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BRASIL, Centro-Oeste, BRASILIA, Homem, de 46 a 55 anos, Portuguese, French
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FEMININAS E MASCULINAS

                Não me crucifiquem; são apenas constatações.

                Mulher quando sofre agressão vai para a Delegacia da Mulher e é amparada pela Lei Maria da Penha. Homem quando apanha de mulher (é... Existe sim e não é tão pouco quanto se imagina), vai prá onde e que lei o ampara? Se chegar em alguma delegacia ainda é sacaneado...

                Mulher tem uma Secretaria com status de Ministério para tratar de seus assuntos.

                Vivem divulgando pesquisas dando conta que trabalhadoras mulheres são inferiores aos homens e que ganham menos. Questões nunca abordadas: qual o número de mulheres e homens que trabalham? Há quanto tempo as mulheres entraram no mercado (mais ou menos que os homens)? Os concursos públicos não equipararam mulheres e homens pela competência, se é que equiparam alguma coisa? Mulheres têm menos acesso à educação e formação para depois competir na vida profissional?

                Isso só para começar...

                Sei não... Números podem ser muito tendenciosos (omissões perigosas), depende de quem, como e para quê os utiliza.

                Essas questões de raça, sexo, cor e etcétera e tal são coisas que, dependendo da abordagem, servem como fonte de muita confusão. Coisa que não quero passar perto. Mas precisam ser discutidas com consciência.

                Acontece que quando leio matérias sobre discriminações e preconceitos penso na real intenção da mensagem. Tem gente que gosta de botar lenha na fogueira (ainda não consigo entender o porquê). Outros, talvez por incapacidade de raciocínio ou percepção, tendem a acreditar em tudo que ouvem. E repercutem como se verdade fosse.

                Existe preconceito? Existe. De muitas formas e no mundo todo. Não é legal...

Mas pérai! A gente vê cada uma...

                O Correio Braziliense de 25/01 diz que, dos dez filmes indicados ao Oscar, somente um é dirigido por mulher. Título da matéria: “Sucesso contra o preconceito”...

Hein? Preconceito? É mesmo? Dá um tempo...

                Tudo o que escrevi lá no começo, que tenho certeza minhas queridas leitoras tiveram vontade de me esganar e me xingaram pensando em deixar de ler o blog, foi só para demonstrar, mesmo de forma simplista, que o que importa realmente é o respeito entre as pessoas, sem favorecimento ou desfavorecimento de qualquer parte.

                Leis e condutas têm que ser para todos.

                Coibir violência é para todo o mundo; valorizar trabalho é por mérito, para todo o mundo.

                Tá mesmo é faltando “botar moral” em todo o mundo, sem lenha nas fogueiras.

                Abraços!

 

                Sergio Schenkel



Escrito por Sérgio Schenkel às 19h48
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AS MEDIDAS DO MAL (OU DO MAU)

                Estatísticas da segurança pública no Distrito Federal (comparativo entre 2013 e 2014):

                - roubo de veículos: + 69%;

                - roubo a pedestres: +61,9%;

                - roubo a postos de combustíveis e ônibus: + 50,7% e 32,4%;

                - homicídios: - 2,7%.

                Quem mora aqui sabe e sente que as coisas são piores do que nos apresentam. Não é só isso. Assaltos a residências (com violência) aumentaram, e muito. Sequestro relâmpago ou roubo com privação de liberdade como gostam de dizer por aí (como se isso mudasse algo para quem é sequestrado) também. Inclusive é um grande  motivo para o roubo de carros, porque a eletrônica embarcada obriga a quem quiser dirigir utilizar a chave do veículo.

                Não sei por que não incluíram outros crimes no “demonstrativo”. Onde ficaram estupros, latrocínios, furtos e roubos de residências, pedofilia, tráfico de drogas e outras coisas mais? Será para melhorar nossa “sensação de segurança” (SIC)? Que segurança...

                O comentarista de segurança de uma emissora de televisão apresentou outros números comparando o crescimento da violência entre 2011/2014. Estarrecedor! Não anotei, mas o crescimento do mal é enorme! Impensável quando se olha o Distrito Federal de não muitos anos atrás...

                Difícil entender ou saber o que pensar a respeito. Aumentou o número de bandidos? Sim, parece não haver dúvidas. Mas não houve maior inserção social, a renda cresceu e a pobreza diminuiu?

                As polícias ficaram mal preparadas assim de repente? Ou inventaram tantas leis de proteção a tanta gente que se esqueceram de proteger os cidadãos normais e deixaram as polícias sem margem de ação?

                E aí o tal comentarista de segurança aparece com várias propostas(?) para resolver a questão, como por exemplo integrar as ações das polícias civil e militar, integrar as ações de inteligência e operacional, treinar os policiais e implantar novo plano de cargos e salários para a segurança pública visando a melhor remuneração do pessoal. Quanta novidade...

                Integrar, treinar, ganhar, remunerar, sempre mais. Onde ficam os verbos fazer, proteger, policiar, patrulhar, prender e outros que possam descrever as atividades policiais efetivas, aquelas que se quer ver nas ruas? Não sou contra ninguém ganhar mais, pelo contrário. A vida de policial não é mole... E haja risco! Mas quando o cara faz concurso sabe quanto vai ganhar e o risco da profissão.

                Aliás, isso de entrar sabendo quanto vai ganhar e em seguida pleitear e fazer manifestações por aumento de salário está se tornando comum entre novos funcionários públicos de todas as esferas. Nem passaram ainda pelo estágio probatório e já querem reajuste de salário sob o argumento de isonomia com outros servidores e por aí vai.

O que tenho visto e sabido chega a ser indecente. Muitos (sem generalizar) se escoram na tal “estabilidade” para mamar eternamente em berço esplêndido nas generosas tetas da “Viúva Brazilis”.

E não são iguais aos “Barnabés” das antigas não (se bem que na essência se assemelham). São na maioria jovens “dotores” de diploma na mão e formação (filosófica/ideológica?) contemporânea... Com belos salários.

                O fato é que o mal feito deixa a porta escancarada para o mau-elemento.

Abraços!

 

Sergio Schenkel



Escrito por Sérgio Schenkel às 16h06
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NÃO TEM JEITO

                Há poucos dias disse aqui no blog que estava cansado de falar sobre coisas baixo-astral.

                Bem que tentei.

                Nos finais de semana gosto de ler o jornal, aquele do modelo antigo que solta tinta nas mãos. Direto para o caderno Cidades, que fala das coisas daqui de Brasília. Parece que fui mesmo atrás de encrenca...

                O assunto que se repete é a atual situação (rombo) nas contas do Distrito Federal, herança que está corroendo a região em todos os sentidos. Dia desses fiquei me perguntando o que seria feito para reparar o dano causado ao patrimônio público. A única e tímida iniciativa que vi foi uma declaração do Procurador de Justiça do DF dizendo que estava estudando o assunto para ver se é possível propor alguma ação judicial. Coisa do tipo que demora 15 a 20 anos para QUASE chegar ao fim, porque sempre cabe algum recurso. E QUASE nunca, ainda que haja condenação, há devolução de recursos e pagamento de multa...

                Mas, como de hábito, não leio apenas as mensagens diretas das notícias. Busco nas entrelinhas alguma coisa mais consistente, fonte para desenvolver raciocínios, o que tem sido difícil devido a qualidade da maioria dos textos com os quais me deparo. Mesmo assim, elas (as entrelinhas) ainda nos fazem pensar além do que se noticia.

                Primeiro espanto: novo governador paga salário dos funcionários da saúde, deixa de quitar vantagens pessoais(?), décimo-terceiro e férias – que deveriam ter sido pagos pelo governo anterior. Ficarão para depois. Diante disso as 104 categorias da saúde (grifei) decidiram pela greve. Péraí: 104 categorias de saúde? O que é isso? Onde cabe isso tudo?

                Tudo bem, ficar sem salário é grave. Muito grave! É sua subsistência que está em jogo. O que espanta é que os hospitais estão sem material básico, quebrados, a população morrendo por falta de atendimento e as 104 categorias profissionais da saúde decidem por greve mesmo recebendo seus salários de dezembro, embora atrasados?

                Hipocrisia de Hipócrates?

                Segundo espanto: Cerca de 500 servidores da educação fecharam as seis pistas de cada lado do Eixo Monumental durante cinco horas. Reivindicação: Pagamento do salário de janeiro, décimo-terceiro e sei-lá-mais-o-quê. Décimo-terceiro tudo bem, tá atrasado e muito. Salário de janeiro? Ué... Mas o mês nem terminou ainda... Seria isso manifestação preventiva?

                Além do mais, como é que 500 pessoas tomam conta de 12 pistas para carros (6 de cada lado), provocam um engarrafamento monstro na cidade e ninguém faz nada para permitir que as outras pessoas (mais de 2.300.000) exerçam seu direito de ir e vir? Ou só uma minoria de manifestantes têm esses direitos e também o direito de tirar esses direitos dos outros? Hummm... Que tal fazer manifestação respeitando os demais? Não seria isso exemplo de (boa) educação?

                O que mais impressiona é o fato de que as pessoas não estão nem aí para as pessoas. Essa coisa de colaboração, cooperação, bem-comum e por aí vai é pura retórica e conversa fiada de “gurus”, “formadores de opinião” e muitos que se autoproclamam politicamente corretos mas, na hora “H”, fazem o oposto. Nova roupagem para escamotear antigas práticas que atendam somente a interesses próprios?

                Chega de falar de coisas espantosas. Posso correr o risco de transformar o clássico filme de terror Hora do Espanto em coisa mixuruca perto dos espantos que vemos a cada minuto...

                Um horror sem fim!

                Abraços!

 

                Sergio Schenkel



Escrito por Sérgio Schenkel às 16h48
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A COMUNICAÇÃO E O RABO

                Engraçadas certas coisas...

                Acho que nem mesmo os autores e criadores das diversas teorias da comunicação, lá nos primórdios, quando falavam em emissor, receptor, ruídos e etecétera e tal poderiam imaginar tal coisa.

                Sequer suporiam que suas teorias, aliadas à tecnologia, poderiam solucionar uma questão tão simples e ao mesmo tempo delicada como a falta de um rolo de papel higiênico num banheiro.

                Aconteceu num trem que fazia o trajeto Londres/Glasgow.

                Um cara teve uma dor de barriga, parece que daquelas de não dar inveja a ninguém.

Imaginando a cena, penso num cara correndo desesperado quase que com as calças na mão, corredor afora, cara vermelha e olhos esbugalhados pensando se daria tempo de chegar ao banheiro lá no final do vagão (sim, nessas horas tudo o que pode te aliviar fica muito longe!).

                Mete a mão na porta e, por pura sorte, não tem ninguém dentro, senão o desastre seria certo... Senta e manda aquele alívio. Se estava sujo ou não (o banheiro, claro), não tem a menor importância.

                O suor frio pára de escorrer pelo rosto e outros lugares menos nobres... Momentos de puro êxtase...

                Mas algo lhe vem à mente: outro lugar acabou de ficar sujo, se muito ou pouco, não há como ver.

                No desespero nem lembrou de olhar para o porta-papel higiênico... Agora, na tranquilidade, descobriu que não tem nada... Também não levou jornal para ler devido à premência da situação.

                No mínimo constrangedor... Ah! Que nada!

                Pega seu aparelho celular (que um dia já serviu para falar com outro telefone) conecta-se ao Twitter para colocar na rede uma piada sobre sua situação e, aproveitando a ocasião, também notificar a empresa dona do trem.

                Acreditem: a empresa entrou em contato com o passageiro e mandou um funcionário do trem levar um rolo de papel higiênico para o cara.

                FANTÁSTICO!

                Agora se pode limpar o rabo via internet!!!!! É demais!!!!!

                Bom, vamos esclarecer que isso aconteceu no Reino Unido. Não que eles sejam melhores do que nós neste tipo de limpeza, realmente não sei nem quero saber...

                Mas imaginem por aqui: o acesso ao Twitter seria difícil (ou impossível), dependendo da localização do trem, devido à grande “cobertura” que o país oferece para acesso à internet. Vamos deixar claro também que é quase impossível viajar de trem no Brasil...

                Provavelmente a empresa operadora do trem, ao receber a mensagem, mandaria o cara se virar dizendo prá ele: “quem manda ter dor de barriga dentro de trem?”. Ou então, se conseguisse falar com o funcionário no trem (o que seria quase impossível também devido às “ótimas” condições de comunicação), o cara nem se mexeria, pois é quase certo que não teria papel higiênico. Ou, quem sabe, se recusaria a prestar socorro pois isso não faz parte de suas atribuições e nem consta do contrato de trabalho que ele tenha que ajudar passageiros cagões...

                Talvez, aqui no Brasil, a solução fosse usar as meias... E a cueca também, caso necessário.

                Abraços!

 

                Sergio Schenkel



Escrito por Sérgio Schenkel às 19h35
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2015

                Começou faz poucos dias.

                Os últimos anos passaram rápido, como se a velocidade crescesse proporcionalmente ao aumento de nossa idade. Sensação estranha, essa.

                Muito antes do ano 2000, minha geração acreditava que a vida a partir dali seria como no desenho futurista (dos anos 60) Os Jetsons. As casas seriam redomas de vidro sobre um pivô (talvez de concreto?) e as pessoas andariam em carros voadores. Um(a) robô cuidaria dos afazeres domésticos.

                Nas refeições comeríamos pílulas dos astronautas, idéia que nos foi vendida após o homem ter chegado à lua. Até hoje não consegui entender qual o resultado prático da viajem, para nós seres humanos comuns. As tais pílulas nunca foram servidas em almoços ou jantares...

                Parece que de lá para cá foi tudo tão rápido que não deu tempo dessas coisas acontecerem.

                Melhor assim: continuamos comendo arroz, feijão e bife; andando de carro sobre quatro rodas em estradas e ruas esburacadas. E nossas casas continuam pregadas no chão.

                Depois que passamos “dos trinta”, os anos voam, os “se” aumentam exponencialmente. Mas não gosto dessa idéia dos “se”; cheira a arrependimento... Do que fez ou do que não fez. Não vejo as coisas assim.

                Vocês podem estar achando (sem gerundismos) estranha toda essa “filosofia”. Ou seria embromação?

                É que eu estava a fim de escrever alguma coisa, mas o dia-a-dia da mídia só traz desgraceira. Não combina com início de ano onde todos esperam coisas boas. Fiquei sem matéria-prima por me recusar a falar disso neste momento. Deixa prá um pouquinho depois, né?

                Mesmo porque falar de reprimenda em ministro que disse o que não devia (?) no primeiro dia de trabalho; que o novo governo do DF recebeu do governador anterior um rombo financeiro astronômico (será ele responsabilizado algum dia?); que os professores daqui “não gostaram” porque o novo governador colocou os coordenadores pedagógicos de volta às salas de aula até regularizar as coisas (e falam em greve); que os funcionários do DETRAN também falam em greve caso o novo diretor do órgão não seja funcionário de carreira... Tudo isso num país democrático(?). SERIA um tremendo baixo astral para uma primeira crônica do ano.

                Mas esse é nosso mundo...

                As notícias ruins se espalham numa velocidade supersônica, superluz ou “nanointernética”, como se nada de bom acontecesse para merecer destaque da mídia.

                E eu continuo aqui, sem querer falar de nada ruim, órfão de assuntos legais para comentar.

                Então acho melhor ficar calado.

Abraços!

 

Sergio Schenkel 



Escrito por Sérgio Schenkel às 11h57
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KAOS

                Organização malfeitora combatida pelo Agente 86, no seriado original da televisão nos anos 70.

                Caos, uma teoria que tenta explicar fenômenos não previsíveis, estabelece um padrão de organização para ocorrências desorganizadas, caóticas. Isso no mundo das ciências exatas. E, segundo quem entende, serve para coisas boas ou não.

                No campo das ciências sociais, acho que a coisa é diferente, embora não seja nenhum cientista exato ou inexato.

                Caos, me parece, serve para definir uma situação onde não tem ordem para nada, tudo virou ao contrário. Ninguém obedece coisa nenhuma. Todo o mundo pode tudo. Confusão, balbúrdia, barafunda (ou fura-bunda?). Verdadeira ZONA. Além do mais, sempre tem alguém(ns) para piorar a situação.

                Parece alguma coisa assim, meio que anarquia...

                Isso lembra algo ou algum lugar?

                Então...

                Projeto de lei (Câmara dos Deputados) extingue prisão disciplinar para as polícias militares. O coronel dá ordem, o soldado diz que não cumpre, manda o superior tomar naquele lugar e pronto, tá tudo certo! Seria isso mais um vento das liberdades democráticas ou um furacão da zorra institucionalizada?

                Miss bumbum evangélica (SIC) equilibra copo na bunda em boate, diz chamada da globo.com do dia 20/12/2014. Pensem o tamanho da dita-(cu)já. Se bota copo em cima... Pensem nela dançando funk-gospel...

                Juiz de direito chega atrasado para vôo, é impedido de embarcar e dá voz de prisão para funcionários da companhia aérea(?!?!). Será prepotência de quem deveria ser exemplo de coisa certa?

                Desembargador ganha ação judicial de uma agente de trânsito por ter sido desrespeitado em blitz onde foi autuado por embriaguez. Não sei exatamente o que aconteceu, mas qualquer um que dirige doidão não tem culpa de nada? Hummm... Coisa esquisita. A agente ainda recebeu multa de R$ 5.000,00.  

                Me pergunto como fica a passagem de Papai Noel pelo Brasil, nestes tempos de natal.

                Será que seus ajudantes aprenderão a ser trombadinhas e andarão em bando “tocando o terror”?

                E no saco do Noel (o de presentes, claro), haverão dólares que ele levará para seu banco nas ilhas Caimãs?  Será que ele ao invés de colocar, surrupiará os presentes que estarão nas árvores de natal das casas?

                De posse de toda essa “féria” é bom ter cuidado com o sequestro-relâmpago (ou assalto com privação de liberdade, como definem nossos “especialistas”). Isso se ele não tiver feito um acerto prévio com a bandidagem...

                Só falta o coelhinho assaltar o galinheiro e roubar os ovos (de páscoa?).

                Abraços!

 

                Sergio Schenkel



Escrito por Sérgio Schenkel às 17h37
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RAP

                Na chamada para um programa de televisão sobre o RAP, um “rapper” entrevistado diz o seguinte: “nóis não tamo vendendo ostentação, nóis tamo vendendo poder. O RAP é o poder”.

                Nessa balada o poder no país está dividido em “funkeiros”, “rappers” e outros bichos mais. Nada contra manifestações culturais de música, dança, teatro e outras, mas daí a vender poder?!

                Quando começo a ver a maioria (porque não são todas) das letras, se é que existem mesmo, de determinadas “coisas” sob o nome de funk, rap, “sertanejo romântico” (?!), “pagode romântico” ou “forró universitário”, fico me perguntando do que se trata isso tudo. E tem muito mais dessa qualidade(?)  por aí.

                Então vem um cara que se diz “rapper”, como se usar boné de lado e roupas tal qual afrodescendente dos Estados Unidos da América lhe desse essa identidade, dizer que vende poder, fico imaginando se ele realmente sabe o que diz... ou no mínimo tem idéia.

                 Depois que um professor de filosofia no DF fez grandes pensadores se revirarem no túmulo ao comparar Valesca Popozuda a eles, fico sem saber realmente o que pensar desse “caldo cultural” que vemos por aí. Tá bom, a Valesca pode ser a voz de várias pessoas e ter seu valor, mas daí a “ganhar” o tal título e fazer jus a ele a distância parece longa. Muito longa. Até ela já disse em entrevista que não acha nada isso. Legal!

                 Pensei em fazer um funk para ilustrar essa crônica, mas achei que o conteúdo seria prejudicado porque as letras não tem mais do que 3 frases (com duas palavras cada...). Pagode ou sertanejo romântico também não seriam adequados, pois o tema é outro.

                Esses forrós ou coisa que não sei o nome, que só falam de sacanagem (tipo Calcinha Preta, Uéslei  Safadão e etc. e tal) também seria demais. Nada de puritanismo, é porque são ruins mesmo.

                Então sobrou pro RAP:

                 Olhaí “merrrrmão”,

                Não ostento ouro nem tenho poder,

                Essa parada que vou falar é porque tô cansado de ver,

                Mané metido a americano enganando brasileiro de montão;

                Diz que é da comunidade,

                Excluído pela sociedade,

                Que o povo e o governo tem uma dívida a pagar,

                Mas vive cheio de grana e não anda de buzão, só desfila de carrão;

                Não tenho mais essência sacal,

                Prá ouvir tanta merda sobre poder, dinheiro e direito,

                Enquanto poucos fazem o normal,

                Que é fazer a sério e bem-feito.

                Será que virei “rapper”, mano bródis?

                Abraços!

 

                Sergio Schenkel



Escrito por Sérgio Schenkel às 20h20
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CERTIDÕES

Incrível como no Brasil se pedem essas coisas. É prá tudo!

Desde o dia que o sujeito nasce, já aparece a primeira. Depois se descobre, como recentemente aconteceu comigo, que esse tal documento tem que ser atualizado. Ou seja: alguma coisa pode ter mudado nos seus dados de nascimento por causa do tempo decorrido (??!!). Aquele documento que disse que você nasceu já não vale mais. Tentei entender o que seria atualizar uma certidão de nascimento. Desisti. Parece piada, mas não é.

Ahhh! Carteira de Identidade também. Os países do Mercosul somente aceitam tal documento com data de expedição de até 10 anos...

Certidão de casamento é a mesma coisa. Dizem que é porque a pessoa pode ter mudado de estado civil. OK. Mas não seria o caso de fazer a averbação? Não... Tem que tirar outra atualizada, toda vez que precisar, ao contrário da averbação que se faz uma só vez. Parece que averbar certidão deixou de valer.

Bom, e para empresas? Meus amigos... Aí é que a coisa fica feia!

Não dá nem para discriminar todas. É coisa absurda, desde NEGATIVA DE DÉBITO COM EFEITO POSITIVO (??!!) até aquelas que dizem que a empresa nada deve ao INSS, Fazenda Nacional, FGTS, Justiça Trabalhista, tributos municipais, estaduais e federais e etecétera e tal...

Agora me deparei com mais uma, para mim até então desconhecida: ao registrar em cartório uma transação de compra e venda, o escrivão solicitou de minha empresa uma certidão “simplificada” emitida pela Junta Comercial do Distrito Federal dizendo, trocando em miúdos, que a empresa está registrada naquele órgão e fornecendo informações que já estão nos documentos de registro, entretanto “atualizadas”.

Perguntei pro cara se o Contrato Social completo e o Consolidado não seriam suficientes.

- Não, me disse ele, na maior cara-de-pau, sem explicar porque e onde está o amparo legal disso. Acho que ele nem sabia, como acontece na maioria das vezes que se pergunta algo.

Além disso, me pediu a certidão de casamento, o que não entendi, pois o negócio estava sendo realizado pela minha empresa e não por mim como pessoa física. Será que uma empresa também precisa de outorga uxória em se tratando de negócio imobiliário só porque um de seus sócios é casado? Soa estranho, não? Afinal, a personalidade jurídica de uma empresa não se confunde com a de seus sócios pessoas físicas...

Mas vai lá argumentar ou perguntar o porquê para um energúmeno desses, afinal “órdis é órdis”. É do jeito que ele quer ou você não faz nada, mesmo que as exigências sejam as mais absurdas.

Tudo te atrasa a vida e dá uma mão-de-obra danada; o custo financeiro é alto. Perda de tempo, gasolina para andar prá lá e prá cá, sem contar que algumas dessas certidões são pagas. E pior: várias têm prazo de validade curto que te obrigam a pedir outras constantemente.

E ainda falam em estimulo e programas de apoio às micro, mini e pequenas empresas. Tudo piada! De mau gosto! Enquanto existir essas coisas todas fica difícil.

A indústria da burocracia “certificada” oficial tá aí mesmo para fazer todo o mundo gastar um monte de tempo e dinheiro para quê? Parece que nada disso inibe as inúmeras tramóias do tipo Petrobrás, como vemos no dia-a-dia, ou pessoas inidôneas que abrem e fecham empresas na maior facilidade e bandidos que fogem do país como quem não quer nada... Teve até ministro do STF já aposentado que abriu empresa com sede em seu apartamento funcional (?!!!!)... Mas que é uma mina de dinheiro para alguns é, né não?

Abraços!

 

Sergio Schenkel



Escrito por Sérgio Schenkel às 11h04
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BLACK FRIDAY

                Assunto de capa na globo.com: “black friday tenta recuperar imagem arranhada por falsos descontos de lojas no Brasil”.

                Hummm... Não é só autoridade que tá sem credibilidade no país.

                Coisa séria nos Estados Unidos, onde os descontos nesse período são prá valer, aqui tem muita enganação de muitos comerciantes inescrupulosos, falsários. É verdade que não são todos, mas se fossem muito poucos ninguém estaria preocupado com isso a ponto de se publicar matéria em portal de notícias.

Lá (no exterior), se você comprar um produto e em seguida ele entrar na promoção, pode voltar na loja que os caras devolvem a diferença.

                Além do mais, quando acontece de você comprar um tênis, por exemplo, utilizá-lo e sentir qualquer incômodo, volte na loja que certamente seu tênis será trocado por um que não lhe machuque, sem precisar chamar gerente ou coisa que o valha. Aqui os caras exigem um monte de coisas para ver se você enche o saco e vai embora.

                Aí você bota seu tênis no saco (?) e, mesmo com código de consumidor e um monte de leis que, nessas horas você descobre que não servem para nada, volta prá casa com o produto. Nunca aparece ninguém com “otoridade” suficiente para resolver.

                Além de não respeitar o consumidor, muitos comerciantes têm a visão curta, míope, não se importando em criar um vínculo que permita ao cliente voltar e consumir mais, por ter sido bem atendido. Preferem vender uma só vez e pronto. E gringo normalmente pensa em fidelização, coisa que por aqui existe muito nos discursos furados de “gurus” da administração, não sendo exatamente uma verdade.

                Ah! Não estou dizendo que comerciante gringo é bonzinho, apenas eles perceberam que sendo honestos com os clientes podem ganhar mais. Simples, não?

                Mas pior mesmo é aquela técnica da promoção fajuta, difundida de forma geral. Os caras sobem os preços e depois de alguns dias baixam dizendo que estão dando desconto. E não é que funciona?

                Em muitos casos foi isso que fizeram no Black Friday tupiniquim.

Tentaram trazer para o Brasil o espírito da coisa lá do exterior, só esqueceram que estavam envolvendo na estória um povo meio assim, de princípios questionáveis, poderíamos dizer.

                Não se tocaram que alguns brasileiros exxxxperrrrtosshh gostam de levar vantagem em tudo, certo? E nem se importam a que preço...

                Aí a coisa fica ruim para todo o mundo, cada vez mais...

                Abraços!

                Sergio Schenkel

 

 



Escrito por Sérgio Schenkel às 11h20
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GOLPE?

                Na calada da madrugada... Deputados distritais elaboraram projetos de resolução (norma interna) que dificultam a cassação de seus mandatos e impedem que qualquer cidadão apresente representação contra algum deles por quebra de decoro parlamentar.

Escondidos nos discursos pseudo-democráticos que proferem por aí para resguardar seus interesses nem sempre tão claros, Suas Excelências apreciaram e votaram dois projetos em primeiro turno no prazo de 1 dia. Isso mesmo: 1DIA! E tais propostas, que não foram sequer protocoladas (?), ainda passaram pelo crivo da Comissão de Constituição e Justiça, da Comissão de Ética e da Mesa Diretora. Não seriam comissões de Injustiça e Aética?

Segundo matéria do Correio Braziliense de 13/11/2014, “... o conteúdo da proposta não é público, nem mesmo alguns deputados sabem da matéria, pois não tiveram acesso ao conteúdo...”. Dezessete dos vinte e quatro deputados endossaram a matéria, diz o jornal.

                Perplexidade com o golpe da ditadura parlamentar contra a democracia...

Às avessas, ao impedir qualquer possibilidade de apená-los com a perda do mandato por conduta irregular, observados os preceitos legais vigentes, esses deputados tentam agir como o ex-presidente general Ernesto Geisel que, durante seu mandato, fechou o Congresso Nacional para não correr risco ao governar com base em decretos-lei editados por ele mesmo.

                Ou seja: nada mais é do que, de formas distintas, “eliminar a concorrência”. Seria isso um ato de divindade coletiva (?) baseado na “inquestionabilidade” de seus atos e condutas ou corporativismo puro a sustentar um golpe branco, se é que existe isso?...

                Tirando as questões morais e éticas envolvidas, ainda resta saber como é que uma resolução interna da Câmara Distrital pode se sobrepor à legislação. Talvez o Mi(ni)stério Público possa dirimir essa dúvida de ordem técnica, embora até o momento desconheça qualquer declaração desse organismo na imprensa...

                Bom, quando tal fato veio à tona, foi um tal de deputado tirar o corpo fora, dizendo que não era bem assim, etecétera e tal... Esqueceram que havia uma lista favorável aos projetos, assinada pelos 17, a qual foi publicada na imprensa... No mínimo ficou esquisito...

                Agora a votação vai para segundo turno no plenário (parece até eleição).

                Será a hora de ver se realmente os representantes do povo representam mesmo os anseios da população e enterram de vez esses projetos ou se estão lá para representar suas próprias vontades.

                O tempo dirá, mas tomara que não demore muito para não cair no esquecimento. Isso é tão normal no Brasil que depois o povo continua elegendo aqueles que não os representa. Ou será que representam exatamente o que vários brasileiros querem e pensam?

                Como disse Millôr Fernandes, o livre-pensar é só pensar...

                Abraços!

 

                Sergio Schenkel



Escrito por Sérgio Schenkel às 21h22
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VIAGENS AÉREAS

                Esta semana estive em Recife. Passagem comprada com antecedência, o preço foi até razoável, pensando em valores Brasil.    Mas a verdade é que os preços, todos, subiram. Uma coca-cola de 600 ml no aeroporto de BSB custa R$ 6,90 (!). Uma em lata no de Recife R$ 4,50 (!). Tá bom que tem muitos custos, mas no supermercado é um bocado menos.

                E não é só isso; a qualidade, no geral, caiu.

                O avião, um Boeing 737-800, até que era novo. Mas as companhias aéreas de um tempo prá cá compram aviões tais quais nossos carros 1.0 “completões”.

                É... Não tem mais telas para passar um filminho, não tem mais som a bordo, etc. e tal. Tem até uma empresa aérea que, quando se solicita um fone de ouvido a bordo (seus aviões mais antigos ainda têm esses recursos), ouve-se de seus comissários: “isso só para vôos acima de 3 horas de duração...”.

                Certa vez não me contive e perguntei:

                - Mas qual vôo direto no Brasil tem mais de 3 horas, exceto alguns poucos como São Paulo/Manaus, por exemplo?

                Recebi um sorriso amarelinho, amarelinho. Será que tem cheiro de embromação? Ou o tal fone "espetacular" é tão caro assim?

                O negócio desses caras é reduzir custos, não importa muito a que preço. Bem, na verdade acho que ao maior preço possível para o consumidor, cliente ou seja lá como nos chamam (por vezes penso até que de otários...).

                Chegamos para o despacho da bagagem no aeroporto de Recife. Então ouvimos da atendente no balcão ao lado, dizendo para uma passageira que tinha um excesso de peso na bagagem:

                - Olha, tira alguma coisa da mala e leva na mão, pois o preço do excesso de bagagem aumentou de forma assustadora...

                 Aí comecei a pensar no que vemos dentro dos aviões: uma galera embarca com umas “malas de mão” que quase não cabem no bagageiro, para levantá-las e guardá-las no “compartimento superior” parece que as pessoas estão fazendo halterofilismo. Muitas se dão por vencidas e pedem para que o abestado ao lado faça força por elas...

E para fechar a porta, então, é cada porrada! Ah... E é um tal de empurrar e desarrumar o que já está lá dentro, sem a menor cerimônia se vai ou não esculhambar a bagagem alheia.

                Esses bagageiros de avião são realmente de altíssima qualidade para aguentar o que aguentam.

                Continuando no papo das empresas de “low cost” (só para elas, claro), daqui a alguns dias teremos:

                - avião com um só piloto (ou só no modo automático);

                - nenhum comissário de bordo, cada um que se vire (acho que a porrada vai comer solta...);

                - talvez uma máquina de refrigerantes e outra de salgadinhos/chocolates (a preços módicos);

                - despacho de bagagem “serv-serv” (mesmo num país com um monte de analfabetos funcionais e tradicionais);

                - viagem em pé no corredor (é só dar um passinho mais à frente ou ao fundo que sempre cabe mais um).

                E por aí vai... 

                Abraços!

 

                Sergio Schenkel



Escrito por Sérgio Schenkel às 21h01
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EXQUISITO

                Em espanhol é assim mesmo, com “x”. Quer dizer de ótima qualidade, gostoso, agradável.

                Bem diferente do significado em português, que quer dizer algo assim como estranho, anormal, estrambólico. Talvez escalafobético... Isso pode ser bom ou não...

                Depois das eleições tenho visto muitas coisas esquisitas, no bom português.

                Governos que não se reelegeram deixaram de pagar contas. Aqui em Brasília, até a festa popular de fim de ano foi suspensa “por falta de recursos”. A tradicional queima de fogos fez água, apagada pela inundação e o afogamento em dívidas.

                Algumas empresas de ônibus pararam de trabalhar, pois o repasse de recursos contratado com o governo foi suspenso. Dos 16 milhões a pagar para uma empresa, o GDF repassou 3 mi. Será que a iniciativa privada tem condições de bancar o déficit público? Mas o que importa, né? Só afetou a vida de 250.000 pessoas...

                Os garis também pararam, deixando lixo na rua. Falta de pagamento à empresa terceirizada que faz tal serviço para o poder público.

                A queima de fogos suspensa para o ano novo é café-pequeno...

                Até mesmo quem ganhou eleição dizendo que estava tudo bem na economia já está mudando o papo.

                Agora leio que o governo enviará projeto de lei ao Congresso para abandonar a meta fiscal de 2014, resultado do aumento de despesas em ano eleitoral. Quer dizer que se gastou mais do que recebeu...

                Programas sociais sofrerão cortes... não há dinheiro.

                Nos últimos anos o Brasil, que era um dos queridinhos do mundo e exemplo de economia emergente, despencou em seu favoritismo devido a estatísticas e resultados econômicos negativos, com crescimento previsto para 2015 em torno de 0,8%. Em 2014 os “especialistas” preveem entre 0,24% e 0,3%, se não for negativo.

                Em 2008 detinha uma das mais altas taxas de crescimento do G20, o qual presidia. Inflação perto do centro da meta (4,5%), possuindo grau de investimento (credibilidade no mercado financeiro internacional).  Hoje, chega à reunião do grupo dos 20, na Austrália, competindo pela lanterna do menor crescimento com a Rússia (à beira de guerra civil na Ucrânia) e com a Argentina, dona de um rombo de 80 bilhões de dólares na conta corrente.

                No ranking do Banco Mundial que mede a facilidade de realizar negócios (Doing Business), entre 180 países somente 14 são piores que o nosso (?!).

                Mas, segundo uma fonte da área econômica citada pelo Correio Braziliense em sua edição de 09/11, “o importante é que a inflação está controlada e houve preservação dos empregos e aumento de renda” (SIC).

                Tá EXQUISITO? Tá não! Nem a tal “contabilidade criativa” dá jeito!

                Tá é ESQUISITO mesmo. Até aquela nossa ministra do “relaxa e goza” pediu demissão e criticou a economia, coisa vista pelo Planalto como “deselegante”...

Quem era antes e perdeu eleição deixou seu legado, que não é aquela beleza da copa do mundo que até agora ninguém viu... Quem era antes,  ganhou e vai continuar, deixou uma herança para si próprio, que também não é nada  beleza...

                Abraços!

                Sergio Schenkel

 

PS: no Rio, bandidos armados de fuzis impedem acesso de quem comprou imóveis do Minha Casa Minha Vida. Tudo filmado e exibido em rede nacional. E a gente ainda se preocupa com problemas econômicos... 



Escrito por Sérgio Schenkel às 20h32
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BICICLETARIA

                Andar de bicicleta é legal, usei o veículo como meio de transporte e de diversão (mais isso) durante minha infância e adolescência.

                Em muitos países do mundo é largamente utilizada, meio de transporte limpo, carrega muita gente prá lá e prá cá sem poluir. Existe respeito no trânsito e vias adequadas por onde transitar.

                Mas, mesmo onde se usa isso largamente, nem tudo é perfeito. Na Holanda, exemplo importado por muitos “especialistas em trânsito” para justificar a construção de ciclovias, a coisa é cruel. Cuidado ao atravessar a rua na frente de um ciclista (e são muitos!), você poderá ser xingado e até levar um encontrão. A divisão do espaço é cruel.

                Em Brasília vejo situações no mínimo esquisitas.

                Na avenida que contorna o Lago Sul, região residencial, transformaram o acostamento em “ciclofaixa”. O que seria tal coisa?

Os ciclistas reclamam quando carros param ali, com problemas mecânicos ou mesmo para pegar ou deixar pessoas, porque atrapalham sua passagem. Mas canso de ver, principalmente nos finais de semana, grupos andando de bicicleta na faixa de rolamento da direita... Aí é a vez dos motoristas reclamarem... Ahhh... a tal da educação...

                No Eixo Monumental, desde o Congresso Nacional até a igreja Rainha da Paz, pintaram uma faixa exclusiva para bicicletas junto ao meio-fio do canteiro central, nos dois sentidos. Funciona aos domingos e feriados. Logo depois, construíram uma ciclovia dentro do canteiro central, também indo e vindo, no mesmo percurso. E não desativaram a tal “ciclofaixa”. Até hoje não entendi...

                Voltando ao Lago Sul, construíram muitos quilômetros de ciclovias (essas de verdade, exclusivas para bicicletas) perto das vias internas do bairro. Muito bacana. Passo constantemente por várias delas, inclusive próximo de casa, e raramente vejo alguma bike transitando por ali. Dia desses, acho que num domingo, me chamou a atenção um casal andando de bicicleta com sua filhinha numa dessas vias. Coisa inusitada...

                Segundo o governo do DF, nos últimos 4 anos foram construídos mais ou menos 450 km de ciclovias. Pelo menos esse era o plano inicial. Qual o custo disso? Ninguém disse. Qual o benefício? Muito menos.

                Prá quê, né? Afinal o que importa é estarmos alinhados com países desenvolvidos, tipo Holanda ou algo assim. Vamos construir ciclovias mesmo que quase ninguém as utilize.

                Será mesmo que alguém vai pegar uma bicicleta no Lago Sul, pedalar em média entre 15 e 20 quilômetros até a Esplanada dos Ministérios para trabalhar e depois voltar para casa? Chegar no seu local de trabalho e nem ter um banheiro decente para “lavar o rosto” (SIC) e trocar de roupa? Quantas pessoas utilizam bicicleta no dia-a-dia, de verdade? Estudaram a viabilidade disso antes de construir as ciclovias ou “ciclofaixas”? Hummm...

                Nem vou falar das pessoas que moram em cidades-satélites, cujas distâncias até o centro são bem maiores...

                Sem contar que isso não faz parte da cultura do brasileiro, que parece gostar mais de um carro.

                Ah! Não sou contra a bicicleta, muito pelo contrário.

                Só fico impressionado de ver como arrumam justificativas e exemplos importados para nos empurrar goela abaixo, sabe-se lá a que custo, coisas que tem pouca ou quase nenhuma funcionalidade ou, ainda, são inadequadas ao nosso estilo de vida.

Será porque é ecologicamente correto?

                Abraços!

 

                Sergio Schenkel



Escrito por Sérgio Schenkel às 16h51
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VISÕES “DOS INFERNOS”

                Sexta-feira, agência do INSS numa cidade-satéliite do DF.

                Fui até lá levar uma tia para solicitar sua aposentadoria. Previamente ela havia agendado o atendimento no site do Instituto, naquele local, às 10:15 horas.

                Chegamos quinze para as dez, entramos na fila para pegar senha, mesmo tendo agendado previamente. O Brasil é engraçado: se não pegar senha ou “fizer ficha”, não tem atendimento. No balcão dois funcionários de humor questionável. Um deles, para chamar o próximo da fila, batia duas vezes com a mão no balcão... Pensem a sutileza...

                Na nossa vez informamos que tínhamos agendamento para as 10:15 horas:

                - Hummmm... a senha só pode ser distribuída com 15 minutos de antecedência da hora marcada, então aguardem fora da fila, disse o atendente quase rosnando. Simpatia pura...

                Saímos da fila e retornamos na hora marcada. O cara nos atendeu, consultou o monitor à sua frente, aquela cara de entendido com desdém, e disse que não encontrava o nome da minha tia. Clicou várias vezes no mouse e finalmente, com cara de grande favor, disse que encontrara e imprimiu a tal da senha.

                Subimos ao primeiro andar. Prédio sujo, mal-cuidado, fiação dos splits (sim, tinha ar-condicionado!) expostas, embaralhadas e soltas pelas paredes que não viam uma tintazinha há anos. As cadeiras de espera jogadas pelo salão, alguns forros rasgados. Tinha umas 50 pessoas por ali.

                Às 10:45 hs, passados 30 minutos da hora marcada, fui dar uma volta para ver o que acontecia, já que o painel das senhas não se mexia.

                Fui até uma porta que dava na sala dos guichês de atendimento, no total de 18. Dois estavam funcionando. Notaram bem? De 18, funcionavam 2!

Saímos eu e minha tia a andar pela “repartição”, quando encontramos duas senhoras que passavam e, vendo nossas caras de abestalhados, perguntaram se procurávamos algo. Ao dizermos que sim, elas se identificaram como funcionárias do local, sem no entanto esboçar qualquer simpatia.

Perguntamos se havia algum problema no atendimento, se o agendamento feito com antecedência estava mesmo valendo, pois quase 40 minutos após o horário a tela das senhas não se movimentava.

- É porque os funcionários estão comendo um bolinho numa comemoração, disse uma delas, sem a menor cerimônia.

- Que bonito, mais de cinquenta pessoas esperando atendimento e os funcionários “comendo um bolinho”? Isso é uma vergonha, dissemos.

Nos fuzilaram com seus olhares, viraram as costas e saíram...

Saímos perto do meio-dia. Claro que nem tudo resolvido, pois mesmo levando todos os documentos citados no site, sempre falta alguma coisa...

***

Econômica e financeiramente nosso país está lascado. Não preciso nem dizer o porquê, é público e notório.

Mas vejam só que bacana: uma ministra do Supremo Tribunal Federal, alheia a isso tudo, mesmo que público e notório, proferiu uma decisão determinando que o poder executivo inclua no orçamento para o próximo ano um “módico” reajuste de 22% nos salários dos ministros do judiciário. Isso gera um efeito cascata que atinge todos os servidores daquele poder... Já imaginaram?

Alguém no poder executivo ou na iniciativa privada terá reajuste parecido?

E haja aumento de imposto para bancar essas coisas!

De formas distintas, são duas visões “dos infernos”, né não?

Abraços!

Sergio Schenkel

 

P.S.: Valeu, Didita, pela ida ao mundo real do INSS.



Escrito por Sérgio Schenkel às 20h31
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PENALIDADE

                O assunto é tema em todas as conversas. Falado em campanhas eleitorais. Vive em discussão entre especialistas, “otoridades”, legisladores.

                Uns contra; outros a favor. Não sei porque, depois de anos em pauta, ninguém chega a conclusão alguma. E assim vai... Discute, discute e não resolve nada, deixa tudo como está para ver como é que fica.

                Ah... sim, essa tal de maioridade penal. Dezoito ou dezesseis anos?

                Para mim, nem um, nem outro.

                Independente de idade, bandido é bandido. Caso se coloque um limite de idade para a criminalidade, sempre haverá alguém abaixo disso. E, como vemos hoje, quem aí se enquadrar vai continuar zombando dos policiais e tirando sarro da cara de todo o mundo quando vai em cana.

                Então, pensem bem: a discussão não deveria ser sobre a questão da imputabilidade penal (êta nomezinho, hein)? É... a questão não é a idade, a questão é a aplicação da pena para o crime cometido.

                Não importa quantos anos tem; praticou um crime, é julgado e recebe a pena, observados os atenuantes e agravantes legais. E não tem essa conversa fiada de que porque é menor tem menos compreensão disso ou daquilo. Se teve capacidade para cometer o delito, tem também capacidade para responder por ele.

                Bom, diriam alguns, mas não tem que se preocupar com a recuperação e a ressocialização do preso? Sim, tem. Mas isso deve ser igual para todo o mundo, não tem nada a ver com idade. Talvez apenas existam formas diferenciadas de fazer isso. Mas tal coisa é da alçada dos especialistas.

                Controvérsias? Muitas.

                Leis perfeitas? De jeito nenhum.

                O que já cansou é ouvir discussões intermináveis e as pessoas pagando o pato porque somos incompetentes para disciplinar uma questão dessa importância.

                Também parece que todos estamos cansados de saber que o problema vem lá de trás, da falta de educação e de condições dignas de vida. Esse é o nosso país real e isso tem que ser mudado. Mas enquanto não acontece deixa tudo virar zona?

                Desculpas existem muitas para tudo.

                Não dá é prá ficar com essas visões míopes e distorcidas como que fugindo do foco das questões.

                Nem 16 nem 18. Lei para todos.

                Abraços!

 

                Sergio Schenkel



Escrito por Sérgio Schenkel às 20h33
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