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BRASIL, Centro-Oeste, BRASILIA, Homem, de 46 a 55 anos, Portuguese, French
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E AGORA, BRA?

                Hoje o IBGE divulgou os dados do PIB do segundo trimestre.

                Tristeza, não tenho outra expressão para definir. Primeiro os árduos números:

                - a parcial do primeiro trimestre tinha tido avanço de 0,2%. Isso já era uma m&rd@... Ficou pior: foi recalculado para queda de 0,2%...

- no segundo trimestre, bem... Encolhemos 0,6%.

Segundo economistas, duas parciais negativas configuram recessão técnica. Deixando formalismos de lado, vendo o que acontece no dia-a-dia, há mais de dois trimestres estamos fu... mesmo.

O dinheiro encurtou para todo mundo, os preços em geral subiram (e depois não desceram), sempre com aquela conversa fiada de algum tipo de sazonalidade (que não a agropecuária – essa realmente existe), o natal, o carnaval, a semana santa, a copa do mundo e por aí vai. Puxa, como criam desculpas para justificar o injustificável!

A estatal do petróleo criou uma “nova” gasolina aditivada que apresenta novidade nenhuma e todo o mundo acompanhou essa “novidade” para aumentar preços. Em Brasília o aumento foi “só” de 8%. O seu carro teve alguma melhora (de consumo, por exemplo) perto disso?

Comparativamente, o Estado arrecadou mais tributos que no ano passado. O número é tão absurdo que nem sei mais. E o PIB caiu? Cadê essa grana que não gerou nada produtivo?

Mas tem 50 bi (acho que de dólares), para criar o Banco do BRICS. Cadê o do Mercosul? Bom, esse acho que já nasceria quebrado, tendo em vista as brilhantes economias de seus principais atores, leia-se Brasil e Argentina. E tem alguns outros bi para socorrer as empresas elétricas que se endividam pela demagogia alheia. Só que esses bi serão pagos por nós nas contas que virão.

E nossos “magos” econômicos ficam reclamando que os brasileiros gastam cada vez mais no exterior. Ao invés disso, que tal tornar nossa economia mais eficiente com preços mais competitivos? Hummmm, mas isso dá muito trabalho e poderiam correr o risco de perder uma das justificativas para a desgraça que estamos vendo.

As contas do governo têm o pior resultado dos últimos 18 anos. É... dezoito anos! Será que o dinheiro que vem da maior arrecadação tributária está sendo bem administrado? Difícil crescer assim.

Se o país se endividasse para montar uma infraestrutura que o tornasse competitivo com as melhores economias do mundo, nem diria nada. Mas o que vemos é o contrário. Infraestrutura deixando de ser construída e a já existente, se acabando.

Fica a expectativa: tô curioso para ver a parcial do PIB do terceiro trimestre, incluindo os resultados da Copa do Mundo.

Mas isso fica para depois (como quase tudo neste país).

Abraços!

 

Sergio Schenkel 



Escrito por Sérgio Schenkel às 10h54
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DISCURSO

                Candidato em uma eleição qualquer para um cargo legislativo:

                - Meus amigos (sem aquela demagogia de amigos e amigas).

                - Vim aqui, hoje, pedir seu voto. Não vou prometer asfaltar ruas. Não vou prometer dar água, luz e esgoto. Muito menos fazer quadras de esporte. Emprego para todos, nem pensar. Bolsa? Nem individual, que dirá família.

                - Ah! Defesa dos trabalhadores que não querem trabalhar também tá difícil... principalmente aumento de salário e redução da jornada de trabalho.

- Já ia esquecendo dos impostos. Acho que também não vai dar para reduzir. Bom, quem sabe distribuir uns lotes? Legalizar invasões? Acabar com a violência? Dar transporte decente? Bons hospitais? Educação? Hummm..., acho que também não dá prá prometer isso.

                 - É, conseguir moradia barata, com juros reduzidos, também não vou prometer. Muito menos que não vou faltar a nenhuma sessão, afinal isso é apenas obrigação.

                - O programa do partido! Vai ser impossível falar, porque não conheço (NR: o partido ou o programa?).

- E para finalizar, prometo que não registrarei minhas não-promessas de campanha em nenhum cartório, pois se eleito ou não, ninguém vai procurar por isso depois.

- Muito obrigado, votem em mim!

                Depois disso, fiquei pensando no que estão dizendo na propaganda eleitoral que assisti hoje na televisão. Todos falam que vão fazer e acontecer, só que ninguém diz como nem de onde surgirão recursos para tanto! Tem gente que não sabe o que está fazendo ali, acho eu. Ou sabe...

                Isso vem de muito tempo, mas a cara-de-pau tá ficando cada vez mais dura, não tem cupim que resista.

                O país em recessão, a criação de empregos em queda livre, os juros de mercado de novo (ou ainda?) na estratosfera, o povo cada vez mais endividado, os calotes comendo frouxo, a arrecadação de impostos aumentando e o investimento público diminuindo (?!) e, embora tenhamos um desempenho econômico vergonhoso, continuam nos dizendo que somos dos BRICS e do G 20, “país emergente”.

Ah é? E daí? Na atualidade estamos mais com cara de “submarino submerso” com o periscópio embaçado.

                Será que o cara do discurso lá de cima teria alguma chance?

                Abraços!

 

                Sergio Schenkel



Escrito por Sérgio Schenkel às 16h27
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CONFUSÃO

                É um instituto previsto no Código Civil Brasileiro. Advém do vocábulo latino confusio, onis, que significa mistura, mescla, DESORDEM, dentre outras acepções. No Código Civil consiste em reunir, numa única pessoa, a figura do credor e do devedor. Confuso, não? Hummm... nem tanto.

                A Câmara dos Deputados acaba de aprovar um Projeto de Lei que cria a figura do PARALEGAL, estudante ou graduado em Direito que, por não ter passado na prova da OAB, não pode exercer sua profissão de advogado.

Após ler a matéria num site de notícias tudo me soou muito estranho e “confuso”. Logo pensei como consequência a (des)Ordem dos Advogados...

                Os defensores da reserva de mercado vão pular alto. Afinal entrarão no mercado cerca de 5 milhões de estudantes e bacharéis em direito. Tudo bem que não podem assinar petições e representar clientes em juízo, apenas poderão assistir profissionais habilitados. Mesmo assim poderão fazer sombra.

                Habilitados? Por quem? A habilitação não é adquirida com a colação de grau superior? Quem é essa OAB que tem o direito de dizer quem pode ou não exercer sua profissão conquistada em anos de faculdade, mediante a aplicação de uma prova?

                Tenho mais perguntas do que respostas.

                Quanto ao projeto de lei, aí é que me veio mesmo à cabeça a tal da confusão... No português claro!

                O profissional, seja ele estudante ou já formado, poderá exercer a atividade por 3 anos. Profissão com data marcada? E daqui a 3 anos?

                “O paralegal, em síntese, é alguém que, não sendo advogado, auxilia e assessora advogados, realizando funções paralelas e de grande importância para o sucesso do escritório de advocacia. Como é evidente, eles não podem exercer sozinhos atividades típicas de um advogado, como dar consultas ou assinar petições aos tribunais”, explicou o relator da matéria.

                Isso é o máximo, não? Agora profissionais que possuem o mesmo grau de formação ficam divididos em “Série A” e “Série B”. E o tal princípio da isonomia?

                Ou será que estão equiparando estudantes com formados? Pelo jeito vão acabar os estágios dos primeiros.

                Um deputado que optou por não votar, explicou que não é contrário à proposta. “Quem é contra o exame da Ordem não pode concordar com o apaziguamento desse limbo social que foi criado no Brasil. É um exame cartorial de interesses financeiros. Para não criar problemas, vou me abster, mas deixo claro que, no futuro, nós vamos enfrentar uma discussão verdadeira entre admitir ou não o Exame de Ordem”, explicou. Hummm... Então tá, né?

                Sinceramente, não acho que seja um assunto para discussão posterior, empurrando-o com a barriga como muitas coisas no Brasil.

                Também não acredito em provas para “validar” um diploma de curso superior. Tá cheio, por aí, de profissionais medíocres devidamente “encarteirados” por órgãos de classe. Se essas entidades quisessem mesmo melhorar os níveis de seus profissionais, deveriam propor junto ao Ministério da Educação e tomar a frente de um programa contínuo de fiscalização e avaliação dos cursos superiores.

                E haja CONFUSÃO!

                Abraços!

                Sergio Schenkel

 

                P.S.: Não ia nem falar, mas já que estou aqui, né? Um deputado apresentou na Câmara Federal um projeto que é uma pérola: proibir que o Brasil compre livros publicados, impressos ou sei lá o quê no exterior, ou seja, não se poderia mais importar livros. Justificou que isso seria uma proteção à indústria gráfica nacional. Ah é??? Não li o projeto, apenas tive notícia, mas fiquei sem saber se isso se trata da materialização de um poderoso lobby ou da “incultura” desse senhor. Em outras palavras: algo assim como fazer uma fogueira de livros, o que já vimos em outros momentos da história... Êta BraZilZão...



Escrito por Sérgio Schenkel às 14h32
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TEJE PRESO

                A Estrada para Goiânia era uma pista só. Eram poucos carros.

O ano? Talvez 1977, ou 78. Eu tinha um fusca vermelho com rodas de magnésio e volantinho “Fórmula 1”, daqueles que deixava o carro pesado para manobrar, mas para fazer curvas era ótimo.

O autódromo de lá seria inaugurado, ia ter corrida o fim de semana todo, inclusive na noite de sábado para domingo. Na cidade morava um amigo meu dos tempos de colégio Rosário em Porto Alegre, o Fabbrin, e ficaríamos na casa dele, eu e o Bilo.

Preparamos tudo para dormir no autódromo. Na bagagem o equipamento de sobrevivência: além de biscoitos e refrigerantes, o saco de dormir e a inseparável insulina. É... desde pequeno sou viciado químico, por conta da diabete infanto-juvenil que apareceu lá pelos 9 anos de idade. Nada que tenha atrapalhado; carregar seringas e frascos de remédio na mochila para mim sempre foi muito normal.

Após a noite passada na grama do autódromo, amanhece o dia e a fome aparece. O sol ainda fraquinho começa a esquentar o esqueleto gelado pela temperatura da madrugada.

Antes de qualquer coisa, inclusive e principalmente comer, a aplicação da insulina era fundamental.

Fui então procurar um banheiro para ter um pouco de privacidade e evitar problemas. Cheguei numa bateria de sanitários. Abri a porta e entrei. Na verdade tentei entrar.

Putz! Saí de imediato, num giro de 180 graus fechando o nariz, meio nauseado. A coisa tava feia... imaginem o que não tinha de bactéria e muitos outros bichos invisíveis por ali...

 Assim não dá, pensei já olhando para o banheiro feminino ali ao lado.

A porta entreaberta indicando estar vazio, empurrei um pouquinho e botei a cabeça para dentro (do recinto - ôôô pensamento, hein?). Estava mesmo vazio, entrei e tranquei a porta.

Embora não fosse o ambiente mais asséptico do mundo, sem dúvidas era melhor que o outro do qual havia fugido. Vou arriscar!

Após a aplicação da insulina, aproveitei para liberar a cerveja da noite, afinal ninguém é de ferro. Tudo pronto, abro a porta para a liberdade e...

... Dou de cara com um soldado da Polícia Militar de Goiás me olhando de cima abaixo, eu com a seringa usada ainda em uma das mãos.

Antes que ele diga alguma coisa vou logo falando:

- Isso é insulina, seu guarda. Sou diabético e o outro banheiro estava imundo.

- Diabético é o C@R@L#*! Disse ele num tom nada amigável.

- “Teje preso”, completou. Vamo explicá pro delegado no posto (que era dentro do autódromo).

- Tá bom, disse eu.

E assim fomos parar na frente do delegado que fazia plantão por lá. O cara, mais esclarecido, ouviu minhas explicações e compreendeu minha dificuldade em achar um local mais ou menos seguro para tomar uma injeção. Só me disse que da próxima vez tomasse mais cuidado ao sair de um banheiro com uma seringa na mão, pois o que era normal para mim estava longe de ser para o policial militar.

Verdade restabelecida, voltei para assistir minhas corridas com mais uma lição aprendida.

Use um banheiro feminino, mas nunca ande com uma seringa na mão...

Abraços!

Sergio Schenkel

 

 



Escrito por Sérgio Schenkel às 11h58
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MISERICÓRDIA

                Foi comprovada por auditoria internacional que a Cruz Vermelha desviou recursos públicos no Brasil...

                A Santa Casa de Misericórdia de São Paulo está no centro de um diz-que-me-diz sobre recebimento (e sumiço?) ou não de recursos do SUS, envolvendo governos federal, estadual e municipal, sei lá mais o que...

                Entidades até então insuspeitas estão agora no centro de, para dizer o mínimo, divergências financeiras com recursos alheios, talvez malversação de fundos ou má administração.

                Símbolos de seriedade e confiança durante décadas, representando o que de melhor se podia imaginar no que diz respeito ao amparo e respeito ao ser humano estão aí, equiparadas a qualquer desses “agentes econômicos” que lutam avidamente por qualquer trocado que possa forrar seus bolsos sem fundo. Talvez esses caras tenham descoberto um filão sob a capa da caridade...

                Ou será que isso tudo acontece há tempos e não sabíamos?

                Fico aqui, em frente ao meu computador, sem saber o que dizer.

                Essas duas notícias me lembraram do antiácido. Tô ficando enjoado do estômago de novo com o que vejo.

                Logo em seguida, me deparo com o “socorro” do governo às empresas de eletricidade que utilizaram termoelétricas devido à seca. Pena que poucos param para pensar nisso.

                Tal se traduz em um empréstimo, fornecido por um consórcio de bancos. Alguns bilhões de reais. Para “compensar”, as contas de luz serão majoradas em 8% a partir do ano que vem, durante 2 anos.

                Como assim?! As empresas elétricas pegam um empréstimo e vão pagar com o dinheiro do contribuinte, via aumento de tarifa, depois de o governo fazer um auê danado com um fictício desconto no ano passado, que já se foi devido a aumentos homeopáticos nos últimos tempos, lembram?

                E agora o governo diz que “socorre” as empresas, usando o dinheiro dos contribuintes? Fazer graça com grana alheia é fácil... Sai todo o mundo bonito na fita, menos a gente que paga a conta.

                E aí, os tais “ativistas” libertados no Rio de Janeiro após um desembargador conceder habeas corpus, saem da prisão e, junto com outros que os esperavam, descem o cacete nos jornalistas que estavam na porta do presídio. Segundo matéria publicada no jornal Globo, tudo havia sido maquinado um dia antes por uma tal Frente Independente Popular (FIP)  e um tal Movimento Estudantil Popular Revolucionário (MEPR). Com um nome desses os caras devem se achar nos anos 70 (?!!!), talvez pensando que algumas décadas depois poderão dirigir um país...

                Difícil entender porque criam uma lei para acabar com a bagunça, o vandalismo e outras coisas feitas sob o manto de manifestações do tipo “passe livre” (?!); a polícia prende os caras com várias provas contra eles; vem um desembargador e solta os caras (não estou entrando em detalhes técnicos); os presos saem da cadeia em poucos dias e junto com outros “manifestantes” dão porrada na imprensa, tudo premeditado... e não são presos de novo?!?!?!

                Bom, também prá quê, hein? Para serem soltos dia seguinte?

                Tá f*#@...!

                Essas coisas todas são de dar azia em sal de fruta!

                Trambique da +Cruz Vermelha+, dinheiro esquisito na “Santa” Casa, prende-e-solta essa galera “manifestante”... que reclama da violência da polícia para conter os quebra-quebras que eles fazem e depois descem o cacete nos jornalistas. Talvez agora estes pensem um pouco antes de defender qualquer tipo de manifestação “democrática”.

                Santas Casas, Misericórdia! Ainda bem que Jesus não foi crucificado numa cruz vermelha.

                Abraços!

                Sergio Schenkel

 

 



Escrito por Sérgio Schenkel às 17h12
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FICAR QUIETO?

                Difícil, né?

                A ONU divulgou seu relatório de IDH – Índice de Desenvolvimento Humano. Amargamos um septuagésimo nono lugar. Na América do Sul, só ganhamos da Argentina e da Venezuela no crescimento do índice. O governo disse que a ONU utilizou dados defasados e que, se utilizados os novos já disponíveis, estaríamos em algo como o sexagésimo sétimo posto. Puxa vida, comovente e muito reconfortante, não?

                Então lembrei-me de notícia veiculada recentemente pela mídia brasiliense sobre os menores infratores (é assim que se chama bandido menor de idade?). Alarmante. Não sei realmente o que pensar a respeito, depois do que li.

                Aqui em Brasília no último ano construíram várias unidades de internação de menores. Desativaram uma pocilga que se chamava CAGE, terror dos terrores e escola superior de ensino de tudo o que não presta. Ainda tenho dúvidas se lá funcionava também a pós-graduação.

                Todas já excederam sua lotação em muito, em pouquíssimo tempo de vida.

                O fato é que as novas instalações, que solucionariam tudo segundo as autoridades responsáveis, já começaram mal. As câmeras de vídeo não funcionam; os ferrolhos das portas não têm cadeado; as cercas de tela não têm aquela fita de metal espinhento no alto (a chamada concertina); os agentes de sei-lá-o-quê que fazem a segurança dos locais não podem usar armas (afinal, os “internos” são menores de idade, né?). Na última fuga os menores deram uma surra de cabo de vassoura no cara que cuidava deles e pularam a cerca. O funcionário levou 23 pontos na cabeça e ganhou vários hematomas.

                Estatística: 8 em cada 10 menores é reincidente; 6 em cada 10 cometeram crimes graves (tipo assassinato, estupro e por aí vai).

                .....?????

                Então criaram um tal de BRT, uma linha expressa com ônibus articulados para levar gente de uma cidade-satélite ao centro. Custou uns R$ 300 e poucos milhões para uns 40 Km aproximadamente, dizendo que o tempo de viagem seria reduzido de 1 hora e meia para 45 minutos.

                Tudo foi inaugurado antes da Copa... Só que parcialmente pronto!

                Hoje a situação é a seguinte: retiraram de circulação todos os outros ônibus que faziam a ligação da tal cidade ao centro, pois o princípio é coletar os passageiros com ônibus menores e levá-los às estações do BRT para, então, embarcarem para o centro. Verdade, a idéia é realmente boa.

                Só que apenas 50% dos veículos articulados do BRT estão rodando, as estações não estão prontas e nada disso tem data marcada para funcionar com plena capacidade... Então muita gente fica empilhada em estações semi-prontas, não consegue embarcar devido à superlotação e não têm os outros ônibus que faziam o trajeto. Genial, não? O que antes demorava hora e meia, deveria ser 45 minutos, hoje é mais de 2 horas...

                Depois disso e lembrando também do estado em que se encontram a saúde, a educação e a economia quase retrocedendo, tudo emPACado, acredito que a ONU tenha realmente utilizado mal os dados de que dispunha para chegar à classificação do Brasil no IDH...

Só pode ter superestimado sua posição!

Abraços!

 

Sergio Schenkel



Escrito por Sérgio Schenkel às 15h44
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DITADURA DO FUTEBOL E DAS LARANJAS

                Depois de perdermos bisonhamente dois jogos na Copa do Mundo, confirmado o vexame dado por aquele timeco, vejo estarrecido declarações que vão desde ex-jogadores até políticos dos mais variados matizes, passando por jornalistas “especializados” e outras figuras públicas, querendo uma intervenção do governo na CBF para “moralizar” o futebol.

                Pensando em nossa democracia, essa que tem mais direitos que deveres(?!), vejo essas figuras “democratas” quase implorar para que o estado assuma o controle (sim, o que querem parece isso mesmo) de uma atividade privada depois de a nossa seleção perder (e dar vexame) numa copa do mundo...

                Tenham paciência. O governo não pode (e não deve) intervir a cada incompetência que se apresente. Já imaginaram? Se alguns de nossos governantes já se consideram onipresentes, onipotentes e outros “onis” mais, pensem se puderem “tomar conta” de tudo...

                Bom mesmo foi ouvir uma entrevista de um tal deputado ontem na Voz do Brasil (é, ainda ouço): o cara apresentou um projeto de lei visando conceder à seleção brasileira de futebol o título de Patrimônio Cultural do Brasil. Isso mesmo! Assim, segundo ele, a CBF não poderia mais fazer o que quisesse e bem entendesse com a seleção (?!). Não é uma pérola da asneira?

                Ainda no mesmo programa, outro deputado apresentou o seguinte projeto: antes de qualquer campeonato, os clubes devem apresentar a Certidão Negativa de Débitos. Caso não o façam, automaticamente serão rebaixados para a divisão inferior. Outra baboseira da grossa. O cara quer agora ditar regulamentos de entidades privadas! Ou tá achando que os clubes vão fazer contrato com o governo e têm que obedecer a lei das licitações?

                Se alguém deve tributos, que façam a cobrança. Penhorem bens e botem os responsáveis na cadeia. Lei para isso tem de monte...

                Pelo que a gente vê por aí, a ditadura do futebol já tem dono(s). Não pensem que esse filão de ouro será facilmente entregue pela FIFA e pela CBF a qualquer um. E poder eles têm. Basta ver o que exigiram e o Brasil abriu as pernas para fazer a copa do mundo. Não dá para esquecer também dos senhores empresários, que movimentam bilhões de U$ e de euros...

***

                Por falar no evento Copa, achei muito legal.

                Pouquíssimas confusões, boa organização, bons serviços (embora caros), segurança impecável, transporte aéreo bom e receptividade do nosso povo excelente para com os gringos.

                O que vi em Brasília foi muito interessante. Quando nos anos setenta e início de oitenta eu passava pela Esplanada dos Ministérios pensava em quando seria possível ver aquele espaço todo, então quase vazio, ocupado por visitantes. A Copa do Mundo trouxe isso!

                E, melhor: pude ouvir de pessoas e ver inúmeras reportagens dando conta da satisfação desses turistas por estarem em Brasília, sempre com palavras elogiosas e até de espanto por encontrarem uma cidade fora dos padrões normais, limpa, organizada, com povo acolhedor, “um museu arquitetônico a céu aberto”. Estava mesmo um ótimo astral.

                Tive notícia de uma pesquisa dizendo que Brasília foi o segundo ou o terceiro (não lembro bem) destino de estrangeiros durante a copa, atrás do Rio de Janeiro, que certamente é imbatível em se tratando de turismo. Coisa impensável até pouco tempo.

                Bom, passado isso tudo, me pergunto se teremos capacidade de manter a limpeza, a segurança, a organização e etc. e tal que vimos nesse período. Espero também que se concluam obras inacabadas e se dê boa destinação à infraestrutura construída para a copa.

                Acho mesmo difícil que o “padrão FIFA” consiga ser mantido, afinal nem tudo é festa; mesmo assim, se chegar perto já será um avanço.

***

                Mudando de assunto, vem o noticiário do Senado Federal, ainda na Voz do Brasil.

                Um senador por São Paulo faz um discurso em defesa dos produtores de laranja do Estado.

Muito bem, não fosse a razão: solicitava ele uma intervenção do governo de forma que a unidade processadora de uma empresa privada desse preferência à industrialização das laranjas de produtores em detrimento das de sua produção, pois poderia causar perdas irreparáveis já que não existe outro local para entrega na região.

Péraí: se eu sou o dono do único espremedor de laranjas das redondezas, eu tenho que espremer as dos outros primeiro, senão eles podem perder suas frutas? E se eu der preferência para eles eu também não posso perder minhas laranjas?

Isso é iniciativa privada, ô cara-pálida! A empresa fez a fábrica para ela, se sobrar tempo/espaço e ela quiser, vende seus serviços ou compra a produção de outros. E ainda falam de livre-mercado, livre-iniciativa e etc. e tal.

Tá bom de dar um tempo em tantos projetos de lei e coisas do gênero tão ignóbeis, já temos leis demais que não são aplicadas.

Sem mais comentários...

Abraços!            

Sergio Schenkel

 

 



Escrito por Sérgio Schenkel às 10h00
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SALSICHÃO COM MOSTARDA

                Fica difícil falar qualquer coisa depois de um 7 a 1.

            Apagão? Sei lá, me parece desculpa esfarrapada. Porque não chamaram, então, alguém do Ministério das Minas e Energia para fazer uma ligação direta com Itaipu, já que o Brasil não tem problema com energia?

   Depois dessa humilhante derrota, não adianta fazer cara de choro, falar que vai buscar um bom resultado na disputa do terceiro lugar, nosso técnico dizer que ele foi o responsável... Enfim, nada disso apaga ou esconde o vexame.

   Todo o mundo estava vendo que a seleção brasileira não era grandes coisas, mas vinha conseguindo a duras penas enganar aqui e ali.

                Perder não é anormal; são dois times de ponta... pô, mas dá um tempo, né? Sete a um????!!!!

            Nossos “craques” não treinavam, pois precisavam fazer atividades regenerativas (SIC) por três dias após os jogos. Fico comparando esses caras com tenistas da elite que jogam campeonatos seguidos, que duram uma semana ou mais com jogos diários, cujo tempo de duração raramente é inferior a 1 hora. Chegam às vezes a 3, 4 horas... E os caras jogam sozinhos!

              Muitos canarinhos (como alguns de outras seleções) parecem mais preocupados e têm mais criatividade com pinturas e cortes de cabelo do que com seu desempenho em campo. Tudo é brincadeira, selfies nas redes sociais, bajulações e vaidades... treinar e concentrar prá quê, né?

                Confesso que fiquei “cabreiro” depois que quebraram o Neymar de forma maldosa e ninguém do Brasil fez nada... Lembrei da dupla de zaga de um time do Brasil que não dava mole, Brito e Fontana. As travas da chuteira e suas caras feias eram cartões de visita, prá deixar claro que futebol se joga na bola e não na canela ou na costela. Aí os craques trabalhavam e jogavam para fazer gols, sem essa de “administrar resultado”.

                Bom, agora não serve de nada bater em bêbado caído na sarjeta...

O que tinha que ser feito não o foi, mesmo durante o jogo; como também ter trocado há tempos uns caras que nunca apareceram na copa e outros cabeças de bagre contumazes que poucos sabiam o que estavam fazendo lá, etc. e tal.

         O fato é que a única seleção pentacampeã do mundo como dizem por aí (na verdade é cinco vezes, pois não foram seguidas), virou chacota internacional...

            Terá sido mera coincidência ou a seleção fez uma exposição de retratos da “organização” do país?

            Só espero que o povo todo não tenha que engolir o salsichão bock lubrificado com mostarda escura que a seleção alemã enfiou goela abaixo do selecionado nacional.

            Abraços!

 

            Sergio Schenkel



Escrito por Sérgio Schenkel às 10h38
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PADARIA E BALINHAS

Certa vez fui a uma padaria, escolhi o que ia comprar e me dirigi ao caixa.

Entreguei o dinheiro. A menina que atendia sacou de sua poderosa calculadora e fez a difícil operação de subtração... Fez-se o silêncio... Sem qualquer cerimônia, pega umas balinhas (nem eram Sete Belo) e me entrega o troco, juntamente com umas notas de real.

 Olhei com cara de interrogação para ela e disse:

- O que é isso? Não pedi balinhas.

- É porque não tenho moedas para troco.

- Mas balinha não é dinheiro e eu nem como isso, pois sou diabético, disse eu.

Ela ficou me olhando com cara de pastel de Bonzo e, para não me aborrecer, peguei as tais balinhas e fui embora. Guardei-as carinhosamente.

Dias depois voltei para comprar algumas coisas na mesma padaria. Levei as balinhas no bolso.

Será minha vingança, pensei, me achando com cara de Dick Vigarista dando golpe na Penélope Charmosa...

Peguei minhas compras e fui ao caixa. A menina era a mesma do outro dia. Legal!

Entreguei o dinheiro e as balinhas. O valor era exato, não teria troco, as balinhas seriam devolvidas pelo mesmo valor que recebi.

A caixa me olhou e disse, olhando para as balinhas:

- o que é isso?

- o pagamento da minha conta.

- mas não posso receber balinhas em pagamento.

- ué, dar troco em balinhas pode, né? Você não lembra que dias atrás eu recebi uma parte do meu troco com essas mesmas balinhas que você me deu?

Ela ficou me olhando com cara de abestalhada, eu peguei minhas compras e fui embora.

Confesso que, no fundo, saí com uma ótima sensação.

Nada pessoal contra a menina do caixa, apenas por ser uma das raríssimas vezes que me lembro de ter conseguido, como consumidor, devolver uma sacanagem na mesma moeda... ou balinhas.

Abraços!

 

Sergio Schenkel



Escrito por Sérgio Schenkel às 17h06
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MANIFESTAÇÕES

            Estava tranquilo trabalhando, assistindo ao jornal local pela televisão, quando me deparei com a notícia sobre uma manifestação de funcionários da empresa de água e esgoto do DF.

                A confusão no trânsito, ENORME!

                Os manifestantes, pelo que pude ver nas filmagens, não deviam passar de uns 300. Trezentos?

                Desciam o Eixo Monumental em direção ao Congresso Nacional, ali perto da Rodoviária. Fecharam todas as 6 (SEIS!) faixas de rolamento da via! Pareciam meia-dúzia de gatos pingados naquele espaço todo.

                A polícia acompanhando tudo, tentando disciplinar a confusão no trânsito impossível de ser disciplinada.

                Ridículo! Porque não disciplinar a manifestação dos caras? Uma faixa só já seria muito, sobraria espaço.

                Tinha acabado de almoçar, começou a se formar um bolo em meu estômago, fruto da inconformidade com a situação vista. Afinal, como é que umas trezentas pessoas podem atrapalhar tanto a vida de milhares, presas num engarrafamento interminável? Ambulâncias e bombeiros não passam. Se tiver dor de barriga... Vai feder!

                Ontem aconteceu outra manifestação esdrúxula aqui em Brasília. Alguns índios, misturados a trabalhadores (?) sem teto, sem terra ou sem sei-lá-o-quê-mais subiram no teto do Congresso Nacional, tomaram banho no espelho d’agua e pescaram no lago do Ministério da Justiça. Também fecharam o trânsito do Eixo Monumental (o que esses caras têm mesmo em comum, hein?).

                Tudo sob o olhar da polícia. Quando essa interviu para acomodar as coisas que estavam ficando quentes, um índio desferiu uma flechada num policial. O que aconteceu? NADA!

                Bem, onde fica o estatuto do desarmamento? Ou arco e flecha não é arma e pode ser portado e utilizado nas ruas? Ou índio é o único brasileiro que pode andar armado e usar sua arma quando quiser?

                Como é que se permite isso?

                Conceito estranho esse de democracia onde, nesses casos, a minoria se sobrepõe... E pode tudo.

                Manifestação é legal, de qualquer um. Não pode é virar zona do jeito que está.

                Enquanto pensava nessas vãs questões democráticas, direitos, deveres e outras coisas, o tempo foi passando, a adrenalina se acomodou, o coração voltou aos sessenta e poucos BPM... o bolo no estômago começou a se desfazer. Talvez o Sonrisal tenha ajudado.

                O que não passa, mesmo, é o inconformismo com esse estado de coisas. Tá demais, virou palhaçada.

    Melhor ir ao circo... Os jogos da copa são muito caros.

                Abraços!

                Sergio Schenkel

 

 



Escrito por Sérgio Schenkel às 18h46
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CARTA ou EMAIL? ZAP ZAP OU FACEBOOK?

                Tenho vontade de expressar algumas coisas como cidadão, mas como disse antes, cidadão que não pertence a ONG, OSCIP, Sindicato ou qualquer coisa que diga que represente alguém, não tem voz.

                Qual seria (ou existiria?) então, o meio adequado? Pergunto por que não tenho a menor pretensão de fazer parte de qualquer tipo de organização do gênero...

Tudo isso me veio à cabeça em função da polêmica surgida devido às declarações do ex-jogador de futebol, Ronaldo. Disse ele que tinha vergonha, perante o mundo, da burocracia do Brasil, da confusão, do disse-me-disse, dos atrasos. Os governos deveriam ter feito as coisas antes, completou. Posso imaginar como ele se sente tendo emprestado sua imagem (que tem alto valor comercial no mundo), acreditando no peixe que lhe venderam previamente à copa do mundo e que o fez colocar sua imagem a serviço do Brasil. Credibilidade é coisa séria em outros lugares; leva anos para ser obtida, pode ser perdida em pouquíssimo tempo. Parece que não existe no vocabulário de certos (muitos) brasileiros.

                Nossa Presidenta não gostou. Rebateu com uma citação de Nelson Rodrigues, dizendo que não temos complexo de vira-latas e que faremos a “copa das copas” (SIC), que o povo brasileiro e sua alegria superarão todos os obstáculos, que tudo está as mil maravilhas. De concreto, mesmo...

                Onde está a mentira de Ronaldo? O que é “copa das copas”? Alegria de povo, se é que isso é verdade,  resolve algo? Ah, sim, no Brasil não tem burocracia, confusão, nem obra alguma sofreu atraso, nem o PAC não andou, nenhuma obra foi cancelada...

                Eu não sou vira-lata, mas o orgulho de meu país cada vez mais se esvai com comportamentos de nossos dirigentes querendo esconder o ‘INESCONDÍVEL”... Me sinto taxado de idiota quando vejo declarações desse tipo.

                O mundo todo está vendo. Chega de enganação, hoje temos acesso à informação. Não dá para mascarar e escamotear como era feito antigamente, embora muitos ainda tentem...

                Por falar em escamotear informação, vejam só:

                Segundo o diarioeletronico.com.br, publicação que passa longe da grande mídia, um tal de Instituto de Defesa dos Direitos Humanos – IDDH, uma ONG, elaborou um “projeto” para arrecadar dinheiro para ajudar a família do pedreiro Amarildo, que segundo o Ministério Público do RJ foi morto pela polícia daquele Estado.

                Muito bem. Conseguiu arrecadar R$ 310.000,00. Repassou R$ 60.000,00 à família, embolsou o restante (“só” R$ 250.000,00).

                O presidente da ONG disse que “inicialmente o projeto se resumia a arrecadar fundos para a aquisição de uma casa em condições adequadas para a família do Amarildo”. Explicou que o resto da grana será aplicado em um projeto ainda indefinido. Ah! Então tá, né?

                Notícias assim não correm por aí, ficam quase escondidas. Não interessa aos “formadores de opinião” (?) que nos empurram goela abaixo esse tal de politicamente correto que algo não tão politicamente correto caia na boca do povo. E isso é só um pequeno exemplo.

Melhor se fôssemos social e civilmente desorganizados. Não precisaríamos conviver com tanta entidade envolvida em trapaças com recursos privados e públicos a serviço de poucos bolsos.

                Tal qual Ronaldo, a vergonha aumenta cada vez mais com a cara de pau alheia... Saudades do telégrafo.

Abraços!

 

Sergio Schenkel



Escrito por Sérgio Schenkel às 16h09
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AUTÓDROMO DE BRASÍLIA

                Depois da Arena-multiuso-estádio- nacional-mané-garrincha, agora o autódromo Nelson Piquet também vai virar arena multiuso. Talvez esse nome seja a mais nova expressão “embromática” para justificar multi-sei-lá-o-quê.

                Vale lembrar que em 1974, com uma corrida de fórmula 1, foi inaugurado o autódromo de Brasília, então tido como o mais moderno do Brasil. Seguindo projeto de pista de Emerson Fittipaldi, reunia todas as condições técnicas e de segurança mais avançadas da época, comparando-se aos melhores autódromos da Europa. Seu asfalto era um tapete, condição que perdurou até recentemente quando a falta de manutenção o atacou. Coisa que durou mais de 30 anos em perfeito estado original, no mínimo.

                Fiz algumas corridas por lá no início dos anos 80, época em que ainda pensava em ser piloto. Pude experimentar com era bom acelerar por ali. Sensações inesquecíveis.

                Agora o Governo do DF executará uma reforma para “adequar” o local, transformando-o em arena multiuso (?) para receber a fórmula indy em 2015. Mudará o traçado, despejará o kartódromo, etc. e tal. O cine drive-in, único ainda existente e em funcionamento no Brasil (aqueles em que se assiste aos filmes dentro dos carros) corre o risco de também ser despejado do autódromo. Tarefa um pouco mais difícil, já que é tombado pelo patrimônio histórico, se isso quer dizer algo neste país.

                O projeto de reforma é originário para corridas de moto... feito pela Federação Internacional de Motociclismo, o que não quer dizer que cumpra todos os requisitos necessários para receber corridas de categorias “top” do automobilismo. Dizem que sofreu adaptações para tanto, o que de antemão já não parece ser algo bom...

                Indagado a respeito, um tal secretário de governo pronunciou uma pérola, mais ou menos assim: ora, se serve para motos, cumpre todos os requisitos de segurança para carros também... Não é bem assim. Coisa de quem não é do ramo.

                Tenho acompanhado o assunto de perto. Ainda corro de kart e brevemente serei despejado...

                Mas o que me impressiona mesmo é a “criatividade” de certas pessoas.

                Um traçado elogiado por todos os pilotos que já correram por aqui será desfigurado, em nome de quê?

                Um kartódromo será destruído e um cinema que faz parte da história da cidade também corre esse risco, por quê?

                Há anos, existiu uma pista de motocross dentro do circuito, que também foi destruída.

                Não sou contra reformas e atualizações necessárias. Afinal, os autódromos têm que acompanhar a evolução dos esportes a motor. Mas porque não se faz isso ao longo do tempo, ao invés de deixar para “uma tacada só” depois de 40 anos, quando tudo se acabou por falta de conservação?

                Não será possível fazer as adequações sem destruir o que já existe, com um aproveitamento racional e custos mais adequados, como é feito no resto do mundo? Quem elaborou o tal projeto não poderia ter pensado nisso e reduzido significativamente o custo total previsto de R$ 300 milhões para a reforma, respeitando a originalidade e contemplando num mesmo local várias modalidades de corridas?

                Depois de tudo, fico pensando o que seria esse tal multiuso previsto para o autódromo...

                Abraços!

 

                Sergio Schenkel



Escrito por Sérgio Schenkel às 16h58
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Manchetes e Brasília 54

                Manchetes (Diretamente do site Terra):

-          “RJ: moradores da vila do Pan 2007 sofrem com afundamento”. Do que, mesmo, hein? Do maxilar, do crânio? Ah, não. Das construções mesmo. Dos prédios de apartamentos que foram vendidos após o evento e alguém(ns) faturou alto... “Legado” dos jogos.

-          “Jornal: empresa que lutou no Iraque treina polícia para a copa”. Ué, pensei que quem lutava em guerra eram os exércitos dos países. Atenção governos econômica e politicamente neo-liberais-pós-punk-junk-dark-social-democratas: agora guerra é privatizada! Só falta fazer licitação para contratar a empresa...

-          “Fumar maconha 1 vez por semana pode deformar o cérebro”. Hummm, então se fumar 7 dias por semana não faz mal?

-          “BBC click: navegador lança “silenciador” de spoilers”. Entendeu? Eu também não!

-          “Thammy Miranda divide ovo com namorada e se declara”. Tá certo que ela já declarou sua preferência de gênero, mas ela agora tem até ovos para dividir?

-          “Favelas cariocas são opção de hospedagem durante a copa”. Coitados dos gringos que caírem nessa conversa... Se fosse tão bom não precisava de UPP.

Hoje é aniversário de Brasília.

Cinquenta e quatro anos. Bem vividos. Algumas doenças crônicas, como muitos nessa idade.

Lugar que mudou a vida de pessoas, com sua aptidão para acolher gente de todo o canto sem discriminação, proporcionando oportunidades iguais aos diferentes. Apresentou ao país um jeito diferente de viver, onde o bairrismo de cada um se misturou e diluiu, transformando-se em cultura própria.

Alguns bem que tentaram detoná-la, reclamaram da falta de esquinas e outras coisas esquisitas... Voltaram aos seus lugares de origem e poucos conseguiram se adaptar. Vários retornaram. Coisas do passado.

O conceito de viver Brasília se espalhou por aí, seu jeito de falar pulou suas fronteiras indo de baú ou camelo, né Véi? Tornou-se cosmopolita ao mesmo tempo em que (ainda) mantém qualidade de vida quase interiorana.

Seu sotaque incorporou um pouco de cada Brasil, tendo hoje sonoridade própria.

Como capital do país frequentemente leva a culpa por coisas que outros trazem de fora mandados por outros que moram fora. Mas também carrega culpas pelos que aqui de dentro fizeram.

Afinal, nada é perfeito.

Aos que gostam de Brasília, estando ou não aqui, dou os parabéns por hoje.

Aos demais...

Abraços!

Sergio Schenkel

 

 



Escrito por Sérgio Schenkel às 15h13
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MAYDAY

                O Comitê Olímpico Internacional fez severas críticas ao Brasil com relação ao atual estágio da preparação para as Olimpíadas 2016. Segundo ele “... situação mais crítica dos últimos 20 anos.”. Inclusive nomeou interventores para a Rio-16.

           Com a Copa do Mundo a situação está escamoteada, parece que deram um cala-boca na mídia... Tá tudo dominado, somente notícias esporádicas sobre o atraso nos preparativos. Ontem o jornal Correio Braziliense noticiou que de 31 obras de mobilidade urbana previstas no PAC para a Copa, somente uma ficará pronta. Será mesmo que está tudo bem?

                Comento do que vejo: as obras do entorno da arena-multiuso-(in)sustentável-brasilia-estádio-mané garrincha não aconteceram e não vão acontecer, dada a exiguidade de tempo e a falta de recursos. Talvez uns remendos aqui e ali para gringo ver. A tal tecnologia 4G de comunicação só funciona em Brasília no perímetro onde ocorrerão eventos da Copa do Mundo, mas as operadoras cobram pelo serviço inexistente no resto da cidade. O aeroporto está um caos. As vias de acesso ao Plano Piloto idem, com o trânsito cada vez mais imóvel. O metrô não dá mais conta de tanta gente. Os ônibus, nem se fala.

                Muitas obras inacabadas, provável que sejam maquiadas e “terminadas”. Depois só Deus sabe.

                Até o Zico, aquele grande craque, comenta: “Eu não acho que vamos ter um legado pro dia seguinte da Copa do Mundo, a não ser de estádios. É isso que eu acho que não souberam usufruir".

                Todo o mundo que quer protestar por alguma coisa, agora fecha ruas. E a polícia não tira ninguém pois todos têm o direito de manifestação. Legal, bacana. Mas e o direito de ir e vir das pessoas que são impedidas de passar?

             Cada um faz o quer. Não há mais limites. Autoridades não se impõem com medo de serem execradas pelas críticas de meia dúzia de “formadores de opinião” e “donos da verdade” que tentam (e estão conseguindo) impor ao país uma cultura de permissividade total sob o manto dos direitos individuais de alguns. Muitas estimulam isso. Quem não pertencer às “castas” inventadas, que se vire. E não reclame: engole o choro!

                As mesmas autoridades se eximem de responsabilidade e ficam sempre justificando as porcarias que vemos por aí com projetos que estão sendo elaborados... Ninguém quer saber de estudos e projetos que não dão em nada. A galera quer é transporte decente, saúde, segurança.

                Noticiário em televisão virou sinônimo de desgraceira. É difícil ver notícia boa. Só tiroteio, morte, tráfico, acidentes, greves e paralisações, quebradeiras, filas em hospitais, roubos e corrupção de tudo o que é jeito.

Brasil tem 11 das 30 cidades mais violentas do mundo, diz ONU. Bela estatística, não?

               Enquanto tudo desmorona, lançam uma linha de crédito com juros reduzidos (subsidiados?) para compra de veículos (a indústria automobilística está com um estoque de mais de 40.000 veículos entulhado nos pátios) e aumentam impostos de bebidas para cobrir o rombo do setor elétrico (?!).

                A coisa tá tão complicada que um professor da rede pública de Brasília elaborou uma questão de uma prova de filosofia citando Valeska Popozuda como pensadora... E foi sério! Ouvi sua entrevista numa rádio.

                Viramos o país da vergonha alheia.

                MAYDAY, MAYDAY!!!

                Abraços!

 

    Sergio Schenkel               



Escrito por Sérgio Schenkel às 09h11
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SACANAGEM

                Uma empresa qualquer criou uma campanha para os chocolates Lacta visando a páscoa que se aproxima.

                Mote: “Sacaneie seu amigo”.

                A expressão está impressa nas embalagens dos ovos de páscoa do fabricante.

              Devo ser meio tapado por não entender se a chamada da frase estimula ou não a venda do produto. Fiquei imaginando como é que alguém quer vender alguma coisa dizendo para o seu pretenso público sacanear um amigo. Talvez o cara que bolou isso seja tão “genial” que eu, como simples mortal, não consegui perceber essa genialidade e não “captei a mensagem do mestre”.

               Bem, não é novidade alguma que sacanear alguém para tirar proveito próprio virou um comportamento corriqueiro no Brasil, mas fazer disso um tema publicitário para alavancar vendas soa, no mínimo, como uma sacanagem.

                Mas se essa notícia me causou espanto, o resto ficou pior.

             Na esteira da imbecilidade, vem a Secretaria de Estado da Defesa do Consumidor do Rio de Janeiro determinar que sejam rasuradas ou tapadas nas embalagens a palavra “sacaneie” ou a expressão toda. Argumento: incentivo ao “bullying”.

              Pior: de acordo com decisão tomada após reunião com a empresa fabricante, o Procon Estadual aplicará multa caso encontre em uma mesma prateleira mais de três ovos sem alteração na embalagem, segundo informa a matéria.

            Se entendi bem (ao contrário da campanha publicitária), até dois ovos (ou serão três?) numa mesma prateleira o Procon aceita que se sacaneie um amigo. Acima disso, não!

               Depois de toda essa baboseira, estou em dúvida se pode ser mesmo o tal do bullying. Aliás, já não sei mais do que se trata essa coisa, pois é usada para tantas situações que daqui a pouco servirá para justificar o comportamento das autoridades brasileiras na compra da refinaria de Pasadena pela Petrobrás.

                Dá um tempo!

                Abraços!

                Sergio Schenkel



Escrito por Sérgio Schenkel às 20h57
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