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BRASIL, Centro-Oeste, BRASILIA, Homem, de 46 a 55 anos, Portuguese, French
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PENALIDADE

                O assunto é tema em todas as conversas. Falado em campanhas eleitorais. Vive em discussão entre especialistas, “otoridades”, legisladores.

                Uns contra; outros a favor. Não sei porque, depois de anos em pauta, ninguém chega a conclusão alguma. E assim vai... Discute, discute e não resolve nada, deixa tudo como está para ver como é que fica.

                Ah... sim, essa tal de maioridade penal. Dezoito ou dezesseis anos?

                Para mim, nem um, nem outro.

                Independente de idade, bandido é bandido. Caso se coloque um limite de idade para a criminalidade, sempre haverá alguém abaixo disso. E, como vemos hoje, quem aí se enquadrar vai continuar zombando dos policiais e tirando sarro da cara de todo o mundo quando vai em cana.

                Então, pensem bem: a discussão não deveria ser sobre a questão da imputabilidade penal (êta nomezinho, hein)? É... a questão não é a idade, a questão é a aplicação da pena para o crime cometido.

                Não importa quantos anos tem; praticou um crime, é julgado e recebe a pena, observados os atenuantes e agravantes legais. E não tem essa conversa fiada de que porque é menor tem menos compreensão disso ou daquilo. Se teve capacidade para cometer o delito, tem também capacidade para responder por ele.

                Bom, diriam alguns, mas não tem que se preocupar com a recuperação e a ressocialização do preso? Sim, tem. Mas isso deve ser igual para todo o mundo, não tem nada a ver com idade. Talvez apenas existam formas diferenciadas de fazer isso. Mas tal coisa é da alçada dos especialistas.

                Controvérsias? Muitas.

                Leis perfeitas? De jeito nenhum.

                O que já cansou é ouvir discussões intermináveis e as pessoas pagando o pato porque somos incompetentes para disciplinar uma questão dessa importância.

                Também parece que todos estamos cansados de saber que o problema vem lá de trás, da falta de educação e de condições dignas de vida. Esse é o nosso país real e isso tem que ser mudado. Mas enquanto não acontece deixa tudo virar zona?

                Desculpas existem muitas para tudo.

                Não dá é prá ficar com essas visões míopes e distorcidas como que fugindo do foco das questões.

                Nem 16 nem 18. Lei para todos.

                Abraços!

 

                Sergio Schenkel



Escrito por Sérgio Schenkel às 20h33
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CONTABILIDADE CRIATIVA

                Dias atrás fiz uma referência à criatividade do brasileiro, reconhecida mundialmente como uma virtude de nosso povo.

                Outros países ficam impressionados com nossa capacidade de improviso, de criar soluções para resolver problemas, apresentando alternativas que as cabeças mais cartesianas não conseguem imaginar.

                Também pudera! Quem já viveu com inflação de dois dígitos ao mês, sobrevive com nosso “nababesco” salário mínimo e com os juros bancários que aí estão, nem surpreende tanto assim. Isso para nós. Para os gringos não dá para imaginar que essas coisas existem.

                Agora, me expliquem como é que se pode inventar a tal da contabilidade criativa. Tem que ter uma baita de uma criatividade, não?

                Talvez nem tanto assim. Por quê? Ora, recentemente a Argentina saiu na frente, se bem que lá disseram que foi maquiagem nas contas públicas... Não seria a mesma coisa com outro nome?

                Maquiagem ou criatividade, quase tudo dá no mesmo, neste caso.

                Vamos então dizer que nós, brasileiros, é que somos mais “criativos” e inventamos essa tal contabilidade, embora eu continue achando que os argentinos também o são.

                Conheço pouco de contabilidade; na minha concepção era para ser uma coisa exata, numérica, concreta. Mas sei que nem sempre é assim; depois da lei da relatividade (que, pasmem, não foi criada por nosso Congresso), tudo pode se justificar. E, afinal, papel aceita qualquer coisa. Até as coisas que escrevo...

                Contabilistas, me ajudem!

Para mim o princípio básico é o do crédito e débito. Receber e pagar, nem sempre nessa ordem. Com os comprovantes devidamente registrados.

                Seria a tal da criatividade responsável pela transformação de débitos em créditos? Ou talvez pelo sumiço de débitos e “aparição” de créditos? Deixar os balancetes e balanços sempre no azul? Fabricar coeficientes eficientes de liquidez, endividamento, patrimônio e por aí vai?

                Bom, isso na contabilidade do setor privado. E do público, serviria para quê, hein?

                Hummmm... Êta criatividade.

    Mereceria um Nobel.

                Abraços!

 

                Sergio Schenkel



Escrito por Sérgio Schenkel às 17h18
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VERBORRAGIA

                É impressionante a riqueza da língua brasileira (é... isso mesmo! Ou acham que falamos português?!).

                Nesses tempos de propaganda eleitoral, então, podemos ver a “criatividade” do povo para assassinar nossa pobre língua, ou criar algum tipo de engodo.

                Aqui no Distrito Federal vejo o quanto isso é verdade. Pelas notícias que tenho, o mesmo ocorre em todo o Brasil. Acho fantástico, digamos assim...

                Candidata a Deputada Distrital diz que é a única candidata ECOSUSTENTÁVEL, seja lá o que isso queira dizer. Outra afirma que irá plantar uma árvore a cada voto recebido, caso eleita. Tá bom... ela não atentou contra a língua pátria, mas sua promessa é muito “criativa”, considerando que para se eleger a tal cargo são necessários perto de 8.000 votos. Transformados em árvores dá uma bela grana. Será que ela vai elaborar um projeto de lei para direcionar recursos públicos para o plantio das mudas e cumprir sua promessa?

                Mudando de setor, passando do ambiental para a economia e saúde, vejam só: uma candidata promete que, se eleita, lutará para incluir os dependentes dos rodoviários no plano de saúde oferecido pelas empresas de ônibus. Hein? Desde quando um deputado distrital pode fazer isso?

                E ainda outro (que já foi deputado) dizendo que fará projeto para reduzir o número de assessores nos gabinetes de senadores. O dinheiro economizado seria investido em saúde. Parece que não sabe que contas públicas não são assim, bota e tira dinheiro prá cá e prá lá... Saúde é executivo, verba de senador é legislativo. Precisa dizer mais?

                Bom, agora chegamos às expressões preferidas: lutar, ajudar, defender, estudar, analisar, consultar a sociedade e etecétera e tal.

                Os verbos são utilizados nos mais variados tempos de conjugação, desde o infinitivo até o futuro do pretérito. O complemento vem ao prazer e conveniência do momento e do público... seja passado, presente e futuro, tal qual pitonisa.

                Fico me perguntando se esses verbos se traduzem mesmo em algo concreto, como é o sentido de FAZER. Minha resposta invariavelmente é a mesma: não! Será que estou enganado?

                Quando nada há de real, se luta(ou); ajuda(ou); defende(eu) e por aí vai. E onde fica o faz (fez e fará)?

                E essa coisa não se restringe apenas aos candidatos a cargos proporcionais, mas tristemente também aos majoritários. Observo no horário eleitoral esses (e aqueles) dizendo nada com coisa nenhuma, pouca consistência, sempre analisando, defendendo, lutando, discutindo com a sociedade; e viva a cultura gerundiana!

                Sei não, parece que certos temas importantes já passaram da fase de discussão. Todo o mundo quer o fim do fator previdenciário. O tal do ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) é uma ECA, a sociedade já cansou de ver bandido menor de idade premiado com as benesses dessa legislação.

Pequenos exemplos de um rosário interminável.

Dizem por aí que o brasileiro tem fama mundial de ser criativo.

Acho que até demais em se tratando de criar soluções para não solucionar coisa alguma. Basta reparar nos verbos utilizados na maioria dos discursos.

Abraços!

 

Sergio Schenkel



Escrito por Sérgio Schenkel às 12h06
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METAS

                Metas são coisas engraçadas.

                Quando são superadas podem ser coisas boas ou não. Da mesma forma acontece quando não são atingidas.

                Por exemplo: se a inflação passa do centro ou supera o teto da meta, não é nada bom, principalmente no último caso.

                Em se tratando de educação, quando os indicadores do ensino médio ficam abaixo da meta, também é mau sinal.

                Parece coisa de estatística que, ao sabor de quem apresenta algum tipo de análise qualquer, pode servir para justificar o injustificável, ou vice-versa o contrário...

                É isso o que estamos assistindo.

                A inflação se distancia cada vez mais do centro da tal meta e já superou seu teto, enquanto as metas para o ensino médio não foram atingidas. Tem outras mais, mas não vou nem citar devido à quantidade e os resultados que aí estão.

E a cada dia aparece um artista para justificar isso ou aquilo, tentando provar que os resultados não são ruins, como se fôssemos todos abestalhados. Ou seja: meta acima ou abaixo, tá sempre “tudo bem”.

                Assim vamos, sem saber exatamente para onde. Sabemos apenas que as metas, sejam prá lá ou prá cá, estão verdadeiras M3RD@$.

                Abraços!

                Sergio Schenkel

 

 



Escrito por Sérgio Schenkel às 16h53
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NÃO TEM TÍTULO

                Pelo que vou discorrer nesta crônica, artigo ou seja lá o que for, será impossível nominá-la. Talvez pelos absurdos ou mesmo por falta de inspiração. Quem sabe por isso tudo ou porque realmente neste país está difícil dar nomes aos bois, tamanha a confusão que se instalou. Pode ser, ainda, esculhambação.

Mas o que importa são fatos, o resto é conjectura...

                Há tempos inventaram uma tal Lei da Ficha Limpa. Anunciaram e nos venderam isso como o grande e definitivo instrumento para moralizar as eleições. Todos acreditamos que, a partir de então, pessoas condenadas pela justiça não poderiam se candidatar a cargos eletivos. Tudo muito simples para nós cidadãos comuns, não?

                Mas em seguida instalou-se a dúvida(?) e decidiram(?) que isso somente aconteceria se a tal condenação ocorresse em segunda instância e a decisão fosse de um colegiado. Começamos a não entender tão facilmente.

                Agora, nesse pleito de 2014, vemos candidatos condenados por colegiado em segunda instância continuarem candidatos. É, porque obtiveram “liminares” e as decisões estão em fase de recurso... Passamos a “não entender” mais, ou acham isso.

                Como nossa justiça é pródiga, diga-se muuuuiiiittttoooo pródiga em subterfúgios para favorecer infratores, os tais recursos se perpetuam, demoram a ser julgados e, claro, “sempre cabe mais um”. Assim, as campanhas  continuam, o período eleitoral acaba, alguns desses se elegem e... Dificilmente perderão seus cargos depois de eleitos. Pode acontecer um caso aqui e ali, mas... O normal, mesmo, é que o tal “trânsito em julgado”, lépido feito um jumento manco e rápido feito um curisquinho aleijado chegue sempre “na hora”. Parece até ônibus de cidade grande preso no trânsito em dia de greve de rodoviários.

                Então me deparo com uma notícia estarrecedora: um assassino confesso que matou um cartunista e foi preso em 2010 voltou a matar. Como assim?

                Bom, na época de sua condenação o cara foi apenado a cumprir sei lá quantos anos internado em uma instituição de saúde (sei lá se é assim que se fala isso de forma politicamente correta), aquilo que se conhecia por manicômio judiciário ou sanatório.

                Em agosto passado foi feito um laudo médico dizendo que o cara estava recuperado e apto para voltar ao convívio social. A notícia que vi não falava se a conclusão tinha sido de um colegiado de médicos, se foi submetido à justiça e essa concordou, entre outras coisas. Mas o que me chamou mesmo a atenção foi o fato de ninguém ter falado sobre a pena pelo assassinato que o cara cometeu. Quer dizer, ele matou uma pessoa, concluíram que ele era doido e quatro anos depois um laudo médico o coloca pronto para a ressocialização...

                Agora, o cara sai da tal instituição e comete latrocínio (acho que foi isso). Prenderam ele de novo, como aliás acontece com vários outros.  

                Vamos aguardar a chegada dos “universitários” para ver o que fazer. Sociólogos, antropólogos, psicólogos, assistentes sociais, médicos, treinadores de futebol, encanadores, flanelinhas... Fazer uma consulta pública que redundará num TAC assinado por toda a sociedade civil (des)organizada.

                Prá que mesmo, hein? Com essas leis que temos por aí não tem TIC, TAC ou TECO que resolvam (nem que sejam cumpridos)!

                Abraços!

 

                Sergio Schenkel



Escrito por Sérgio Schenkel às 17h33
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E AGORA, BRA?

                Hoje o IBGE divulgou os dados do PIB do segundo trimestre.

                Tristeza, não tenho outra expressão para definir. Primeiro os árduos números:

                - a parcial do primeiro trimestre tinha tido avanço de 0,2%. Isso já era uma m&rd@... Ficou pior: foi recalculado para queda de 0,2%...

- no segundo trimestre, bem... Encolhemos 0,6%.

Segundo economistas, duas parciais negativas configuram recessão técnica. Deixando formalismos de lado, vendo o que acontece no dia-a-dia, há mais de dois trimestres estamos fu... mesmo.

O dinheiro encurtou para todo mundo, os preços em geral subiram (e depois não desceram), sempre com aquela conversa fiada de algum tipo de sazonalidade (que não a agropecuária – essa realmente existe), o natal, o carnaval, a semana santa, a copa do mundo e por aí vai. Puxa, como criam desculpas para justificar o injustificável!

A estatal do petróleo criou uma “nova” gasolina aditivada que apresenta novidade nenhuma e todo o mundo acompanhou essa “novidade” para aumentar preços. Em Brasília o aumento foi “só” de 8%. O seu carro teve alguma melhora (de consumo, por exemplo) perto disso?

Comparativamente, o Estado arrecadou mais tributos que no ano passado. O número é tão absurdo que nem sei mais. E o PIB caiu? Cadê essa grana que não gerou nada produtivo?

Mas tem 50 bi (acho que de dólares), para criar o Banco do BRICS. Cadê o do Mercosul? Bom, esse acho que já nasceria quebrado, tendo em vista as brilhantes economias de seus principais atores, leia-se Brasil e Argentina. E tem alguns outros bi para socorrer as empresas elétricas que se endividam pela demagogia alheia. Só que esses bi serão pagos por nós nas contas que virão.

E nossos “magos” econômicos ficam reclamando que os brasileiros gastam cada vez mais no exterior. Ao invés disso, que tal tornar nossa economia mais eficiente com preços mais competitivos? Hummmm, mas isso dá muito trabalho e poderiam correr o risco de perder uma das justificativas para a desgraça que estamos vendo.

As contas do governo têm o pior resultado dos últimos 18 anos. É... dezoito anos! Será que o dinheiro que vem da maior arrecadação tributária está sendo bem administrado? Difícil crescer assim.

Se o país se endividasse para montar uma infraestrutura que o tornasse competitivo com as melhores economias do mundo, nem diria nada. Mas o que vemos é o contrário. Infraestrutura deixando de ser construída e a já existente, se acabando.

Fica a expectativa: tô curioso para ver a parcial do PIB do terceiro trimestre, incluindo os resultados da Copa do Mundo.

Mas isso fica para depois (como quase tudo neste país).

Abraços!

 

Sergio Schenkel 



Escrito por Sérgio Schenkel às 10h54
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DISCURSO

                Candidato em uma eleição qualquer para um cargo legislativo:

                - Meus amigos (sem aquela demagogia de amigos e amigas).

                - Vim aqui, hoje, pedir seu voto. Não vou prometer asfaltar ruas. Não vou prometer dar água, luz e esgoto. Muito menos fazer quadras de esporte. Emprego para todos, nem pensar. Bolsa? Nem individual, que dirá família.

                - Ah! Defesa dos trabalhadores que não querem trabalhar também tá difícil... principalmente aumento de salário e redução da jornada de trabalho.

- Já ia esquecendo dos impostos. Acho que também não vai dar para reduzir. Bom, quem sabe distribuir uns lotes? Legalizar invasões? Acabar com a violência? Dar transporte decente? Bons hospitais? Educação? Hummm..., acho que também não dá prá prometer isso.

                 - É, conseguir moradia barata, com juros reduzidos, também não vou prometer. Muito menos que não vou faltar a nenhuma sessão, afinal isso é apenas obrigação.

                - O programa do partido! Vai ser impossível falar, porque não conheço (NR: o partido ou o programa?).

- E para finalizar, prometo que não registrarei minhas não-promessas de campanha em nenhum cartório, pois se eleito ou não, ninguém vai procurar por isso depois.

- Muito obrigado, votem em mim!

                Depois disso, fiquei pensando no que estão dizendo na propaganda eleitoral que assisti hoje na televisão. Todos falam que vão fazer e acontecer, só que ninguém diz como nem de onde surgirão recursos para tanto! Tem gente que não sabe o que está fazendo ali, acho eu. Ou sabe...

                Isso vem de muito tempo, mas a cara-de-pau tá ficando cada vez mais dura, não tem cupim que resista.

                O país em recessão, a criação de empregos em queda livre, os juros de mercado de novo (ou ainda?) na estratosfera, o povo cada vez mais endividado, os calotes comendo frouxo, a arrecadação de impostos aumentando e o investimento público diminuindo (?!) e, embora tenhamos um desempenho econômico vergonhoso, continuam nos dizendo que somos dos BRICS e do G 20, “país emergente”.

Ah é? E daí? Na atualidade estamos mais com cara de “submarino submerso” com o periscópio embaçado.

                Será que o cara do discurso lá de cima teria alguma chance?

                Abraços!

 

                Sergio Schenkel



Escrito por Sérgio Schenkel às 16h27
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CONFUSÃO

                É um instituto previsto no Código Civil Brasileiro. Advém do vocábulo latino confusio, onis, que significa mistura, mescla, DESORDEM, dentre outras acepções. No Código Civil consiste em reunir, numa única pessoa, a figura do credor e do devedor. Confuso, não? Hummm... nem tanto.

                A Câmara dos Deputados acaba de aprovar um Projeto de Lei que cria a figura do PARALEGAL, estudante ou graduado em Direito que, por não ter passado na prova da OAB, não pode exercer sua profissão de advogado.

Após ler a matéria num site de notícias tudo me soou muito estranho e “confuso”. Logo pensei como consequência a (des)Ordem dos Advogados...

                Os defensores da reserva de mercado vão pular alto. Afinal entrarão no mercado cerca de 5 milhões de estudantes e bacharéis em direito. Tudo bem que não podem assinar petições e representar clientes em juízo, apenas poderão assistir profissionais habilitados. Mesmo assim poderão fazer sombra.

                Habilitados? Por quem? A habilitação não é adquirida com a colação de grau superior? Quem é essa OAB que tem o direito de dizer quem pode ou não exercer sua profissão conquistada em anos de faculdade, mediante a aplicação de uma prova?

                Tenho mais perguntas do que respostas.

                Quanto ao projeto de lei, aí é que me veio mesmo à cabeça a tal da confusão... No português claro!

                O profissional, seja ele estudante ou já formado, poderá exercer a atividade por 3 anos. Profissão com data marcada? E daqui a 3 anos?

                “O paralegal, em síntese, é alguém que, não sendo advogado, auxilia e assessora advogados, realizando funções paralelas e de grande importância para o sucesso do escritório de advocacia. Como é evidente, eles não podem exercer sozinhos atividades típicas de um advogado, como dar consultas ou assinar petições aos tribunais”, explicou o relator da matéria.

                Isso é o máximo, não? Agora profissionais que possuem o mesmo grau de formação ficam divididos em “Série A” e “Série B”. E o tal princípio da isonomia?

                Ou será que estão equiparando estudantes com formados? Pelo jeito vão acabar os estágios dos primeiros.

                Um deputado que optou por não votar, explicou que não é contrário à proposta. “Quem é contra o exame da Ordem não pode concordar com o apaziguamento desse limbo social que foi criado no Brasil. É um exame cartorial de interesses financeiros. Para não criar problemas, vou me abster, mas deixo claro que, no futuro, nós vamos enfrentar uma discussão verdadeira entre admitir ou não o Exame de Ordem”, explicou. Hummm... Então tá, né?

                Sinceramente, não acho que seja um assunto para discussão posterior, empurrando-o com a barriga como muitas coisas no Brasil.

                Também não acredito em provas para “validar” um diploma de curso superior. Tá cheio, por aí, de profissionais medíocres devidamente “encarteirados” por órgãos de classe. Se essas entidades quisessem mesmo melhorar os níveis de seus profissionais, deveriam propor junto ao Ministério da Educação e tomar a frente de um programa contínuo de fiscalização e avaliação dos cursos superiores.

                E haja CONFUSÃO!

                Abraços!

                Sergio Schenkel

 

                P.S.: Não ia nem falar, mas já que estou aqui, né? Um deputado apresentou na Câmara Federal um projeto que é uma pérola: proibir que o Brasil compre livros publicados, impressos ou sei lá o quê no exterior, ou seja, não se poderia mais importar livros. Justificou que isso seria uma proteção à indústria gráfica nacional. Ah é??? Não li o projeto, apenas tive notícia, mas fiquei sem saber se isso se trata da materialização de um poderoso lobby ou da “incultura” desse senhor. Em outras palavras: algo assim como fazer uma fogueira de livros, o que já vimos em outros momentos da história... Êta BraZilZão...



Escrito por Sérgio Schenkel às 14h32
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TEJE PRESO

                A Estrada para Goiânia era uma pista só. Eram poucos carros.

O ano? Talvez 1977, ou 78. Eu tinha um fusca vermelho com rodas de magnésio e volantinho “Fórmula 1”, daqueles que deixava o carro pesado para manobrar, mas para fazer curvas era ótimo.

O autódromo de lá seria inaugurado, ia ter corrida o fim de semana todo, inclusive na noite de sábado para domingo. Na cidade morava um amigo meu dos tempos de colégio Rosário em Porto Alegre, o Fabbrin, e ficaríamos na casa dele, eu e o Bilo.

Preparamos tudo para dormir no autódromo. Na bagagem o equipamento de sobrevivência: além de biscoitos e refrigerantes, o saco de dormir e a inseparável insulina. É... desde pequeno sou viciado químico, por conta da diabete infanto-juvenil que apareceu lá pelos 9 anos de idade. Nada que tenha atrapalhado; carregar seringas e frascos de remédio na mochila para mim sempre foi muito normal.

Após a noite passada na grama do autódromo, amanhece o dia e a fome aparece. O sol ainda fraquinho começa a esquentar o esqueleto gelado pela temperatura da madrugada.

Antes de qualquer coisa, inclusive e principalmente comer, a aplicação da insulina era fundamental.

Fui então procurar um banheiro para ter um pouco de privacidade e evitar problemas. Cheguei numa bateria de sanitários. Abri a porta e entrei. Na verdade tentei entrar.

Putz! Saí de imediato, num giro de 180 graus fechando o nariz, meio nauseado. A coisa tava feia... imaginem o que não tinha de bactéria e muitos outros bichos invisíveis por ali...

 Assim não dá, pensei já olhando para o banheiro feminino ali ao lado.

A porta entreaberta indicando estar vazio, empurrei um pouquinho e botei a cabeça para dentro (do recinto - ôôô pensamento, hein?). Estava mesmo vazio, entrei e tranquei a porta.

Embora não fosse o ambiente mais asséptico do mundo, sem dúvidas era melhor que o outro do qual havia fugido. Vou arriscar!

Após a aplicação da insulina, aproveitei para liberar a cerveja da noite, afinal ninguém é de ferro. Tudo pronto, abro a porta para a liberdade e...

... Dou de cara com um soldado da Polícia Militar de Goiás me olhando de cima abaixo, eu com a seringa usada ainda em uma das mãos.

Antes que ele diga alguma coisa vou logo falando:

- Isso é insulina, seu guarda. Sou diabético e o outro banheiro estava imundo.

- Diabético é o C@R@L#*! Disse ele num tom nada amigável.

- “Teje preso”, completou. Vamo explicá pro delegado no posto (que era dentro do autódromo).

- Tá bom, disse eu.

E assim fomos parar na frente do delegado que fazia plantão por lá. O cara, mais esclarecido, ouviu minhas explicações e compreendeu minha dificuldade em achar um local mais ou menos seguro para tomar uma injeção. Só me disse que da próxima vez tomasse mais cuidado ao sair de um banheiro com uma seringa na mão, pois o que era normal para mim estava longe de ser para o policial militar.

Verdade restabelecida, voltei para assistir minhas corridas com mais uma lição aprendida.

Use um banheiro feminino, mas nunca ande com uma seringa na mão...

Abraços!

Sergio Schenkel

 

 



Escrito por Sérgio Schenkel às 11h58
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MISERICÓRDIA

                Foi comprovada por auditoria internacional que a Cruz Vermelha desviou recursos públicos no Brasil...

                A Santa Casa de Misericórdia de São Paulo está no centro de um diz-que-me-diz sobre recebimento (e sumiço?) ou não de recursos do SUS, envolvendo governos federal, estadual e municipal, sei lá mais o que...

                Entidades até então insuspeitas estão agora no centro de, para dizer o mínimo, divergências financeiras com recursos alheios, talvez malversação de fundos ou má administração.

                Símbolos de seriedade e confiança durante décadas, representando o que de melhor se podia imaginar no que diz respeito ao amparo e respeito ao ser humano estão aí, equiparadas a qualquer desses “agentes econômicos” que lutam avidamente por qualquer trocado que possa forrar seus bolsos sem fundo. Talvez esses caras tenham descoberto um filão sob a capa da caridade...

                Ou será que isso tudo acontece há tempos e não sabíamos?

                Fico aqui, em frente ao meu computador, sem saber o que dizer.

                Essas duas notícias me lembraram do antiácido. Tô ficando enjoado do estômago de novo com o que vejo.

                Logo em seguida, me deparo com o “socorro” do governo às empresas de eletricidade que utilizaram termoelétricas devido à seca. Pena que poucos param para pensar nisso.

                Tal se traduz em um empréstimo, fornecido por um consórcio de bancos. Alguns bilhões de reais. Para “compensar”, as contas de luz serão majoradas em 8% a partir do ano que vem, durante 2 anos.

                Como assim?! As empresas elétricas pegam um empréstimo e vão pagar com o dinheiro do contribuinte, via aumento de tarifa, depois de o governo fazer um auê danado com um fictício desconto no ano passado, que já se foi devido a aumentos homeopáticos nos últimos tempos, lembram?

                E agora o governo diz que “socorre” as empresas, usando o dinheiro dos contribuintes? Fazer graça com grana alheia é fácil... Sai todo o mundo bonito na fita, menos a gente que paga a conta.

                E aí, os tais “ativistas” libertados no Rio de Janeiro após um desembargador conceder habeas corpus, saem da prisão e, junto com outros que os esperavam, descem o cacete nos jornalistas que estavam na porta do presídio. Segundo matéria publicada no jornal Globo, tudo havia sido maquinado um dia antes por uma tal Frente Independente Popular (FIP)  e um tal Movimento Estudantil Popular Revolucionário (MEPR). Com um nome desses os caras devem se achar nos anos 70 (?!!!), talvez pensando que algumas décadas depois poderão dirigir um país...

                Difícil entender porque criam uma lei para acabar com a bagunça, o vandalismo e outras coisas feitas sob o manto de manifestações do tipo “passe livre” (?!); a polícia prende os caras com várias provas contra eles; vem um desembargador e solta os caras (não estou entrando em detalhes técnicos); os presos saem da cadeia em poucos dias e junto com outros “manifestantes” dão porrada na imprensa, tudo premeditado... e não são presos de novo?!?!?!

                Bom, também prá quê, hein? Para serem soltos dia seguinte?

                Tá f*#@...!

                Essas coisas todas são de dar azia em sal de fruta!

                Trambique da +Cruz Vermelha+, dinheiro esquisito na “Santa” Casa, prende-e-solta essa galera “manifestante”... que reclama da violência da polícia para conter os quebra-quebras que eles fazem e depois descem o cacete nos jornalistas. Talvez agora estes pensem um pouco antes de defender qualquer tipo de manifestação “democrática”.

                Santas Casas, Misericórdia! Ainda bem que Jesus não foi crucificado numa cruz vermelha.

                Abraços!

                Sergio Schenkel

 

 



Escrito por Sérgio Schenkel às 17h12
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FICAR QUIETO?

                Difícil, né?

                A ONU divulgou seu relatório de IDH – Índice de Desenvolvimento Humano. Amargamos um septuagésimo nono lugar. Na América do Sul, só ganhamos da Argentina e da Venezuela no crescimento do índice. O governo disse que a ONU utilizou dados defasados e que, se utilizados os novos já disponíveis, estaríamos em algo como o sexagésimo sétimo posto. Puxa vida, comovente e muito reconfortante, não?

                Então lembrei-me de notícia veiculada recentemente pela mídia brasiliense sobre os menores infratores (é assim que se chama bandido menor de idade?). Alarmante. Não sei realmente o que pensar a respeito, depois do que li.

                Aqui em Brasília no último ano construíram várias unidades de internação de menores. Desativaram uma pocilga que se chamava CAGE, terror dos terrores e escola superior de ensino de tudo o que não presta. Ainda tenho dúvidas se lá funcionava também a pós-graduação.

                Todas já excederam sua lotação em muito, em pouquíssimo tempo de vida.

                O fato é que as novas instalações, que solucionariam tudo segundo as autoridades responsáveis, já começaram mal. As câmeras de vídeo não funcionam; os ferrolhos das portas não têm cadeado; as cercas de tela não têm aquela fita de metal espinhento no alto (a chamada concertina); os agentes de sei-lá-o-quê que fazem a segurança dos locais não podem usar armas (afinal, os “internos” são menores de idade, né?). Na última fuga os menores deram uma surra de cabo de vassoura no cara que cuidava deles e pularam a cerca. O funcionário levou 23 pontos na cabeça e ganhou vários hematomas.

                Estatística: 8 em cada 10 menores é reincidente; 6 em cada 10 cometeram crimes graves (tipo assassinato, estupro e por aí vai).

                .....?????

                Então criaram um tal de BRT, uma linha expressa com ônibus articulados para levar gente de uma cidade-satélite ao centro. Custou uns R$ 300 e poucos milhões para uns 40 Km aproximadamente, dizendo que o tempo de viagem seria reduzido de 1 hora e meia para 45 minutos.

                Tudo foi inaugurado antes da Copa... Só que parcialmente pronto!

                Hoje a situação é a seguinte: retiraram de circulação todos os outros ônibus que faziam a ligação da tal cidade ao centro, pois o princípio é coletar os passageiros com ônibus menores e levá-los às estações do BRT para, então, embarcarem para o centro. Verdade, a idéia é realmente boa.

                Só que apenas 50% dos veículos articulados do BRT estão rodando, as estações não estão prontas e nada disso tem data marcada para funcionar com plena capacidade... Então muita gente fica empilhada em estações semi-prontas, não consegue embarcar devido à superlotação e não têm os outros ônibus que faziam o trajeto. Genial, não? O que antes demorava hora e meia, deveria ser 45 minutos, hoje é mais de 2 horas...

                Depois disso e lembrando também do estado em que se encontram a saúde, a educação e a economia quase retrocedendo, tudo emPACado, acredito que a ONU tenha realmente utilizado mal os dados de que dispunha para chegar à classificação do Brasil no IDH...

Só pode ter superestimado sua posição!

Abraços!

 

Sergio Schenkel



Escrito por Sérgio Schenkel às 15h44
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DITADURA DO FUTEBOL E DAS LARANJAS

                Depois de perdermos bisonhamente dois jogos na Copa do Mundo, confirmado o vexame dado por aquele timeco, vejo estarrecido declarações que vão desde ex-jogadores até políticos dos mais variados matizes, passando por jornalistas “especializados” e outras figuras públicas, querendo uma intervenção do governo na CBF para “moralizar” o futebol.

                Pensando em nossa democracia, essa que tem mais direitos que deveres(?!), vejo essas figuras “democratas” quase implorar para que o estado assuma o controle (sim, o que querem parece isso mesmo) de uma atividade privada depois de a nossa seleção perder (e dar vexame) numa copa do mundo...

                Tenham paciência. O governo não pode (e não deve) intervir a cada incompetência que se apresente. Já imaginaram? Se alguns de nossos governantes já se consideram onipresentes, onipotentes e outros “onis” mais, pensem se puderem “tomar conta” de tudo...

                Bom mesmo foi ouvir uma entrevista de um tal deputado ontem na Voz do Brasil (é, ainda ouço): o cara apresentou um projeto de lei visando conceder à seleção brasileira de futebol o título de Patrimônio Cultural do Brasil. Isso mesmo! Assim, segundo ele, a CBF não poderia mais fazer o que quisesse e bem entendesse com a seleção (?!). Não é uma pérola da asneira?

                Ainda no mesmo programa, outro deputado apresentou o seguinte projeto: antes de qualquer campeonato, os clubes devem apresentar a Certidão Negativa de Débitos. Caso não o façam, automaticamente serão rebaixados para a divisão inferior. Outra baboseira da grossa. O cara quer agora ditar regulamentos de entidades privadas! Ou tá achando que os clubes vão fazer contrato com o governo e têm que obedecer a lei das licitações?

                Se alguém deve tributos, que façam a cobrança. Penhorem bens e botem os responsáveis na cadeia. Lei para isso tem de monte...

                Pelo que a gente vê por aí, a ditadura do futebol já tem dono(s). Não pensem que esse filão de ouro será facilmente entregue pela FIFA e pela CBF a qualquer um. E poder eles têm. Basta ver o que exigiram e o Brasil abriu as pernas para fazer a copa do mundo. Não dá para esquecer também dos senhores empresários, que movimentam bilhões de U$ e de euros...

***

                Por falar no evento Copa, achei muito legal.

                Pouquíssimas confusões, boa organização, bons serviços (embora caros), segurança impecável, transporte aéreo bom e receptividade do nosso povo excelente para com os gringos.

                O que vi em Brasília foi muito interessante. Quando nos anos setenta e início de oitenta eu passava pela Esplanada dos Ministérios pensava em quando seria possível ver aquele espaço todo, então quase vazio, ocupado por visitantes. A Copa do Mundo trouxe isso!

                E, melhor: pude ouvir de pessoas e ver inúmeras reportagens dando conta da satisfação desses turistas por estarem em Brasília, sempre com palavras elogiosas e até de espanto por encontrarem uma cidade fora dos padrões normais, limpa, organizada, com povo acolhedor, “um museu arquitetônico a céu aberto”. Estava mesmo um ótimo astral.

                Tive notícia de uma pesquisa dizendo que Brasília foi o segundo ou o terceiro (não lembro bem) destino de estrangeiros durante a copa, atrás do Rio de Janeiro, que certamente é imbatível em se tratando de turismo. Coisa impensável até pouco tempo.

                Bom, passado isso tudo, me pergunto se teremos capacidade de manter a limpeza, a segurança, a organização e etc. e tal que vimos nesse período. Espero também que se concluam obras inacabadas e se dê boa destinação à infraestrutura construída para a copa.

                Acho mesmo difícil que o “padrão FIFA” consiga ser mantido, afinal nem tudo é festa; mesmo assim, se chegar perto já será um avanço.

***

                Mudando de assunto, vem o noticiário do Senado Federal, ainda na Voz do Brasil.

                Um senador por São Paulo faz um discurso em defesa dos produtores de laranja do Estado.

Muito bem, não fosse a razão: solicitava ele uma intervenção do governo de forma que a unidade processadora de uma empresa privada desse preferência à industrialização das laranjas de produtores em detrimento das de sua produção, pois poderia causar perdas irreparáveis já que não existe outro local para entrega na região.

Péraí: se eu sou o dono do único espremedor de laranjas das redondezas, eu tenho que espremer as dos outros primeiro, senão eles podem perder suas frutas? E se eu der preferência para eles eu também não posso perder minhas laranjas?

Isso é iniciativa privada, ô cara-pálida! A empresa fez a fábrica para ela, se sobrar tempo/espaço e ela quiser, vende seus serviços ou compra a produção de outros. E ainda falam de livre-mercado, livre-iniciativa e etc. e tal.

Tá bom de dar um tempo em tantos projetos de lei e coisas do gênero tão ignóbeis, já temos leis demais que não são aplicadas.

Sem mais comentários...

Abraços!            

Sergio Schenkel

 

 



Escrito por Sérgio Schenkel às 10h00
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SALSICHÃO COM MOSTARDA

                Fica difícil falar qualquer coisa depois de um 7 a 1.

            Apagão? Sei lá, me parece desculpa esfarrapada. Porque não chamaram, então, alguém do Ministério das Minas e Energia para fazer uma ligação direta com Itaipu, já que o Brasil não tem problema com energia?

   Depois dessa humilhante derrota, não adianta fazer cara de choro, falar que vai buscar um bom resultado na disputa do terceiro lugar, nosso técnico dizer que ele foi o responsável... Enfim, nada disso apaga ou esconde o vexame.

   Todo o mundo estava vendo que a seleção brasileira não era grandes coisas, mas vinha conseguindo a duras penas enganar aqui e ali.

                Perder não é anormal; são dois times de ponta... pô, mas dá um tempo, né? Sete a um????!!!!

            Nossos “craques” não treinavam, pois precisavam fazer atividades regenerativas (SIC) por três dias após os jogos. Fico comparando esses caras com tenistas da elite que jogam campeonatos seguidos, que duram uma semana ou mais com jogos diários, cujo tempo de duração raramente é inferior a 1 hora. Chegam às vezes a 3, 4 horas... E os caras jogam sozinhos!

              Muitos canarinhos (como alguns de outras seleções) parecem mais preocupados e têm mais criatividade com pinturas e cortes de cabelo do que com seu desempenho em campo. Tudo é brincadeira, selfies nas redes sociais, bajulações e vaidades... treinar e concentrar prá quê, né?

                Confesso que fiquei “cabreiro” depois que quebraram o Neymar de forma maldosa e ninguém do Brasil fez nada... Lembrei da dupla de zaga de um time do Brasil que não dava mole, Brito e Fontana. As travas da chuteira e suas caras feias eram cartões de visita, prá deixar claro que futebol se joga na bola e não na canela ou na costela. Aí os craques trabalhavam e jogavam para fazer gols, sem essa de “administrar resultado”.

                Bom, agora não serve de nada bater em bêbado caído na sarjeta...

O que tinha que ser feito não o foi, mesmo durante o jogo; como também ter trocado há tempos uns caras que nunca apareceram na copa e outros cabeças de bagre contumazes que poucos sabiam o que estavam fazendo lá, etc. e tal.

         O fato é que a única seleção pentacampeã do mundo como dizem por aí (na verdade é cinco vezes, pois não foram seguidas), virou chacota internacional...

            Terá sido mera coincidência ou a seleção fez uma exposição de retratos da “organização” do país?

            Só espero que o povo todo não tenha que engolir o salsichão bock lubrificado com mostarda escura que a seleção alemã enfiou goela abaixo do selecionado nacional.

            Abraços!

 

            Sergio Schenkel



Escrito por Sérgio Schenkel às 10h38
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PADARIA E BALINHAS

Certa vez fui a uma padaria, escolhi o que ia comprar e me dirigi ao caixa.

Entreguei o dinheiro. A menina que atendia sacou de sua poderosa calculadora e fez a difícil operação de subtração... Fez-se o silêncio... Sem qualquer cerimônia, pega umas balinhas (nem eram Sete Belo) e me entrega o troco, juntamente com umas notas de real.

 Olhei com cara de interrogação para ela e disse:

- O que é isso? Não pedi balinhas.

- É porque não tenho moedas para troco.

- Mas balinha não é dinheiro e eu nem como isso, pois sou diabético, disse eu.

Ela ficou me olhando com cara de pastel de Bonzo e, para não me aborrecer, peguei as tais balinhas e fui embora. Guardei-as carinhosamente.

Dias depois voltei para comprar algumas coisas na mesma padaria. Levei as balinhas no bolso.

Será minha vingança, pensei, me achando com cara de Dick Vigarista dando golpe na Penélope Charmosa...

Peguei minhas compras e fui ao caixa. A menina era a mesma do outro dia. Legal!

Entreguei o dinheiro e as balinhas. O valor era exato, não teria troco, as balinhas seriam devolvidas pelo mesmo valor que recebi.

A caixa me olhou e disse, olhando para as balinhas:

- o que é isso?

- o pagamento da minha conta.

- mas não posso receber balinhas em pagamento.

- ué, dar troco em balinhas pode, né? Você não lembra que dias atrás eu recebi uma parte do meu troco com essas mesmas balinhas que você me deu?

Ela ficou me olhando com cara de abestalhada, eu peguei minhas compras e fui embora.

Confesso que, no fundo, saí com uma ótima sensação.

Nada pessoal contra a menina do caixa, apenas por ser uma das raríssimas vezes que me lembro de ter conseguido, como consumidor, devolver uma sacanagem na mesma moeda... ou balinhas.

Abraços!

 

Sergio Schenkel



Escrito por Sérgio Schenkel às 17h06
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MANIFESTAÇÕES

            Estava tranquilo trabalhando, assistindo ao jornal local pela televisão, quando me deparei com a notícia sobre uma manifestação de funcionários da empresa de água e esgoto do DF.

                A confusão no trânsito, ENORME!

                Os manifestantes, pelo que pude ver nas filmagens, não deviam passar de uns 300. Trezentos?

                Desciam o Eixo Monumental em direção ao Congresso Nacional, ali perto da Rodoviária. Fecharam todas as 6 (SEIS!) faixas de rolamento da via! Pareciam meia-dúzia de gatos pingados naquele espaço todo.

                A polícia acompanhando tudo, tentando disciplinar a confusão no trânsito impossível de ser disciplinada.

                Ridículo! Porque não disciplinar a manifestação dos caras? Uma faixa só já seria muito, sobraria espaço.

                Tinha acabado de almoçar, começou a se formar um bolo em meu estômago, fruto da inconformidade com a situação vista. Afinal, como é que umas trezentas pessoas podem atrapalhar tanto a vida de milhares, presas num engarrafamento interminável? Ambulâncias e bombeiros não passam. Se tiver dor de barriga... Vai feder!

                Ontem aconteceu outra manifestação esdrúxula aqui em Brasília. Alguns índios, misturados a trabalhadores (?) sem teto, sem terra ou sem sei-lá-o-quê-mais subiram no teto do Congresso Nacional, tomaram banho no espelho d’agua e pescaram no lago do Ministério da Justiça. Também fecharam o trânsito do Eixo Monumental (o que esses caras têm mesmo em comum, hein?).

                Tudo sob o olhar da polícia. Quando essa interviu para acomodar as coisas que estavam ficando quentes, um índio desferiu uma flechada num policial. O que aconteceu? NADA!

                Bem, onde fica o estatuto do desarmamento? Ou arco e flecha não é arma e pode ser portado e utilizado nas ruas? Ou índio é o único brasileiro que pode andar armado e usar sua arma quando quiser?

                Como é que se permite isso?

                Conceito estranho esse de democracia onde, nesses casos, a minoria se sobrepõe... E pode tudo.

                Manifestação é legal, de qualquer um. Não pode é virar zona do jeito que está.

                Enquanto pensava nessas vãs questões democráticas, direitos, deveres e outras coisas, o tempo foi passando, a adrenalina se acomodou, o coração voltou aos sessenta e poucos BPM... o bolo no estômago começou a se desfazer. Talvez o Sonrisal tenha ajudado.

                O que não passa, mesmo, é o inconformismo com esse estado de coisas. Tá demais, virou palhaçada.

    Melhor ir ao circo... Os jogos da copa são muito caros.

                Abraços!

                Sergio Schenkel

 

 



Escrito por Sérgio Schenkel às 18h46
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