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BRASIL, Centro-Oeste, BRASILIA, Homem, de 46 a 55 anos, Portuguese, French
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COISAS ESTRANHAS

 

                Todos nós já vimos coisas estranhas e esquisitas…

                Mas algumas são realmente extraordinárias.

                Já vi cisto (quisto, mioma ou o que o valha) no útero nascer alguns meses depois; raio x com gaze, tesoura cirúrgica e outras coisas dentro de barriga de gente; retirada de rim quando o cara entrou para cirurgia de fimose... E por aí vai.

                Mas essa manchete da globo.com de 18/02 me chamou a atenção: “mulher dá a luz após ser diagnosticada com prisão de ventre pelos médicos”.

                Não aguentei: comecei a rir sozinho. Igual doido. Gargalhei enquanto tentava escrever... Quando começava aparecia aquela visão dos infernos que minha mente teimava em me mostrar...

                TRAGICÔMICO!

                Não sei se mais trágico ou mais cômico. No mínimo pavoroso só de imaginar.

                O que será desse nascituro (bonito, hein?) quando crescer? Como vão dizer prá ele o diagnóstico da gravidez que lhe deu origem?

                Imaginem então se no hospital onde estava a mãe, que até então não sabia ser parturiente (?!) uma equipe realizasse uma lavagem na figura e no meio do procedimento escorresse uma criança, vindo assim, “do nada”?!

                Na verdade ela foi examinada por três médicos e nenhum se deu conta de que ela estava com uma gravidez de 9 meses. Nem ela?!

                Relato da paciente: "Eu estava com uma dor nas costas horrível e fui a médicos. Fui diagnosticada com inflamação nos músculos e me prescreveram remédios para a dor e Diazepam", contou ela. "Então, outro médico na minha cirurgia examinou meu ventre e disse que eu estava constipada. Me prescreveram um monte de laxantes poderosos. Fui para casa, tomei um e pouco tempo depois eu senti uma urgência em ir ao banheiro."

            Segundo ainda a mãe, ela sentiu algo entre as pernas, que parecia cocô, mas vinha de um lugar diferente. Depois de fazer força, viu um bebê saindo!

                Que situação!

                O fato ocorreu em Cardiff, no País de Gales.

                Se fosse aqui, o SUS é que seria uma merda...

                Abraços!

 

                Sergio Schenkel



Escrito por Sérgio Schenkel às 17h35
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DEBOCHE

Tá chegando o carnaval...

Pierrô, palhaço, irreverência e coisa e tal.

Fantasia... Ilusão...

Deboche...

Tal qual tudo isso, o preço da energia vai ser reduzido porque agora, depois de um tanto de chuva que caiu e está caindo neste verão, os reservatórios encheram, as termoelétricas serão desligadas e a bandeira de sua conta de luz passará de vermelha para amarela. Que fantástico!

Não fosse pelo fato de a energia elétrica ter sofrido reajuste perto de 50% (acho que acima) no último ano, quando nos prometeram queda dos preços, essa “redução” proporcionada agora pela tal bandeira amarela, de coisa em torno de impressionantes 3%, seria excepcional. Ah! Melhor somente se vivêssemos num país com inflação no “centro da meta”.

Mas, como tudo isso de bom aconteceu para o setor da energia, alguém pode explicar o que seria e quando teríamos bandeira verde?

Aqui em Brasília temos a segunda gasolina mais cara do Brasil. Perdemos em preço alto somente para o Estado do Acre.

Dizem promotores públicos e integrantes do CADE que isso se dá por conta de um cartel, comandado por dirigentes de um sindicato e por donos de uma grande rede de postos.

Engraçado: toda a população convive há muitos anos com uma diferença de preços que nunca passou de alguns míseros centavos (se tanto!) nos preços dos combustíveis vendidos. Mas só agora as “otoridades” encontraram indícios (SIC) de formação de cartel e combinação de preços...

Então o CADE determinou a intervenção na empresa dona da tal rede e etc. e tal, nomeando um novo administrador para “tomar de conta” do negócio e, assim, acabar com o cartel...

Dizem que a margem de lucro na comercialização de combustíveis no DF é a maior do país. A carga tributária ninguém falou nas notícias que li.

Primeiro resultado prático: o preço da gasolina comum caiu a nababesca quantia de R$ 0,08 por litro nas bombas. Mas só a comum, a aditivada não (??!!).

Em contrapartida, o preço do etanol subiu coisa de R$ 0,20/litro (?!?!).

Nem sou muito de carnaval, mas tive até vontade de comprar uma fantasia.

Fiquei na dúvida entre uma de palhaço ou uma armadura em kevlar com colete a prova de balas, facadas, granadas, gás mostarda e coisas do gênero.

Mas com tanta bandidagem de todo o tipo “nadando de braçada” por aí, talvez fique melhor uma de palhaço de armadura.

Tudo puro deboche! Da cara dos cidadãos.

Abraços e bom carnaval!

 

Sergio Schenkel



Escrito por Sérgio Schenkel às 14h48
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A ESCREVER

                O título reflete uma coletânea de assuntos que, por alguma razão, tive vontade de comentar.

                Fui juntando coisas à medida que ia lendo, sem preocupação em ordenar nada. Talvez haja uma cronologia.

            - Terra Notícias on-line (19/01/16): Mesmo banido, Blatter segue recebendo salário na FIFA. E eu que pensei que isso só acontecia no judiciário brasileiro...

                - Idem: no pior ritmo em 25 anos, China cresce “apenas” 6,9% em 2015: onde está o tal BRICS, a maior piada da década, tida até a pouco como um grande mercado emergente comum entre países incomuns entre si? Só a China se salva, mesmo que com desempenho “fabricado”. Os outros nem isso, pior ainda o Brasil. Há vários anos caiu também no conto do Mercosul...

                - Lobby dos bingos é aposta no crime, dizem procuradores da Lava-Jato (Correio Braziliense de 24/01/16). Como se ninguém tivesse lavado dinheiro na Petrobrás, Nuclebrás e outras “Brás” ou não “Brás” que, segundo consta, são fiscalizadas por TCU e CGU (?!). Não entendo, acho muito estanho. Em vários outros lugares do mundo dito desenvolvido existem cassinos e jogos em geral, regulamentados, que geram empego, renda e pagam tributos. Lá também são apostas no crime? (esclareço: jogo prá mim é somente uma atividade econômica como qualquer outra se for regular).

                - No DF foi criada uma delegacia especializada para investigar crimes de preconceito e intolerância (religiosa, racial, de gênero, por opção sexual e quaisquer outras). Tá no C. Braziliense de 24/01/16. Tem que apurar tudo isso mesmo! Mas vai adiantar alguma coisa considerando que as atuais delegacias não têm gente, viaturas e nem telefone funciona direito? Cheiro de demagogia “politicamente correta”...

                - Todo o dia é um tal de delação premiada prá lá e prá cá que não sei não... A imprensa noticia o que os caras dizem, mas depois não fala nada das provas. A mídia poderia nos informar melhor e a justiça deixar claro o que de verdade é verdade. Assim poderíamos ter uma melhor noção do tamanho do buraco. Alguém tem realmente idéia?

                - 75% dos contribuintes do DF não indicaram prá onde vai o crédito do Nota Legal, programa de incentivo do governo para os contribuintes pedirem notas em suas compras. Bom, os tais incentivos caíram vertiginosa e vergonhosamente (sanha arrecadadora) e o site do governo é ruim (novidade?). Tentei acessá-lo durante 4 dias seguidos e na hora de fechar o crédito para abater no IPVA do meu carro só dava erro... Tô desistindo. Desisti (01/02).

                - Nossa presidente, em viagem ao Equador, promete vacina contra o Zika Virus (site de notícias MSN, de 27/01/16). Não disse em quanto tempo. Coincidentemente, ontem, vi na Globonews uma entrevista de um dirigente da FIOCRUZ responsável pela área de pesquisas. Declarou que antes de fazer uma vacina, é necessário estudar o vírus, senão corre o risco de não dar certo. Coisa séria. Para concluir, leva em torno de 5 anos. Previsão otimista. Promessa de longo prazo resolve?

                Comentário: enquanto nosso povo continuar sem educação e sem higiene (prá não dizer – ôps, já disse – porco), esse negócio de aedes, zika, chicu-qualquer-coisa e dengue, sem esquecer febre amarela que ninguém fala, será café-pequeno. Não tem governo que resolva.

                - E prá ilustrar o comentário acima sobre delação premiada, também no MSN de mesma data, a manchete: “Lobista (Fernando Moura) muda versão de delação e isenta José Dirceu”. Hããããã... Então tá, né?!?!

                Abraços!

 

                Sergio Schenkel



Escrito por Sérgio Schenkel às 15h59
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GUIA DE ATIVIDADES – 2

                Transporte irregular. Mais conhecido como PIRATA ou PIRATÃO (seu superlativo absoluto. Seria sintético?).

                Tem duas modalidades: de gente ou de coisas, essas em menor escala.

                E vários tipos: pequeno porte (carros), médio porte (Vans) e grande (ônibus). Tem também de muito pequeno porte: motos. Dizem que é prá transportar gente.

                Para carga tem os mesmos tipos. Caminhonetes leves, pesadas, vans, caminhões e etc.

                Em determinados momentos podem se confundir... Prá eles, carregar coisa ou gente dá quase no mesmo.

                Está em alta no mercado há tempos, principalmente em locais onde os governos não têm competência para gerir o transporte público e a oferta regular de veículos e linhas adequadas é ruim ou péssima, além de apresentar custo alto e qualidade bem duvidosa.

                Devido às características do mercado, nem táxi nem uber são concorrentes.

                A fiscalização é “frouxa”, o que lhe confere competitividade. Não tem lei ou TAC para regulamentar nada.

                Em épocas de greve de rodoviários, metroviários, ferroviários e outros (que não são poucas) a demanda cresce exponencialmente e os lucros disparam.

                A rentabilidade ou margem de lucro, como queiram, é grande em qualquer situação:

                - Não paga impostos sobre faturamento ou algo parecido. Nem tem custos sociais ou trabalhistas.

                - Não tem gasto com manutenção (ninguém faz isso) e normalmente os tributos sobre o veículo não são pagos em dia (se é que são pagos). É só botar combustível e ir em frente.

                - Carrega o dobro ou o triplo de “gente” em relação ao que é permitido pela legislação.

                - Quando ocorre o instituto da “confusão”, a margem de lucro pode aumentar pelo maior uso do veículo (economia de escala), tanto no transporte de gente como de coisas, indiscriminadamente.

                - Os veículos podem ser adquiridos por valores irrisórios porque estão detonados (às vezes em leilões de órgãos públicos – DETRAN, SAMU, etc.), o que implica em baixo investimento inicial, incluindo uma “ajeitadinha” na carcaça.

                Como nem tudo é perfeito...

                De vez em quando, para “mostrar serviço” à população, o poder público resolve coibir a atividade. Faz blitz aqui e ali, recolhe alguns veículos e por aí vai. Depois tudo volta ao normal. Nesses períodos o risco aumenta e a rentabilidade cai um pouco.

                Os veículos têm a tendência de apresentar problemas mecânicos eventualmente (!), devido à idade e qualidade da frota. Aí tem que parar para arrumar ali na esquina...

                Por essas razões também, além de motoristas “habilitados” dirigindo os veículos, corre riscos de acidentes.

                Fora isso, existe o risco natural de investir em uma atividade da iniciativa privada no Brasil...

                Abraços!

 

                Sergio Schenkel



Escrito por Sérgio Schenkel às 11h55
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GUIA DE ATIVIDADES - 1

                Todo guia que se preze começa apresentando o lado positivo dos temas e suas vantagens. Lá no finalzinho, em letras tipo de contrato de seguro, aparecem pequenos pontos nem tão favoráveis assim.

                Assim, logo de cara surge uma das atividades que hoje apresenta muitas “vantagens comparativas” no mercado: BANDITISMO.

                O generalista da “profissão” é conhecido como BANDIDO. Existem várias especialidades em vários ramos.

                A atividade proporciona boa remuneração, a depender do status do “profissional” e da sua área de atuação.

                Oferece excelentes oportunidades de negócios em momentos de crise. Crescimento comprovado do setor.

                Não tem marco regulatório, nem TAC ou coisa que o valha, o que lhe dá bastante flexibilidade. Tem código de “ética” próprio, contando inclusive com pena de morte.

                É isento de fiscalizações oficiais. De entidades da sociedade civil organizada também, ao contrário da polícia que é cheia de regras e não consegue atuar direito.

                Tem amparo e apoio de várias entidades e órgãos governamentais, ONG’s, etc., que defendem seus direitos.

                Faz jus a um tal de salário-preso ou pensão-cadeia(?!), pago a seus familiares com grana dos impostos recolhidos pelos cidadãos que foram suas vítimas, por ocasião de eventuais licenças-presídio(?!) a que se submetem.  

                Não paga impostos! Nada de Imposto de Renda na Fonte!

                Pode trabalhar quando menor de idade sem qualquer restrição!

                Nunca enfrenta rotina. Seu trabalho é rico em inovação e criatividade.

                Começa como menor aprendiz. Geralmente um faz-tudo, para depois escolher uma especialização, se conseguir atingir idade para isso. Alguns já começam na atividade pretendida, direcionando a careira desde então.

                Ainda como menor, faz estágios em institutos correcionais ou de reeducação, onde começa a se especializar. Aí também desenvolve a base de sua network.

                Com o passar do tempo e o aumento de sua periculosidade, vai subindo os degraus da “carreira”, galgando postos na hierarquia da organização. Pode até virar patrão, dependendo de suas qualificações e habilidades, com todas as vantagens da carreira e outras mais, pois todos lhe deverão obediência (senão o couro come).

                Frequenta cursos de atualização e pós-graduação em delegacias de polícia ou presídios. Os primeiros são treinamentos rápidos, de curta duração. Nos últimos o nível é mais elevado, em nível de MBA’s ou mestrados. Oportunidade também para aumentar sua rede de contatos e firmar parcerias. Tudo a custo zero, mediante “bolsa de estudos” concedida pelo Estado com dinheiro dos contribuintes, incluindo hospedagem e refeição.

                Bem, agora os pontos nem tão positivos (seriam oportunidades de melhoria?):

                - o horizonte “profissional” não é dos maiores, com relação ao tempo de serviço.

                - Às vezes tem que se mudar apressadamente, quando inventam de invadir suas “bases”.

                - O final da vida quase nunca ocorre de modo natural.

                - O risco intrínseco à atividade é elevado.

                Abraços!

 

                Sergio Schenkel



Escrito por Sérgio Schenkel às 13h55
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POÇO OU TÚNEL?

                Esse tal de poço tem fundo?

                E esse tal de túnel tem luz no final?

                Sei não...

                Todo dia que abro o jornal, seja em papel ou virtual, começo a duvidar dos clichês “fundo do poço” e “luz no fim do túnel”. Será por quê?

                Bem, além da tristeza por procurar notícias boas e raramente encontrar, quanto mais leio mais percebo que o declínio é inexorável (sempre gostei dessa palavra e agora consigo usá-la), para todos os lados que viramos os olhos neste país.

                Isso me coloca num impasse: ler notícias ruins ou me alienar? Não consigo chegar a um acordo comigo mesmo, então continuo lendo, embora algumas vezes largue a matéria no meio e simplesmente desligue o computador ou feche o jornal. Sem o menor pudor. Ainda mais que meus olhos e ouvidos não são penicos para ver e ouvir o tanto de M3r)@ que escrevem e falam por aí.

                Não concluí se é pura covardia ou autopreservação. Mas do que importa?

                O importante mesmo é o que está acontecendo. Parece hemorragia interna. Quando fecha num canto se abre em outros. Não se estanca sangria alguma... Finge-se.

                Há anos observamos a decadência de nossa economia, sempre disfarçada com medidas “popularescas” e ações marketeiras direcionando o povo ao consumo. Tudo uma beleza: a classe D virou C; a C virou B e assim por diante. Os mais atentos perceberam que sem sustentação alguma, apenas baseado em “programas sociais”, crédito fácil e incentivos pontuais. E dê-lhe gasto e endividamento. Público e privado.

                Taí: ninguém mais tem dinheiro. Os rombos apareceram sem disfarces, embora tentem nos fazer acreditar que a coisa não é tão feia assim...

                O dólar sobe e a bolsa cai (a do consumidor nem cai mais porque ele deixou de usar isso – não tem o que guardar dentro); cheque sem fundo tá novamente cheio por aí... Nome “negativado” no SERASA nem se fala; fábricas e lojas fechando porque não se compra nada, então não se produz... Nem se usa serviços. E o desemprego, hein? Tem muito mais que isso...

                Na verdade passamos por crise pior, que fazemos de conta não ver: a de costumes, princípios, comportamento, conduta. Mentira e enganação viraram regra. Os valores mudaram, ou se perderam.

                Talvez ainda sejamos um país, mas não sei se ainda somos uma nação.

                O nosso poço tá pior que o volume morto da água do reservatório da Cantareira em São Paulo: sempre tem um pouquinho e nunca chega ao fundo...

                E o túnel? Bom, esse não tem luz no final já faz tempo, devido ao aumento do preço da energia elétrica. Além do mais, o “rapaz” (instituição criada pelo povo para botar a culpa por qualquer coisa mal feita) que cuidava dele foi demitido por contenção de gastos e, para finalizar, o interruptor, as lâmpadas e os cabos foram roubados...

Mas a falta de moedas para troco é culpa do Banco Central, me disse o gerente de uma loja.

Afinal, no Brasil, a culpa é sempre de alguém (do rapaz), contanto que não seja eu!

Abraços!

 

Sergio Schenkel



Escrito por Sérgio Schenkel às 09h06
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CRÔNICA DA SAUDADE

                Coisa de baile de carnaval “das antigas” ou de formatura de escola.

                Mas, não é não...

                Chegamos a Brasília dia 09/01/1971... Faz tempo, a cidade não tinha onze anos de vida. Cheguei novo, aprendi, vivi, continuo vivendo. Cresci. Como em poucos lugares teria crescido, sem desmerecer nada nem ninguém.

                Brasília deu oportunidades aos que aqui chegaram novos de conhecer e, principalmente, cultivar uma nova cultura, com base na miscelânea formada pelas diferentes origens dos que vieram para cá. Tenho orgulho de participar disso, ainda hoje.

                Nossas visões se abriram e nos acostumamos a respeitar as diferenças, inclusive incorporá-las ao modo de vida. Talvez por isso eu ache estranho quando pessoas falam sobre discriminação de origem, tipo que nordestino é inferior ao sulista, paulista é trabalhador e baiano preguiçoso e assim vai. Isso é só um exemplo...

                Quem pôde (sim, PÔDE) viver em Brasília no seu início começou a conhecer o Brasil sem sair daqui, todas as suas cores, sotaques e temperos, aprendendo a respeitar tudo e todos. O verdadeiro “caldo cultural”.

                Além do Brasil, um pouquinho do mundo... Sim, na época viajar ao exterior não era para qualquer um. Mas em Brasília estavam as representações diplomáticas. Não raro tínhamos na escola colegas de outros países, e qualquer um mais interessado podia aprender algo (ou muito) com essas amizades que surgiam.

                Ah... Saudade, sim.

                Do Hospital Distrital (hoje de Base), que funcionava e onde médicos trabalhavam; do Hospital da L 2, onde nasceu minha filha, que tinha até pediatras e obstetras; dos ônibus “caixotinhos” da TCB, onde motoristas e cobradores realmente trabalhavam sem paralisações; e das escolas! Como funcionavam bem e tinham professores; da NOVACAP que cuidava da grama e dos jardins, o mato não crescia; da polícia que era eficiente (o número de bandidos também não era lá essas coisas); do trânsito tranquilo onde caminhar ou pedalar no eixão era possível sem ter que interromper a circulação de carros aos domingos; das ruas sem buracos. Da água limpa da reserva da CAESB.

                Tinha muita lama e poeira vermelha, a depender da época, mas ninguém “passava mal” com isso.

                Não quero me prender a saudosismos. O mundo evoluiu, cresceu, disseram que o Brasil precisava de gente: e dê-lhe procriação... Sem previsão ou planejamento de nada. O povo deveria ter ficado mais na tentativa que no acerto...

                O Distrito Federal inchou. Distribuíram lotes de terras públicas. Invadiram terras públicas. Detonaram os recursos públicos. E tudo ficou por isso mesmo. Das poucas cidades-satélites do projeto inicial criaram mais de trinta (seriam quarenta?) regiões administrativas... Plantaram construções insanas onde não deveriam estar...

                Hoje, saúde pública está em coma e não tem médicos para tratá-la; escolas precisam de educação para educar; transporte? Foi-se, pegou a estrada; a polícia perdeu em eficiência, tamanha a quantidade de bandidos. O governo não tem recursos, mesmo que aumentando os tributos. E a grama continua crescendo, mas ninguém cuida.

                Do resto não vou falar.

                Apenas tenho saudade do que era simples, bom, funcional e ao longo do tempo foi-se transformando neste caos.

                De qualquer forma, obrigado, Brasília!

                Abraços!

 

                Sergio Schenkel



Escrito por Sérgio Schenkel às 18h04
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Manchetes de 2016 (início)

- Governo do Rio vai gastar 4 vezes mais em propaganda (globo.com de 06/01). Porque não gasta isso em saúde e segurança?

- Preso por matar ex-amante ou ex-sei-lá-o-quê, ex-goleiro Bruno diz que está falido (UOL de 06/01). Porque não resolveu como todo o mundo ao invés de matá-la e ficar preso, sem trabalho e sem dinheiro?

- CEF vai ser processada pelo PROCON por propaganda enganosa quanto ao valor do prêmio da mega sena (ou megasena?) da virada (toda a mídia). E quem acredita no PROCON?

- Multa por parar em vaga de deficiente sobe 140% (jornal Metro de 05/01). Mas quem vai multar?

- Governo do DF vai dar (isso mesmo: dar!) R$ 780 mil para blocos de rua saírem no carnaval (jornal Correio Braziliense de 06/01). Para quem diz que está sem dinheiro para tudo, faltando até insulina na rede pública como se diabético não morresse sem ela, porque não “dá” esse dinheiro para a saúde?

- “Impopularidade não é crime, é um defeito”, disse o chefe da casa civil sobre a presidente... Não seria melhor, então, fazer um recall?

- Saldo de 2015 da balança comercial é o maior em 4 anos (jornal Metro de 05/01). Isso em valores absolutos, só que as vendas externas caíram 14,1% e as importações declinaram 24,3% em relação a 2014. Então quer dizer que a economia encolheu e a enorme valorização do dólar “fabricou” o resultado. Qual a vantagem disso?

                Melhor parar por aqui.

                Porque nada mudou.

                Não... não... Não se trata de pessimismo. É nossa realidade que, sai ano, entra ano, se apresenta assim: velhas práticas; enganações; desculpas esfarrapadas; inação; falação.  Nada anda... tudo se desacredita...

                Já nem sei mais se vou continuar a escrever... mas não é por nada disso que falei.

                A razão, mesmo, é que não sei se conseguirei me expressar corretamente na língua portuguesa, depois dessa tal reforma ortográfica que nos obriga a usar palavras que nem mesmo os maiores “doutos” lusófonos (é isso mesmo?) sabem ao certo qual seria a grafia correta.

                Como no restante das coisas de nosso país, essa reforma instituiu as exceções como regras...

                Quem acredita num povo desses?

                Abraços!

 

                Sergio Schenkel



Escrito por Sérgio Schenkel às 12h47
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PANTALEÃO

                O ano era 1927, quando tudo acontecia.

                Pantaleão contava seus mais escabrosos “causos” e Terta, a mulher fiel, confirmava tudo.

                Os anos passaram.

                Revoluções, epidemias, catástrofes, governos e desgovernos...

                Aconteceram coisas boas também, mas a memória do povo gosta de guardar desgraceiras mais do que qualquer outra coisa.

                Os “causos” se sucederam, os personagens e protagonistas mudaram... Mas as coisas escabrosas só aumentaram.

                Chegou 2015 (já tá acabando...).

                A comunicação mudou, a “acessibilidade” aumentou e a velocidade dos boatos que antes corriam de boca-em-boca em velocidades jeguianas agora voam nos instagrans internéticos em absurdos nanosegundos.

De lá (1927) prá cá (2015), o que aconteceu?

A velocidade do mundo transformou o comportamento das pessoas ou apenas expôs o que antes não percebíamos?

                Sei lá...

                Mas a estória a ser contada é atual.

                No centro do planalto central criaram uma cidade, que foi vista em sonho por Dom Bosco em tempos passados. Segundo a história, seria um paraíso localizado onde exatamente está hoje, exemplo para a integração dos povos e terra de fartura.

                Coube ao Presidente Juscelino Kubitshek transformar o sonho em realidade, mesmo contrariando os interesses de poderosos da época em que construiu a cidade e a fez capital federal.

                Houve tempo em que Brasília foi mais ou menos o que Dom Bosco previu, terra de pujança e que fornecia aos seus moradores qualidade de vida dificilmente encontrada em outras capitais de estados. As coisas funcionavam. Escolas e hospitais públicos de qualidade. Transporte nunca foi seu forte, mas de qualquer maneira atendia a população. Água e luz não eram problema. As comunicações eram razoáveis, mesmo sem internet. Existiam ricos, pobres e medianos. Todos viviam dignamente.

                O povo viu governantes irem e virem; uns foram, voltaram e voltaram. Outros nem deveriam ter vindo.

                Inventaram uma tal Câmara Distrital, onde deputados começaram a legislar sobre coisas que não trariam (como não trouxeram) nenhum benefício à população. Diziam tratar-se de democracia.

                Os governadores começaram a ser eleitos pelo voto popular. Loteou-se o eleitorado e o poder. Mas o produto da venda desses lotes ficou na mão de poucos.

                Surgiram oportunistas de todas as espécies, vindos de muitos lugares vislumbrando o ganho fácil.

                Prometeram mundos e fundos, só deixaram os fundos sujos para a população.

                Hoje, temos um retrato 3x4 que compõe o outdoor gigante da merda em que nos encontramos.

                Estamos assim: greves e mais greves de servidores de quase todos os setores públicos por melhores salários; falta de limpeza urbana; hospitais sem insumos e equipamentos básicos; farmácias de alto custo com falta de produtos; escolas caindo; equipamentos e prédios públicos abandonados; segurança insegura. Tem muito mais coisa, não lembro agora.

                O que se ouve é que não tem dinheiro, serve para justificar tudo. Engraçado que só falam do rombo financeiro, mas ninguém diz ou cobra de quem o causou o seu paradeiro. Parece que não é importante dar satisfações à sociedade com relação a isso, muito menos tentar recuperar o que sumiu (?!).

                Pior que daqui a pouco tempo tudo será esquecido e quem deu causa até poderá se eleger alguma coisa novamente...

                Seria isso uma parte da essência de nossa democracia tupiniquim, onde a sociedade que se lixe após cada eleição e até que chegue a próxima?

                Mentira, Terta?

                Abraços!

                Sergio Schenkel

 

 



Escrito por Sérgio Schenkel às 16h53
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SEÕSREVNI (ou inversões)

                A coisa no Brasil tá tão esquisita que em breve estaremos mais ou menos assim (se é que já não estamos):

                - o calendário escolar de dias letivos terá como base o calendário de dias de greve dos professores. Mas atenção  para não se programarem muito: sempre pode haver alterações e seu curso superior, por exemplo, que teria duração de cinco anos, poderá levar de sete a oito com conteúdo reduzido, pois o semestre pode durar somente 3 meses (?!);

                - quem dará plantão em hospital serão os pacientes e não mais os médicos, enfermeiros e outros profissionais de saúde. Aqueles à procura e à espera destes;

                - motoristas entrarão em greve para que manifestantes continuem ocupando vias públicas;

                - donos de imóveis ocuparão as barracas dos movimentos de sem-teto ou sem-terra montadas nos centros das cidades brasileiras protestando para que esses devolvam suas propriedades, mas poderão ser alvo de ações judiciais visando a reintegração de posse das barracas (?!);

                - as passagens aéreas ficam tão caras em datas especiais que serão extintos via decreto (após consulta pública à sociedade civil organizada) o natal, a páscoa, o dia do avô, da avó, do pai, da mãe, de finados, dos namorados e outros menos cotados. Não haverá mais data comemorativa alguma...;

                - Os traficantes e demais bandidos pacificarão as favelas...;

                - A galera que é contra a construção de usinas hidroelétricas vai parar de dizer que tudo não pode e faz mal. Vai passar a apontar as soluções para que não fiquemos (ela também) sem energia ou pagando o absurdo que aí está.

                - Fato real que parece oãsrevni de objetivos: o Mi(ni)stério Público do DF questiona lei distrital que simplifica os procedimentos para abertura de empresas. O texto legal, entre outras coisas, reduz exigências e burocracias mediante uso da internet e simplificações de certidões e desnecessidade de habite-se, bastando neste caso que o empresário tenha uma RT de profissional específico para seu imóvel. Se a idéia é criar mais empresas para ter mais empregos, reduzindo exigências que todos sabemos beiram ao absurdo, está ou não o MP na contramão ou mão asrevni?  

                Só para encerrar: na coluna EIXO CAPITAL do jornal Correio Braziliense de 01/11/15, a jornalista responsável mandou essa, sob o título Força Feminina: “Secretária de Planejamento... única mulher no primeiro escalão do governo Rollemberg, é quem tem mais poder. E quem tem mais colhão (grifo meu) para enfrentar o chefe...”.

                Bom, com esse linguajar “bacana” (muito apropriado) para um veículo de comunicação de massa e uma jornalista que deve ter utilizado o vocábulo achando que a liberdade de imprensa serve para isso, me pergunto se não é uma oãsrevni latot uma pessoa do sexo feminino apresentar um tal “atributo” que normalmente é afeto ao sexo masculino...

                Então tá!

                Abraços!

 

                Sergio Schenkel



Escrito por Sérgio Schenkel às 19h54
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O UBER, O REPÓRTER, A GREVE, O IMPEACHMENT E A ZONA (!?!?)

                Taxistas dizem que Uber não paga imposto, daí ser concorrência desleal. E o IPVA, IPI e coisas mais?

                Repórter publicou em jornal de cidade do interior paulista gravações da PF autorizadas pela justiça. A PF pediu quebra de sigilo do sujeito. O STF disse liminarmente que não podia. Depois mudou a decisão. Quer dizer: o repórter acha que pode saber de escutas sob sigilo judicial e publicar na imprensa. Mas não quer ter seu sigilo quebrado por ter escutado e divulgado o que não devia. E as associações de imprensa dizem que isso é atacar a liberdade de imprensa e tudo mais. Mas o que o cara fez (escutar coisas que ele não tinha autorização para escutar e muito menos para publicar) deve então ser normal para essas entidades, né?

                Saiu na imprensa que o governo lucrou perto de R$ 2,6 bilhões com a recente greve do INSS. Será que o que estou pensando pode ser verdade ou seria delírio imaginar que alguém deu idéia para essa “paralizaçãozinha”?

                Isso mesmo: não vou falar de impeachment, porque é um instituto previsto na nossa Constituição Democrática(?) de 1988. Existe em várias democracias consolidadas pelo mundo. É um processo natural, que dá direito ao povo de tentar mudar uma situação que se deteriorou após eleições livres. Nada é estático.

Portanto, não há que se falar em golpe, que pressupõe truculência. Ao contrário, inclui-se no procedimento de impeachment o contraditório e a ampla defesa, coisas da democracia. Então... se houver ou não amparo para isso, a lei deve dizer e ser seguida. Só isso.

                Mas, como vivemos no país da bagunça e da esculhambação, vale tudo, por mais absurdo que seja. Não temos instituições fortes; coisas de cidadania como certo/errado, poder/não poder, fazer/não fazer sofrem diversas interpretações como se fossem conceitos ou preceitos variáveis em sua essência.

Somos vistos como piada política e econômica mundo afora. Não confiáveis, para dizer o mínimo. Quem tem um olho neste país de cegos, interpreta e adapta a mesma legislação muitas vezes para interesses antagônicos, mas sempre a seu favor. Coisa de quem tem tantas leis que se sobrepõem umas as outras e servem para tudo ou para nada.

Seria isso proposital? Ou muita cara-de-pau?

Agora, sério mesmo, tá todo mundo de saco cheio de crise por incompetência (?!?!). Tudo desmorona(n)do. Só o que não desmorona são prédios “abandonados” e ocupados por “movimentos sociais” de sem-teto e coisas do gênero. Pois não é que a mídia noticia que esses movimentos cobram taxas para pessoas morarem nos locais invadidos? É... tá acontecendo em São Paulo...

Ah! Mas tem preço alto, tem aumento de impostos antigos e criação de novos; tem aumento de inflação... de greves também, inclusive de quem já ganha bem. Tem todo tipo de bandido, “de maior” e “de menor”, em todo canto (que a polícia prende e a justiça solta); tem manifestante fechando rua e polícia só “acompanhando”; tem gente “quebrando tudo” e polícia só “olhando”.

E a zona? Bom, essas “instituições” estão em final de existência faz tempo... Quase já se extinguiram. Talvez esteja aí a culpa pela “zona” que tomou conta do Brasil. Afinal, qualquer zona é mais séria e organizada do que o que estamos vendo.

Tudo muito triste. Por isso fiquei tempos sem escrever...

Vou continuar sem falar...

Mas só por enquanto!

Abraços!

 

Sergio Schenkel



Escrito por Sérgio Schenkel às 18h52
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A CULPA É DO BONDE!

                No centro de Porto Alegre existem alguns lugares marcantes que fazem parte da minha infância.

                A praça onde estão a Prefeitura e o Banco do Brasil, com o chafariz ao centro; a Livraria do Globo; o Mercado Municipal; o Hotel Majestic onde viveu Mário Quintana; a Usina do Gasômetro e outras, muitas outras coisas mais.

                Até hoje, quando passo pela cidade, vou ao mercadão almoçar no Gambrinus. Lá está o melhor e maior filé a milanesa que conheço. E que tal o morango com nata batida da Banca 40 na sobremesa?

                Da última vez encontrei um garçon que não lembro o nome (mas com plaqueta de patrimônio do local, por ter começado a trabalhar lá aos 15 anos e continuar até agora aos mais de setenta), e servia a mesa do meu tio Cídio em suas andanças boêmias ao lado de Lupicínio Rodrigues e outras figuras da noite. Coisa de “pouco” tempo atrás...

                No final dos anos sessenta, ainda criança, me arriscava com alguns amigos, principalmente o Otto Guerra, a ir ao centro para comprar peças de carrinhos de autorama ou modelos para montar. Tudo na descida da Rua da Praia, numa loja chamada Hobby, templo dos brinquedos. E tinha o mil folhas da Confeitaria Princesa...

                Íamos caminhando pela Avenida Independência. Perigo? ZERO!

                Várias vezes cheguei ao centro também de bonde (é... BONDE!), saindo da casa de meus avós lá para os lados da Av. Cristóvão Colombo.

                Ao final desse trajeto, o ponto final, chamado Abrigo da Praça Quinze, construído em curva não sei se para acompanhar os trilhos do bonde ou vice-versa...

                Prédio antigo já naquela época, próximo ao Chalé da Praça Quinze, este feito em metal e vidro (talvez estilo Belle Époque?) onde hoje funciona um restaurante ou algo parecido.

                Hááááá... Mas a culpa não é do bonde? Culpa do quê, mesmo?

                Bem, o Abrigo da Praça Quinze era repleto de lancherias (assim que se fala no bom gauchês) em sua construção curva, expondo seus produtos para atrair quem chegava ao centro a fazer um lanchinho.

                Produto principal que saltava aos olhos de quem descia do bonde? Batida de abacate! (que aqui se chama Vitamina). É... Aquela feita no liquidificador com leite e açúcar (nada de cachaça).

                Certa vez ao chegar lá com o Otto resolvemos encarar uma, muito embora elas apresentassem um aspecto assim, meio que estranho, um pouco escurecido pela oxidação já que ficavam ali “repousando” por um certo tempo até serem consumidas (ou seria por não lavarem direito os copos dos liquidificadores?).

                Sei lá, mas ao provar aquela coisa pastosa, com gosto de corrimão de prédio do INSS, senti a garganta travar e o tal líquido crescer e espumar na boca... Ainda bem havia um cesto de lixo próximo...

                Desde então não consegui mais tomar vitamina ou batida, como queiram.

                E então, a culpa é ou não é do bonde?

                Talvez por isso tenham acabado com ele...

                Abraços!

 

                Sergio Schenkel 



Escrito por Sérgio Schenkel às 19h28
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MISÓGiNA

                Wikipédia: “Desprezo ou repulsa ao gênero feminino e as características a ele associadas...”.

                Bom, essa é a introdução. O assunto é uma moção de repúdio de uma deputada federal apresentada e aprovada numa comissão mista de combate à violência contra a mulher, em razão de adesivos de natureza sexista e ofensivos à Presidente do Brasil. E essa comissão considerou ainda “que ofende não só a presidente, mas as mulheres de forma geral, além de fazer apologia à violência contra a presidente”.

                Confesso que não conheço o conteúdo de tais adesivos... Vou ver...

                Tá. Já vi. É o seguinte: uma imagem de frente da presidente, que a simula de pernas abertas (com a devida “tarja”). É realmente grotesco... fora de propósito. Não entendi muito bem o que isso tem a ver contra o aumento dos combustíveis... Fica para a imaginação de cada um.

                Primeiro, entendo que todo e qualquer presidente da república, por mais que não se goste, merece respeito no mínimo institucional. É coisa de gente educada e normal numa democracia de verdade...

                Segundo, acho que tem imagem melhor para se usar em protesto contra o aumento de combustíveis...

                Apenas minha opinião.

                Agora, utilizar isso para dizer que é ataque sexista a todas as mulheres e incitação à violência me parece meio que forçar uma barra.

                Me desculpem as integrantes da comissão citada, mas a imagem do tal adesivo é uma agressão, sim, ao senso estético, um ataque terrorista (a imagem é um terror, entendam como quiserem...) e uma afronta ao bom gosto de qualquer pessoa, seja qual for sua opção sexual ou gênero, como queiram.

                 Fico me perguntando o que seriam as diversas imagens utilizadas numa campanha “fora Lula” que rolou há tempos... Inclusive com referência à falta do dedo mínimo do então presidente. Seriam, também, um ataque sexista, só que às avessas (contra todos os homens)? Uma incitação à violência para cortar o dedo de todo o mundo?

                São apenas fatos...

                Que tal investigar e descobrir o autor dessa coisa de mau gosto, punindo-o por desrespeito a imagem institucional de uma presidente da república?

                Hummm... Seria bom também proporcionar ao responsável um estágio no xilindró para ver se ele se recupera e aprende a não mais desrespeitar o senso estético alheio.

                Simples assim!

                Abraços!

                Sergio Schenkel

 

 



Escrito por Sérgio Schenkel às 20h32
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LIGAÇÕES

                Você liga para uma operadora de telefonia celular ou quem sabe para uma de cartão de crédito e invariavelmente ouve, antes de falar com o(a) atendente que “tará tando lhe atendendo”, aquela vozinha eletrônica: “para sua segurança, esta ligação poderá ser gravada”.

                Algo de anormal? Não, isso em tese é para sua própria segurança. E ninguém pediu autorização judicial.

                Aqui em Brasília parece que, para algumas pessoas, isso (gravar conversa) é algo de outro mundo, invasão de privacidade, ataque à “pessoa humana”, quase um crime hediondo, tamanha a repercussão do assunto na mídia.

                Tudo porque, em reunião do governador com parlamentares da câmara distrital, houve o “vazamento” do conteúdo desse encontro mediante a divulgação de gravações de voz. Segundo as notícias, o tema era referente à nomeação de pessoas para cargos comissionados no governo, onde os deputados cobravam a atenção do governador às suas indicações.

                A indignação por parte dos deputados chega ao exagero, ocupando horas e horas de seu precioso tempo em declarações contundentes sobre o tema. Um(a) deles(as) chegou ao absurdo de ameaçar chamar a Polícia Federal para investigar o caso, como se no DF não existisse polícia civil ou se isso fosse um crime federal (!?). Seria necessário/possível ou estaria esse Sr(a) desinformado(a)?

                Dada a natureza dos cargos ocupados pelos senhores deputados distritais, qual seria o problema em tornar público o que discutem em suas reuniões já que representam a sociedade e a ela devem dar satisfação? Parece haver algo a esconder... Como se fosse relevante questão de segurança nacional enquadrada na lei do sigilo...

                E qual o problema em discutir e cobrar do governo a nomeação para cargos comissionados? Tais postos são de livre nomeação, podem ser indicados e exonerados a qualquer momento e muitos indicados podem e colaboram efetivamente. É assim em todo o Brasil e no mundo também. O que não pode é nomear pessoas incompetentes ou de reputação nem sempre ilibada... Coisa que cansamos de ver.

                Tá bom, seria bacana avisar antes da gravação, mas se não há nada a esconder...

                Que tal deixar de gastar tanto tempo caríssimo com discussões e bravatas inócuas e utilizá-lo para fazer algo de bom para o povo do Distrito Federal?

                ÔÔÔ mídia, vê se dá menos holofotes prá isso e vamos ao que interessa!!

**

                Enquanto isso, ocupantes irregulares de terras à beira de uma rodovia, já bem próximo a Brasília, fecham a via em protesto por sei-lá-o-quê. A polícia vai até lá para negociar a retirada dos caras, enquanto o engarrafamento aumenta e pessoas que querem ir trabalhar não conseguem.

                Taí uma coisa que não entendo: como é que se negocia alguma coisa com alguém que está em local irregular e infringe a lei?

**

                Sério mesmo? Acho que deveria voltar ao currículo escolar (por que não da educação familiar?) uma matéria há muito esquecida: educação moral e cívica.

                Abraços!

 

                Sergio Schenkel



Escrito por Sérgio Schenkel às 16h57
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Fitness (?)

                Vi hoje, num site de notícias, uma receita de bolo fitness. Comecei a rir sozinho...

                Dia desses era suco DETOX (sic), agora é bolo FITNESS (sic,sic).

                Parei para ler a tal receita, que leva maçã, banana, ovos, aveia em flocos, farinha de linhaça e etcétera.

                O que daria se misturássemos um suco DETOX com um bolo FITNESS? Uma maçaroca DEFIT ou TOXNESS, seja lá o que for isso. Para melhorar tudo só se misturássemos batata doce...

                Batata doce?

Sim, é a mais nova salvação miraculosa da alimentação humana.

Arroz e feijão estão em decadência, assim como a farinha nossa de cada dia. Também está quase em desuso a tradicional salada do dia-a-dia de alguns. Afinal, legumes e verduras cruas podem estar contaminadas por agrotóxicos (como se as cozidas estivessem livres disso). Carnes nem pensar, a não ser salmão com ômega 3. Blasfêmia falar em picanha no churrasco.

Talvez um chuchu no espeto...

                Mas voltando a batata, fui pesquisar suas propriedades nutricionais. Hoje é fácil consultar o doutor Google...

                Minha curiosidade a respeito foi decorrência de uma declaração que li outro dia, de um profissional de saúde, dando conta que o tal tubérculo seria bom para diabetes. Fiquei sem saber o que seria isso, já que convivo com ela (diabetes) faz “pouco” tempo e sempre fui informado que esses vegetais eram ricos em carboidratos.

                Pois bem: a cada 100 gramas da batata, 18,4 gramas são carboidratos, coisa nada desprezível considerando que cada 200 ml (1 copo) de coca cola tem 21 gramas. Só para informar: esses 200 ml de coca (a cola) são suficientes para me tirar de uma hipoglicemia... Acho que a partir de agora vou comer 100 gramas de batata doce (RISOS).

                Mas falando em suco detox e bolo fitness, fico pensando no problema que seria criado se as pessoas se alimentassem somente desses alimentos rotulados.

                Dados os componentes dessas coisas, dentre elas a tal batata doce fitness, a couve e o pepino detox, a convivência ficaria um tanto constrangedora e incômoda em determinados momentos e locais, já que um pesquisador chegou recentemente à conclusão que um ser humano expele gases em média 30 vezes ao dia. Pensem com essa mistura bombástica...

                Nesta época fitness e detox, cuidado com elevadores, salas de reunião, carros e outros ambientes fechados...

Por precaução, é melhor andar de motocicleta e fazer reuniões por videoconferência...

Abraços!

 

Sergio Schenkel



Escrito por Sérgio Schenkel às 18h07
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