Mulher e é amparada pela Lei Maria da Penha. Homem quando apanha de mulher (é... Existe sim e não é tão pouco quanto se imagina), vai prá onde e que lei o ampara? Se chegar em alguma delegacia ainda é sacaneado...

                Mulher tem uma Secretaria com status de Ministério para tratar de seus assuntos.

                Vivem divulgando pesquisas dando conta que trabalhadoras mulheres são inferiores aos homens e que ganham menos. Questões nunca abordadas: qual o número de mulheres e homens que trabalham? Há quanto tempo as mulheres entraram no mercado (mais ou menos que os homens)? Os concursos públicos não equipararam mulheres e homens pela competência, se é que equiparam alguma coisa? Mulheres têm menos acesso à educação e formação para depois competir na vida profissional?

                Isso só para começar...

                Sei não... Números podem ser muito tendenciosos (omissões perigosas), depende de quem, como e para quê os utiliza.

                Essas questões de raça, sexo, cor e etcétera e tal são coisas que, dependendo da abordagem, servem como fonte de muita confusão. Coisa que não quero passar perto. Mas precisam ser discutidas com consciência.

                Acontece que quando leio matérias sobre discriminações e preconceitos penso na real intenção da mensagem. Tem gente que gosta de botar lenha na fogueira (ainda não consigo entender o porquê). Outros, talvez por incapacidade de raciocínio ou percepção, tendem a acreditar em tudo que ouvem. E repercutem como se verdade fosse.

                Existe preconceito? Existe. De muitas formas e no mundo todo. Não é legal...

Mas pérai! A gente vê cada uma...

                O Correio Braziliense de 25/01 diz que, dos dez filmes indicados ao Oscar, somente um é dirigido por mulher. Título da matéria: “Sucesso contra o preconceito”...

Hein? Preconceito? É mesmo? Dá um tempo...

                Tudo o que escrevi lá no começo, que tenho certeza minhas queridas leitoras tiveram vontade de me esganar e me xingaram pensando em deixar de ler o blog, foi só para demonstrar, mesmo de forma simplista, que o que importa realmente é o respeito entre as pessoas, sem favorecimento ou desfavorecimento de qualquer parte.

                Leis e condutas têm que ser para todos.

                Coibir violência é para todo o mundo; valorizar trabalho é por mérito, para todo o mundo.

                Tá mesmo é faltando “botar moral” em todo o mundo, sem lenha nas fogueiras.

                Abraços!

 

                Sergio Schenkel



Escrito por Sérgio Schenkel às 19h48
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AS MEDIDAS DO MAL (OU DO MAU)

                Estatísticas da segurança pública no Distrito Federal (comparativo entre 2013 e 2014):

                - roubo de veículos: + 69%;

                - roubo a pedestres: +61,9%;

                - roubo a postos de combustíveis e ônibus: + 50,7% e 32,4%;

                - homicídios: - 2,7%.

                Quem mora aqui sabe e sente que as coisas são piores do que nos apresentam. Não é só isso. Assaltos a residências (com violência) aumentaram, e muito. Sequestro relâmpago ou roubo com privação de liberdade como gostam de dizer por aí (como se isso mudasse algo para quem é sequestrado) também. Inclusive é um grande  motivo para o roubo de carros, porque a eletrônica embarcada obriga a quem quiser dirigir utilizar a chave do veículo.

                Não sei por que não incluíram outros crimes no “demonstrativo”. Onde ficaram estupros, latrocínios, furtos e roubos de residências, pedofilia, tráfico de drogas e outras coisas mais? Será para melhorar nossa “sensação de segurança” (SIC)? Que segurança...

                O comentarista de segurança de uma emissora de televisão apresentou outros números comparando o crescimento da violência entre 2011/2014. Estarrecedor! Não anotei, mas o crescimento do mal é enorme! Impensável quando se olha o Distrito Federal de não muitos anos atrás...

                Difícil entender ou saber o que pensar a respeito. Aumentou o número de bandidos? Sim, parece não haver dúvidas. Mas não houve maior inserção social, a renda cresceu e a pobreza diminuiu?

                As polícias ficaram mal preparadas assim de repente? Ou inventaram tantas leis de proteção a tanta gente que se esqueceram de proteger os cidadãos normais e deixaram as polícias sem margem de ação?

                E aí o tal comentarista de segurança aparece com várias propostas(?) para resolver a questão, como por exemplo integrar as ações das polícias civil e militar, integrar as ações de inteligência e operacional, treinar os policiais e implantar novo plano de cargos e salários para a segurança pública visando a melhor remuneração do pessoal. Quanta novidade...

                Integrar, treinar, ganhar, remunerar, sempre mais. Onde ficam os verbos fazer, proteger, policiar, patrulhar, prender e outros que possam descrever as atividades policiais efetivas, aquelas que se quer ver nas ruas? Não sou contra ninguém ganhar mais, pelo contrário. A vida de policial não é mole... E haja risco! Mas quando o cara faz concurso sabe quanto vai ganhar e o risco da profissão.

                Aliás, isso de entrar sabendo quanto vai ganhar e em seguida pleitear e fazer manifestações por aumento de salário está se tornando comum entre novos funcionários públicos de todas as esferas. Nem passaram ainda pelo estágio probatório e já querem reajuste de salário sob o argumento de isonomia com outros servidores e por aí vai.

O que tenho visto e sabido chega a ser indecente. Muitos (sem generalizar) se escoram na tal “estabilidade” para mamar eternamente em berço esplêndido nas generosas tetas da “Viúva Brazilis”.

E não são iguais aos “Barnabés” das antigas não (se bem que na essência se assemelham). São na maioria jovens “dotores” de diploma na mão e formação (filosófica/ideológica?) contemporânea... Com belos salários.

                O fato é que o mal feito deixa a porta escancarada para o mau-elemento.

Abraços!

 

Sergio Schenkel



Escrito por Sérgio Schenkel às 16h06
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NÃO TEM JEITO

                Há poucos dias disse aqui no blog que estava cansado de falar sobre coisas baixo-astral.

                Bem que tentei.

                Nos finais de semana gosto de ler o jornal, aquele do modelo antigo que solta tinta nas mãos. Direto para o caderno Cidades, que fala das coisas daqui de Brasília. Parece que fui mesmo atrás de encrenca...

                O assunto que se repete é a atual situação (rombo) nas contas do Distrito Federal, herança que está corroendo a região em todos os sentidos. Dia desses fiquei me perguntando o que seria feito para reparar o dano causado ao patrimônio público. A única e tímida iniciativa que vi foi uma declaração do Procurador de Justiça do DF dizendo que estava estudando o assunto para ver se é possível propor alguma ação judicial. Coisa do tipo que demora 15 a 20 anos para QUASE chegar ao fim, porque sempre cabe algum recurso. E QUASE nunca, ainda que haja condenação, há devolução de recursos e pagamento de multa...

                Mas, como de hábito, não leio apenas as mensagens diretas das notícias. Busco nas entrelinhas alguma coisa mais consistente, fonte para desenvolver raciocínios, o que tem sido difícil devido a qualidade da maioria dos textos com os quais me deparo. Mesmo assim, elas (as entrelinhas) ainda nos fazem pensar além do que se noticia.

                Primeiro espanto: novo governador paga salário dos funcionários da saúde, deixa de quitar vantagens pessoais(?), décimo-terceiro e férias – que deveriam ter sido pagos pelo governo anterior. Ficarão para depois. Diante disso as 104 categorias da saúde (grifei) decidiram pela greve. Péraí: 104 categorias de saúde? O que é isso? Onde cabe isso tudo?

                Tudo bem, ficar sem salário é grave. Muito grave! É sua subsistência que está em jogo. O que espanta é que os hospitais estão sem material básico, quebrados, a população morrendo por falta de atendimento e as 104 categorias profissionais da saúde decidem por greve mesmo recebendo seus salários de dezembro, embora atrasados?

                Hipocrisia de Hipócrates?

                Segundo espanto: Cerca de 500 servidores da educação fecharam as seis pistas de cada lado do Eixo Monumental durante cinco horas. Reivindicação: Pagamento do salário de janeiro, décimo-terceiro e sei-lá-mais-o-quê. Décimo-terceiro tudo bem, tá atrasado e muito. Salário de janeiro? Ué... Mas o mês nem terminou ainda... Seria isso manifestação preventiva?

                Além do mais, como é que 500 pessoas tomam conta de 12 pistas para carros (6 de cada lado), provocam um engarrafamento monstro na cidade e ninguém faz nada para permitir que as outras pessoas (mais de 2.300.000) exerçam seu direito de ir e vir? Ou só uma minoria de manifestantes têm esses direitos e também o direito de tirar esses direitos dos outros? Hummm... Que tal fazer manifestação respeitando os demais? Não seria isso exemplo de (boa) educação?

                O que mais impressiona é o fato de que as pessoas não estão nem aí para as pessoas. Essa coisa de colaboração, cooperação, bem-comum e por aí vai é pura retórica e conversa fiada de “gurus”, “formadores de opinião” e muitos que se autoproclamam politicamente corretos mas, na hora “H”, fazem o oposto. Nova roupagem para escamotear antigas práticas que atendam somente a interesses próprios?

                Chega de falar de coisas espantosas. Posso correr o risco de transformar o clássico filme de terror Hora do Espanto em coisa mixuruca perto dos espantos que vemos a cada minuto...

                Um horror sem fim!

                Abraços!

 

                Sergio Schenkel



Escrito por Sérgio Schenkel às 16h48
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A COMUNICAÇÃO E O RABO

                Engraçadas certas coisas...

                Acho que nem mesmo os autores e criadores das diversas teorias da comunicação, lá nos primórdios, quando falavam em emissor, receptor, ruídos e etecétera e tal poderiam imaginar tal coisa.

                Sequer suporiam que suas teorias, aliadas à tecnologia, poderiam solucionar uma questão tão simples e ao mesmo tempo delicada como a falta de um rolo de papel higiênico num banheiro.

                Aconteceu num trem que fazia o trajeto Londres/Glasgow.

                Um cara teve uma dor de barriga, parece que daquelas de não dar inveja a ninguém.

Imaginando a cena, penso num cara correndo desesperado quase que com as calças na mão, corredor afora, cara vermelha e olhos esbugalhados pensando se daria tempo de chegar ao banheiro lá no final do vagão (sim, nessas horas tudo o que pode te aliviar fica muito longe!).

                Mete a mão na porta e, por pura sorte, não tem ninguém dentro, senão o desastre seria certo... Senta e manda aquele alívio. Se estava sujo ou não (o banheiro, claro), não tem a menor importância.

                O suor frio pára de escorrer pelo rosto e outros lugares menos nobres... Momentos de puro êxtase...

                Mas algo lhe vem à mente: outro lugar acabou de ficar sujo, se muito ou pouco, não há como ver.

                No desespero nem lembrou de olhar para o porta-papel higiênico... Agora, na tranquilidade, descobriu que não tem nada... Também não levou jornal para ler devido à premência da situação.

                No mínimo constrangedor... Ah! Que nada!

                Pega seu aparelho celular (que um dia já serviu para falar com outro telefone) conecta-se ao Twitter para colocar na rede uma piada sobre sua situação e, aproveitando a ocasião, também notificar a empresa dona do trem.

                Acreditem: a empresa entrou em contato com o passageiro e mandou um funcionário do trem levar um rolo de papel higiênico para o cara.

                FANTÁSTICO!

                Agora se pode limpar o rabo via internet!!!!! É demais!!!!!

                Bom, vamos esclarecer que isso aconteceu no Reino Unido. Não que eles sejam melhores do que nós neste tipo de limpeza, realmente não sei nem quero saber...

                Mas imaginem por aqui: o acesso ao Twitter seria difícil (ou impossível), dependendo da localização do trem, devido à grande “cobertura” que o país oferece para acesso à internet. Vamos deixar claro também que é quase impossível viajar de trem no Brasil...

                Provavelmente a empresa operadora do trem, ao receber a mensagem, mandaria o cara se virar dizendo prá ele: “quem manda ter dor de barriga dentro de trem?”. Ou então, se conseguisse falar com o funcionário no trem (o que seria quase impossível também devido às “ótimas” condições de comunicação), o cara nem se mexeria, pois é quase certo que não teria papel higiênico. Ou, quem sabe, se recusaria a prestar socorro pois isso não faz parte de suas atribuições e nem consta do contrato de trabalho que ele tenha que ajudar passageiros cagões...

                Talvez, aqui no Brasil, a solução fosse usar as meias... E a cueca também, caso necessário.

                Abraços!

 

                Sergio Schenkel



Escrito por Sérgio Schenkel às 19h35
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2015

                Começou faz poucos dias.

                Os últimos anos passaram rápido, como se a velocidade crescesse proporcionalmente ao aumento de nossa idade. Sensação estranha, essa.

                Muito antes do ano 2000, minha geração acreditava que a vida a partir dali seria como no desenho futurista (dos anos 60) Os Jetsons. As casas seriam redomas de vidro sobre um pivô (talvez de concreto?) e as pessoas andariam em carros voadores. Um(a) robô cuidaria dos afazeres domésticos.

                Nas refeições comeríamos pílulas dos astronautas, idéia que nos foi vendida após o homem ter chegado à lua. Até hoje não consegui entender qual o resultado prático da viajem, para nós seres humanos comuns. As tais pílulas nunca foram servidas em almoços ou jantares...

                Parece que de lá para cá foi tudo tão rápido que não deu tempo dessas coisas acontecerem.

                Melhor assim: continuamos comendo arroz, feijão e bife; andando de carro sobre quatro rodas em estradas e ruas esburacadas. E nossas casas continuam pregadas no chão.

                Depois que passamos “dos trinta”, os anos voam, os “se” aumentam exponencialmente. Mas não gosto dessa idéia dos “se”; cheira a arrependimento... Do que fez ou do que não fez. Não vejo as coisas assim.

                Vocês podem estar achando (sem gerundismos) estranha toda essa “filosofia”. Ou seria embromação?

                É que eu estava a fim de escrever alguma coisa, mas o dia-a-dia da mídia só traz desgraceira. Não combina com início de ano onde todos esperam coisas boas. Fiquei sem matéria-prima por me recusar a falar disso neste momento. Deixa prá um pouquinho depois, né?

                Mesmo porque falar de reprimenda em ministro que disse o que não devia (?) no primeiro dia de trabalho; que o novo governo do DF recebeu do governador anterior um rombo financeiro astronômico (será ele responsabilizado algum dia?); que os professores daqui “não gostaram” porque o novo governador colocou os coordenadores pedagógicos de volta às salas de aula até regularizar as coisas (e falam em greve); que os funcionários do DETRAN também falam em greve caso o novo diretor do órgão não seja funcionário de carreira... Tudo isso num país democrático(?). SERIA um tremendo baixo astral para uma primeira crônica do ano.

                Mas esse é nosso mundo...

                As notícias ruins se espalham numa velocidade supersônica, superluz ou “nanointernética”, como se nada de bom acontecesse para merecer destaque da mídia.

                E eu continuo aqui, sem querer falar de nada ruim, órfão de assuntos legais para comentar.

                Então acho melhor ficar calado.

Abraços!

 

Sergio Schenkel 



Escrito por Sérgio Schenkel às 11h57
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KAOS

                Organização malfeitora combatida pelo Agente 86, no seriado original da televisão nos anos 70.

                Caos, uma teoria que tenta explicar fenômenos não previsíveis, estabelece um padrão de organização para ocorrências desorganizadas, caóticas. Isso no mundo das ciências exatas. E, segundo quem entende, serve para coisas boas ou não.

                No campo das ciências sociais, acho que a coisa é diferente, embora não seja nenhum cientista exato ou inexato.

                Caos, me parece, serve para definir uma situação onde não tem ordem para nada, tudo virou ao contrário. Ninguém obedece coisa nenhuma. Todo o mundo pode tudo. Confusão, balbúrdia, barafunda (ou fura-bunda?). Verdadeira ZONA. Além do mais, sempre tem alguém(ns) para piorar a situação.

                Parece alguma coisa assim, meio que anarquia...

                Isso lembra algo ou algum lugar?

                Então...

                Projeto de lei (Câmara dos Deputados) extingue prisão disciplinar para as polícias militares. O coronel dá ordem, o soldado diz que não cumpre, manda o superior tomar naquele lugar e pronto, tá tudo certo! Seria isso mais um vento das liberdades democráticas ou um furacão da zorra institucionalizada?

                Miss bumbum evangélica (SIC) equilibra copo na bunda em boate, diz chamada da globo.com do dia 20/12/2014. Pensem o tamanho da dita-(cu)já. Se bota copo em cima... Pensem nela dançando funk-gospel...

                Juiz de direito chega atrasado para vôo, é impedido de embarcar e dá voz de prisão para funcionários da companhia aérea(?!?!). Será prepotência de quem deveria ser exemplo de coisa certa?

                Desembargador ganha ação judicial de uma agente de trânsito por ter sido desrespeitado em blitz onde foi autuado por embriaguez. Não sei exatamente o que aconteceu, mas qualquer um que dirige doidão não tem culpa de nada? Hummm... Coisa esquisita. A agente ainda recebeu multa de R$ 5.000,00.  

                Me pergunto como fica a passagem de Papai Noel pelo Brasil, nestes tempos de natal.

                Será que seus ajudantes aprenderão a ser trombadinhas e andarão em bando “tocando o terror”?

                E no saco do Noel (o de presentes, claro), haverão dólares que ele levará para seu banco nas ilhas Caimãs?  Será que ele ao invés de colocar, surrupiará os presentes que estarão nas árvores de natal das casas?

                De posse de toda essa “féria” é bom ter cuidado com o sequestro-relâmpago (ou assalto com privação de liberdade, como definem nossos “especialistas”). Isso se ele não tiver feito um acerto prévio com a bandidagem...

                Só falta o coelhinho assaltar o galinheiro e roubar os ovos (de páscoa?).

                Abraços!

 

                Sergio Schenkel



Escrito por Sérgio Schenkel às 17h37
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RAP

                Na chamada para um programa de televisão sobre o RAP, um “rapper” entrevistado diz o seguinte: “nóis não tamo vendendo ostentação, nóis tamo vendendo poder. O RAP é o poder”.

                Nessa balada o poder no país está dividido em “funkeiros”, “rappers” e outros bichos mais. Nada contra manifestações culturais de música, dança, teatro e outras, mas daí a vender poder?!

                Quando começo a ver a maioria (porque não são todas) das letras, se é que existem mesmo, de determinadas “coisas” sob o nome de funk, rap, “sertanejo romântico” (?!), “pagode romântico” ou “forró universitário”, fico me perguntando do que se trata isso tudo. E tem muito mais dessa qualidade(?)  por aí.

                Então vem um cara que se diz “rapper”, como se usar boné de lado e roupas tal qual afrodescendente dos Estados Unidos da América lhe desse essa identidade, dizer que vende poder, fico imaginando se ele realmente sabe o que diz... ou no mínimo tem idéia.

                 Depois que um professor de filosofia no DF fez grandes pensadores se revirarem no túmulo ao comparar Valesca Popozuda a eles, fico sem saber realmente o que pensar desse “caldo cultural” que vemos por aí. Tá bom, a Valesca pode ser a voz de várias pessoas e ter seu valor, mas daí a “ganhar” o tal título e fazer jus a ele a distância parece longa. Muito longa. Até ela já disse em entrevista que não acha nada isso. Legal!

                 Pensei em fazer um funk para ilustrar essa crônica, mas achei que o conteúdo seria prejudicado porque as letras não tem mais do que 3 frases (com duas palavras cada...). Pagode ou sertanejo romântico também não seriam adequados, pois o tema é outro.

                Esses forrós ou coisa que não sei o nome, que só falam de sacanagem (tipo Calcinha Preta, Uéslei  Safadão e etc. e tal) também seria demais. Nada de puritanismo, é porque são ruins mesmo.

                Então sobrou pro RAP:

                 Olhaí “merrrrmão”,

                Não ostento ouro nem tenho poder,

                Essa parada que vou falar é porque tô cansado de ver,

                Mané metido a americano enganando brasileiro de montão;

                Diz que é da comunidade,

                Excluído pela sociedade,

                Que o povo e o governo tem uma dívida a pagar,

                Mas vive cheio de grana e não anda de buzão, só desfila de carrão;

                Não tenho mais essência sacal,

                Prá ouvir tanta merda sobre poder, dinheiro e direito,

                Enquanto poucos fazem o normal,

                Que é fazer a sério e bem-feito.

                Será que virei “rapper”, mano bródis?

                Abraços!

 

                Sergio Schenkel



Escrito por Sérgio Schenkel às 20h20
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CERTIDÕES

Incrível como no Brasil se pedem essas coisas. É prá tudo!

Desde o dia que o sujeito nasce, já aparece a primeira. Depois se descobre, como recentemente aconteceu comigo, que esse tal documento tem que ser atualizado. Ou seja: alguma coisa pode ter mudado nos seus dados de nascimento por causa do tempo decorrido (??!!). Aquele documento que disse que você nasceu já não vale mais. Tentei entender o que seria atualizar uma certidão de nascimento. Desisti. Parece piada, mas não é.

Ahhh! Carteira de Identidade também. Os países do Mercosul somente aceitam tal documento com data de expedição de até 10 anos...

Certidão de casamento é a mesma coisa. Dizem que é porque a pessoa pode ter mudado de estado civil. OK. Mas não seria o caso de fazer a averbação? Não... Tem que tirar outra atualizada, toda vez que precisar, ao contrário da averbação que se faz uma só vez. Parece que averbar certidão deixou de valer.

Bom, e para empresas? Meus amigos... Aí é que a coisa fica feia!

Não dá nem para discriminar todas. É coisa absurda, desde NEGATIVA DE DÉBITO COM EFEITO POSITIVO (??!!) até aquelas que dizem que a empresa nada deve ao INSS, Fazenda Nacional, FGTS, Justiça Trabalhista, tributos municipais, estaduais e federais e etecétera e tal...

Agora me deparei com mais uma, para mim até então desconhecida: ao registrar em cartório uma transação de compra e venda, o escrivão solicitou de minha empresa uma certidão “simplificada” emitida pela Junta Comercial do Distrito Federal dizendo, trocando em miúdos, que a empresa está registrada naquele órgão e fornecendo informações que já estão nos documentos de registro, entretanto “atualizadas”.

Perguntei pro cara se o Contrato Social completo e o Consolidado não seriam suficientes.

- Não, me disse ele, na maior cara-de-pau, sem explicar porque e onde está o amparo legal disso. Acho que ele nem sabia, como acontece na maioria das vezes que se pergunta algo.

Além disso, me pediu a certidão de casamento, o que não entendi, pois o negócio estava sendo realizado pela minha empresa e não por mim como pessoa física. Será que uma empresa também precisa de outorga uxória em se tratando de negócio imobiliário só porque um de seus sócios é casado? Soa estranho, não? Afinal, a personalidade jurídica de uma empresa não se confunde com a de seus sócios pessoas físicas...

Mas vai lá argumentar ou perguntar o porquê para um energúmeno desses, afinal “órdis é órdis”. É do jeito que ele quer ou você não faz nada, mesmo que as exigências sejam as mais absurdas.

Tudo te atrasa a vida e dá uma mão-de-obra danada; o custo financeiro é alto. Perda de tempo, gasolina para andar prá lá e prá cá, sem contar que algumas dessas certidões são pagas. E pior: várias têm prazo de validade curto que te obrigam a pedir outras constantemente.

E ainda falam em estimulo e programas de apoio às micro, mini e pequenas empresas. Tudo piada! De mau gosto! Enquanto existir essas coisas todas fica difícil.

A indústria da burocracia “certificada” oficial tá aí mesmo para fazer todo o mundo gastar um monte de tempo e dinheiro para quê? Parece que nada disso inibe as inúmeras tramóias do tipo Petrobrás, como vemos no dia-a-dia, ou pessoas inidôneas que abrem e fecham empresas na maior facilidade e bandidos que fogem do país como quem não quer nada... Teve até ministro do STF já aposentado que abriu empresa com sede em seu apartamento funcional (?!!!!)... Mas que é uma mina de dinheiro para alguns é, né não?

Abraços!

 

Sergio Schenkel



Escrito por Sérgio Schenkel às 11h04
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